<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8532506662487649978</id><updated>2011-08-28T14:48:27.089+01:00</updated><title type='text'>photomaton</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Ágnes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10885590232164635281</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/TARoTWuP1vI/AAAAAAAAAV0/Dom_ATG9E-U/S220/6833_1208463205361_1042133391_30648561_4918663_n.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>96</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8532506662487649978.post-4133067966390589900</id><published>2010-07-27T02:04:00.004+01:00</published><updated>2010-07-27T03:03:49.625+01:00</updated><title type='text'>Aves raras</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Misturamo-nos nos copos de vinho pervertidamente divididos em que a saliva se toca sem darmos conta, em que se passam as histórias da vida sempre tão heróicas nas nossas bocas, onde se mistura o sabor acre dos dedos fumadores com a frescura da noite que assenta nos telhados das casas. Misturamo-nos. Pervertidamente porque a vontade é inusitada. As mãos feitas dos mesmos calos e o sangue das feridas que pingam no linho branco da mesma maneira. As manchas do linho e dos copos que são a mesma. Nas orgias das palavras o entendimento supera o coração, a liberdade a crueza dos dias. As palavras que se misturam nas bocas como o liquído dos copos de vinho. As mazelas são as mesmas. Os mesmos tombos no quintal, os mesmos verões abrasadores marcados na pele, a mesma sede de ver o mundo como uma viagem num comboio rápido. Os desenhos da liberdade traçados nas bochechas: o homem que matava galinhas no México, a mulher que se fazia passar por morta à hora em que o marido regressava do trabalho, a outra mulher que dormia ao lado do cão de louça, os putos do skate que faziam pactos de sangue na Expo, as virgenzinhas desejando o sexo e aqueles míudos, por corroromper, que trocavam cartões eróticos nas mochilas. Era assim a nossa cabeça, a minha e a tua, mas que às vezes era só uma. Uma gigante cabeça insuflável que tomaria sempre o caminho mais distante para casa. Aquele em que mais gente se cruzaria nunca ficando, aquele que fazia a manhã levantar-se algures nas sarjetas. A minha e a tua cabeça flutuante, flutuando como um helicópreto por cima das piscinas municipais cheias de mijo e dos piqueniques gordurosos nos pinhais. Mas às vezes passavam pássaros que nunca tinhamos visto. Pássaros raros: como aquele bando de mitratas verdes . E nós de gaiola na mão tendando roubar-lhes as asas. Para as pormos nas nossas camisolinhas de alças em linho. E depois o nosso sangue que pingava e as manchas uniformes que deixava no passeio. Manchas como ovos mal estrelados. E não é que te conhecesse há tantos anos assim. Já tinha passado a puberdade certamente. E nisto a nossa pulsação sempre incólume. Sã e salva das nossas loucuras, das noites violentamente roubadas ao sono, da espontaneidade das palavras, do olho clínico dos observadores estrangeiros. Que dor de barriga me dá este riso. Este riso que me faz recordar-te. Fura-me. Como um pau de madeira aguçado. Fura-me os olhos. Como os do Édipo. O que cegou, estás lembrado? Ele também esperou sair incólume dos seus crimes: porque não os conhecia e porque talvez se julgasse mais limpo nos seus procedimentos. Será que lhe doía a barriga? Alguma vez te doeu a barriga? Como se fosses explodir, não só a tua barriga mas o teu corpo todo a derreter-se nos poros? E só porque te rias, só porque te rias como as hienas e os abutres. Os abutres comeram as mitratas, lembraste disso certamente? Ou fomos nós? Fomos nós que comemos as mitratas irrandiando liberdade? Teremos perdido o pudor? Perdemos não há dúvida, mas antes ou depois da puberdade? Terá tido pudor, o Édipo, quando fez deslizar a túnica de organza pelos ombros da mãe? É esta a liberdade, a tua e a minha liberdade e a nossa cabeça insuflável gigante? Um dia, e temo que possa mesmo ser hoje, agora, vou-te pespontar na minha pele, ponto por ponto. Quando regressar a casa posso não voltar a ver o bando de mitratas verdes mas estarei certamente mais próxima do amor.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8532506662487649978-4133067966390589900?l=photomatonrouge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/feeds/4133067966390589900/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8532506662487649978&amp;postID=4133067966390589900' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/4133067966390589900'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/4133067966390589900'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/2010/07/aves.html' title='Aves raras'/><author><name>Ágnes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10885590232164635281</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/TARoTWuP1vI/AAAAAAAAAV0/Dom_ATG9E-U/S220/6833_1208463205361_1042133391_30648561_4918663_n.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8532506662487649978.post-2184448219006964109</id><published>2010-03-09T12:15:00.002Z</published><updated>2010-03-09T12:59:44.481Z</updated><title type='text'>Os doidos não-clínicos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Não tenho nada para dizer. Não tenho nada para dizer, já disse. Mas as mentiras são maiores. Porque há sempre alguma coisa para dizer, há sempre material para afirmar: dizer que não quero é por si só a afirmação de um não-desejo. Desejo que paro de chover, dizia ela. Esta mulher, no meio da tempestade,  falava dos filhos feitos e da teimosia da chuva impertinente - como as crianças. Desejo que pare de chover, dizia ela. A janela acordou brilhante, desviada da chuva que esfria a pele. A chuva faz-me lembrar os homens - os homens que estão esquecidos naquele passado já enevoado, sabe? Aqueles homens que deixaram de ser história. Como o José da Maria, lembra-se? Deixou de ser louco e de corromper a carne com vinho azedo. Deixou de se enfeitiçar com as palmilhas gastas dos sapatos das menininhas virgens. Deixou de ser história, por isso. Já não tem nada para dizer. Regressou à impossível normalidade dos que vivem bem e felizes. Eu devia regozijar-me, sabe? Devia felicitá-lo pela conquista. Mas não posso, não foi assim que o conheci e agora é um estranho. Um estranho que deixou de ser um desafio, um desvio dos dias curriqueiros e simples. Estará ele feliz por ter conquistado essa paz? Foi tao brutalmente seringado, o rapaz... E aquele outro lembra-se? O que atravessava o Tejo no cacilheiro último com destino a Cacilhas? Está casado e tem dois, três filhos... Será possível? Passou tão pouco tempo. Meses tão curtos. Transformou-se. Tem uma casa e até paga as contas. Os deveres em dia. Estrangeiro, esse homem.  Ele que sempre me dizia tantas coisas estranhas sobre a vida. Agora são só memórias e nada para viver.  Até cortou o cabelo. Quer dizer, ele viverá as suas aventuras, mas para quê? Eu pensei que se esgotassem as coisas para dizer se eles desaparecessem, pensei que voltaria a tornar-me também eu nesse homem simples. Mas não é fácil, sabe? É uma doença da pele esta coisa de querer viver o mundo de enfiada. Amanhã não é outro dia. Amanhã é o futuro e o futuro a Deus pertence, pois então. Não posso ser um homem jovem que se levanta ao meio dia e toma o café na cama. Não posso ser o homem cumpridor dos deveres impostos. Eu sou um homem doido. Quer dizer - não me interprete mal - um homem doido inofensivo. Mas não tenho mobília em casa, é um espaço acéptico e formal. Desprovido de pessoalidade. Também não me lembro da infância ou da impertinência de ser adolescente. Lembro-me tão somente dos últimos três anos. E não pense que sou doido, desses doidos clínicos que engolem frasquinhos de químicos. Não sou demente. Sou só um doido esfomeado. Não me lembro das coisas que disse e não tenho muitas opiniões sobre o mundo e arredores. Sou simplesmente um entusiasta dos pormenores, do excesso e da desgraça. Não sou um homem velho devasso nem um adolescente insolente. Sou um homem excessivo e de boca amarga. Sou um homem sem história. Isso incomoda-a? Transtorna-a? Não fique pensativa... Não é assim com toda a gente.  Não temos todos de desejar a solidão. Eu desejo-a com convicção. Há muitos assim como eu, sós. E se pensar bem não há um desnível assim tao grande entre estar só ou acompanhada. Pior se estiver mal acompanhada. Não sou o primeiro homem a falar-lhe de solidão, pois não? A menina tem uma pele tão branca e olhos tão escuros. Não, não recue. Isto não é a canção do mariola. Não estou a seduzi-la percebe? Mas é raro encontrar uns olhos assim tão pretos e tão fundos. Dorme pouco, a menina? Parece não haver fim para esse negrume que lhe circunda o rosto. Não me leve a mal, sou um doido daqueles que não são clínicos. Não há nada que deva temer. Mas estou terrivelmente só. E isso não me incomada, perceba. Mas às vezes é bom desviar-me da vida acéptica do meu quarto e olhar para algumas caras. A menina está só? Espere, não precisa de responder. Posso calcular que não. Posso calcular que esteja simplesmente acompanhada. E tem memórias com certeza. Lembra-se da sua mamã? Bordava-lhe camisolinhas de renda? Tem cara disso, a menina. Pele branca, olho escuro e camisolinhas de renda...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8532506662487649978-2184448219006964109?l=photomatonrouge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/feeds/2184448219006964109/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8532506662487649978&amp;postID=2184448219006964109' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/2184448219006964109'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/2184448219006964109'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/2010/03/os-doidos-nao-clinicos.html' title='Os doidos não-clínicos'/><author><name>Ágnes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10885590232164635281</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/TARoTWuP1vI/AAAAAAAAAV0/Dom_ATG9E-U/S220/6833_1208463205361_1042133391_30648561_4918663_n.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8532506662487649978.post-8058726552896118045</id><published>2009-11-01T03:32:00.001Z</published><updated>2009-11-01T03:34:32.690Z</updated><title type='text'>Sobre a repetição</title><content type='html'>Compreendo que às vezes se cometam erros.&lt;br /&gt;Compreendo que esses erros se repetiam mais uma ou duas vezes.&lt;br /&gt;Insistir na estupidez, infelizmente, deixei de acreditar...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8532506662487649978-8058726552896118045?l=photomatonrouge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/feeds/8058726552896118045/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8532506662487649978&amp;postID=8058726552896118045' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/8058726552896118045'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/8058726552896118045'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/2009/11/sobre-repeticao.html' title='Sobre a repetição'/><author><name>Ágnes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10885590232164635281</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/TARoTWuP1vI/AAAAAAAAAV0/Dom_ATG9E-U/S220/6833_1208463205361_1042133391_30648561_4918663_n.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8532506662487649978.post-9087682679879286221</id><published>2009-10-19T01:41:00.000+01:00</published><updated>2009-10-19T01:44:12.994+01:00</updated><title type='text'>Daquilo que está para vir</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Acreditando na insuficiência das palavras o corpo é muitas vezes o veículo revolucionário da acção. O corpo que simplesmente existindo procura o trajecto da secura, do esvaziamento, da exaustão e do êxtase. Procurar o corpo é também procurar o lugar onde encontramos o outro, aquele que fornece energia para a combustão. Não há lugares fáceis nem cómodos. Aqui, a regra, se a há, é a da ruína, a do perigo de obra que se decompõe. Narrativa? Uma história que se conta? Talvez. Porque a imagem terá a força do engenho explicativo das palavras, porque o non-sense ou o desejo de edificar abstractamente podem conduzir-nos à expressão máxima do despojamento e da agressividade.&lt;br /&gt;A fragilidade do corpo e das estruturas enviam-nos para destroços de guerra, para sítios inacabados onde a imaginação não concluiu tarefas, para edifícios devolutos onde a memória impregnou marcas através do sangue dos que morreram e dos que ficaram para contar a história. hoje, não procuramos narrar um processo nem fazer uma viagem explicativa pelos meandros do pensamento que aqui nos conduziu. Vivemos também da sensação última e limite que nos provoca a experiência temporal e geográfica da partilha dum espaço comum. e neste caminho tantas foram as vezes em que o tempo e o espaço perderam o seu sentido mais imediato.&lt;br /&gt;Assim se lançam as primeiras pedras para a construção de uma casa. Uma casa, literalmente, o sítio onde nos encontramos. e se construir uma casa for um gesto tão simples como o desejo de comunicar, chegar perto da verdade do espectador que inadvertidamente acabou enclausurado num teatro? Aqui procuramos a surpresa, o choque do confronto entre a identidade do intérprete e a identidade do espectador. Procuramos acima de tudo questionar o erro e assumi-lo. Procuramos sublinhá-lo. Procuramos o erro por si só. Correndo o risco da derradeira queda, do derradeiro fiasco, chegamos com a convicção última de acreditar no teatro como um espaço interventivo e urgente onde a mais premente razão de construir um objecto artístico é o valor humano de viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8532506662487649978-9087682679879286221?l=photomatonrouge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/feeds/9087682679879286221/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8532506662487649978&amp;postID=9087682679879286221' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/9087682679879286221'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/9087682679879286221'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/2009/10/daquilo-que-esta-para-vir.html' title='Daquilo que está para vir'/><author><name>Ágnes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10885590232164635281</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/TARoTWuP1vI/AAAAAAAAAV0/Dom_ATG9E-U/S220/6833_1208463205361_1042133391_30648561_4918663_n.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8532506662487649978.post-2885795848556443025</id><published>2009-10-14T03:23:00.002+01:00</published><updated>2009-10-14T03:51:50.455+01:00</updated><title type='text'>A primeira parte dos pequenos prazeres da jovem incendiária</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando acordei já as chamas tinham varrido metade do quarto. A metade que era minha. Ou a minha memória. A estante latejava em altas labaredas, as folhas desfaziam-se em cinza e o fogo ateado até hoje não sei porquê consumia os livros, os cadernos, os diários, os bilhetes de amor da tenra juventude até não sobrar nada que pudesse contar história. Fiquei deitada, imóvel na cama pronta a assistir ao espectáculo. O fumo já se fazia sentir nos meus pulmões que visivelmente diminuíam de tamanho a cada minuto que passava.  Não estava assutada. Sempre houve ,  naquilo a que corresponde a minha ideia de identidade, um grande fascínio por ver coisas arder. Desde pequena que eram muitas as tentativas de pegar fogo a mim própria ou a coisas queridas. Por isso nem me esforcei muito para sair da cama. Não entrei em pânico. Não tive vontade de chorar por perder a estante. O calor daquele pequeno inferno montado no quarto era mais reconhecível que qualquer memória. Se esperasse mais uns minutos talvez o fogo se aproximasse de tal forma que eu pudesse tocar-lhe com as minhas mãos, fazendo-as empolar-se até a carne se sobrepor à pele. Não há dor mais agoniante do que as das queimaduras. Conheço-as bem, a essas dores. Tantas foram as vezes que me tentei incendiar. Em pequena lembro-me de despoletar a catástrofe por causa da cor, depois o mote incendiário foi mudando: havia dias em que simplesmente o humor o exigia, outros dias tinha frio debaixo dos abafos de Inverno do meu pai. Na verdade, bastava a corpo mudar de eixo para desejar violentamente pegar fogo ao mundo. Depois houve a altura em que era o corpo que incitava as revoltas: primeiro com o ferro de engomar e as mãos marcadas pelas queimaduras, depois o forno e as travessas que aqueciam demais, depois as panelas de água a ferver, mais tarde as velas que tombavam acidentalmente sobre a barriga. Foram longos os anos que passaram até ter impresso na pele a memória de todas as extravagâncias. A mãe e os professores espantavam-se com tanto acidente. Os homens com quem me deitava lançavam olhares piedosos sobre as cicatrizes. Havia um certo divertimento, digo, para mim. Neste jogo de pena incrédulo que me lançavam os estrangeiros. Nunca ninguém suspeitou dos meus vícios incendiários. Nem mesmo quando a àrvore de Natal pegou fogo na casa de férias dos avós.&lt;br /&gt;No Inverno acendia-se sempre a salamandra. Ficava dias sem parar sentada em frente ao fogo que consumia as madeiras secas da garagem. Até o fumo fazer os olhos arder. Até já não se poder ver. Até o corpo suar tanto que parecia Verão. Até caírem lágrimas perante o espectáculo. Mas desta vez, desta vez a culpa não era minha. Não tinha sido eu a incendiar a estante e estava por isso muito agradecida a quem quer que tivesse despoletado esta incrível visão.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8532506662487649978-2885795848556443025?l=photomatonrouge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/feeds/2885795848556443025/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8532506662487649978&amp;postID=2885795848556443025' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/2885795848556443025'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/2885795848556443025'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/2009/10/primeira-parte-dos-pequenos-prazeres-da.html' title='A primeira parte dos pequenos prazeres da jovem incendiária'/><author><name>Ágnes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10885590232164635281</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/TARoTWuP1vI/AAAAAAAAAV0/Dom_ATG9E-U/S220/6833_1208463205361_1042133391_30648561_4918663_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8532506662487649978.post-6648187401903299740</id><published>2009-10-13T03:13:00.003+01:00</published><updated>2009-10-13T03:16:09.877+01:00</updated><title type='text'>Sobre fazer primeiro aquilo que se devia fazer depois</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Precipitei-me contra ti, porque tinhas os olhos bonitos e o cabelo negro como o luto das velhas. Trocámos palavras,  poucas ficaram para contar história.&lt;br /&gt;Depois precipitei-me para longe de ti porque me cheiravas a coisa estranha e desalinhada. Trocamos palavras, e a partir de hoje vamos construindo a nossa história.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8532506662487649978-6648187401903299740?l=photomatonrouge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/feeds/6648187401903299740/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8532506662487649978&amp;postID=6648187401903299740' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/6648187401903299740'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/6648187401903299740'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/2009/10/sobre-fazer-primeiro-aquilo-que-se.html' title='Sobre fazer primeiro aquilo que se devia fazer depois'/><author><name>Ágnes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10885590232164635281</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/TARoTWuP1vI/AAAAAAAAAV0/Dom_ATG9E-U/S220/6833_1208463205361_1042133391_30648561_4918663_n.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8532506662487649978.post-5505017215473528110</id><published>2009-10-11T02:25:00.000+01:00</published><updated>2009-10-11T02:27:35.257+01:00</updated><title type='text'>De estarmos sós</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/StE0UNAgsnI/AAAAAAAAAVc/LMLKayVqzVI/s1600-h/ballet19SJOSTR.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 256px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/StE0UNAgsnI/AAAAAAAAAVc/LMLKayVqzVI/s400/ballet19SJOSTR.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5391147750633026162" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8532506662487649978-5505017215473528110?l=photomatonrouge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/feeds/5505017215473528110/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8532506662487649978&amp;postID=5505017215473528110' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/5505017215473528110'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/5505017215473528110'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/2009/10/de-estarmos-sos.html' title='De estarmos sós'/><author><name>Ágnes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10885590232164635281</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/TARoTWuP1vI/AAAAAAAAAV0/Dom_ATG9E-U/S220/6833_1208463205361_1042133391_30648561_4918663_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/StE0UNAgsnI/AAAAAAAAAVc/LMLKayVqzVI/s72-c/ballet19SJOSTR.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8532506662487649978.post-861363904532655524</id><published>2009-09-24T01:49:00.002+01:00</published><updated>2009-09-24T02:10:25.713+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Isto é um mar de chatices. Como aquele mar onde o Tejo perde os filhos. Juntos para a desgraça: estamos juntos para a desgraça. Unimo-nos para não fazer bem e isso não significa que a queda nos faça partir a cabeça. Vai só deitar um bocadinho de sangue e nem vai doer nada. Isto é um grande mar de chatices. A parede está intacta e a verdade é que temos coragem de lá ir com a cabeça, errar e perder. Corremos esse risco porque compreendemos a causa, como os revolucionários: a luta a ser travada é clara e precisa, quase cirúrgica. Para ver as raízes não foi preciso escavar até muito longe, o encontro deu-se com facilidade. As raízes porém, em tão curto tempo e tão ousadamente cresceram até partirem o cimento e a calçada. Isto é tudo um grande mar de chatices e essas raizes sao fruto de um compromisso assente na possibilidade da queda. Cair é das sensações mais alucinantes que se pode ter: não saber como vai acabar o corpo, cair até esmagar o coração. A inconstância é poder cair a toda a hora, esmagar os ossos todos e estar pronto para cair de novo. Haverá sensação melhor?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8532506662487649978-861363904532655524?l=photomatonrouge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/feeds/861363904532655524/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8532506662487649978&amp;postID=861363904532655524' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/861363904532655524'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/861363904532655524'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/2009/09/isto-e-um-mar-de-chatices.html' title=''/><author><name>Ágnes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10885590232164635281</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/TARoTWuP1vI/AAAAAAAAAV0/Dom_ATG9E-U/S220/6833_1208463205361_1042133391_30648561_4918663_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8532506662487649978.post-7557262469314804300</id><published>2009-09-16T02:19:00.003+01:00</published><updated>2009-09-16T02:51:50.222+01:00</updated><title type='text'>Suor e consequências</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Está calor. As coxas suam. Tu pareces um cadáver pálido, sem boca nem norte; sem olhos porque foram comidos pelos ratos. A visão enevoada da tua cara faz-me pensar que perdi o discernimento. Sabes como me chamo, ou és apenas um cadáver roto na minha sala? No outro dia perdi o teu nome. Estava no bolso, no meio da papelada inútil que se acumula nos bolsos e acabou por ir tudo para o lixo. Também não me fazia falta. Saber o teu nome porquê se nunca mais te vejo na vida? Caíste do barco com tanta exaltação em que fervias sobre a mudança e a fé. Como não tinhas nenhuma foste traído pelo entusiasmo. Que te tenha sabido bem o banho, melhor a aflição. Tu e o teu nome perdidos para sempre: na lixeira e no mar alto. Não te dá vontade de rir? De rir comigo quando penso nestas coisas? Tu fazes-me rir quando me beijas a cara com pressa, como uma criança que nunca beijou uma boca. Mas eu conheço-te malandro, tu e a tua canção de mariola. Pensas que me enganas falando da liberdade quando já se envelheceu tudo? Não. Conheço bem a tua canção de mariola, já disse. E ainda assim, não deixas de parecer um miúdo quando me beijas a cara com pressa.&lt;br /&gt;Está calor. As coxas continuam suadas. Como depois do sexo. Agora diz-me, quando te encontrarem a boiar junto à costa saberão que fui que te empurrei? Saberão isso porque me beijaste antes de cair? Ou saberão simplesmente porque sim, porque essa seria a única possibilidade? Cúmplices na tua ou na minha desgraça; no teu ou no meu desejo? Tantas mentiras e nem por isso menos entusiasmo. Serias capaz de nadar se o mar fosse de verdade ou ias deixar-te afogar como fazem os fracos sem sangue? Bebeste o que restava do meu porque o fui doando a todos os que passaram. Já não tenho sangue, nem cabelo, nem palavras na boca para as dizer. Só tenho calor e mesmo que me tente lembrar do frio do chão de tijoleira nas minhas costas o calor não passa. Como se fizesse amor contigo há muitos dias, anos talvez, sem nunca parar. Nem para cigarros. Fumo quarenta por dia, sabes? Por isso é que a boca amarga quando me beijas. Não me pedes nada e entre nós isso é recíproco. É, na verdade, a única coisa bonita que tivemos juntos. Nunca pedimos nada um ao outro. Mesmo quando a tua palidez te fez desfalecer na minha sala.&lt;br /&gt;Está calor. Tenho as coxas e as mãos suadas. Escorrega-me tudo. Já parti dois pratos: o que devias ter levantado antes de morrer e o que eu devia ter levantado antes de morreres. É esta porra deste calor que faz cair tudo das mãos. Até tu que estavas nos meus braços me caíste à água. Eu pensei empurrar-te mas não quis empurrar-te, percebes a diferença? Por isso, posso dizer que me escorregaste por causa do calor e do suor das mãos. Ou achas injusto? Tu que me bateste com esses braços de homem forte mil vezes sem nunca deixar marca; tu que me deixavas à espera durante a noite para que talvez chegasses, pálido e suado de outras mulheres? Eu sempre soube que daí vinha pouca coisa, ou nenhuma sei lá. Mesmo naquele dia em que corri por causa da faca, vieste salvar-me? Deixaste tudo para me proteger? Nunca. Eu que me salve sozinha que se já posso dar beijos na boca também posso defender-me. Deves ter tremido de  entusiasmo só ao imaginar a faca a trespassar-me a pele. No meio dessa miragem viste algum sangue? Diz-me camelo se viste algum sangue, porque se viste o meu não era te garanto. Bebeste-o todo porco! Tinhas sede porque estava calor e vá de beber o que era meu.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8532506662487649978-7557262469314804300?l=photomatonrouge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/feeds/7557262469314804300/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8532506662487649978&amp;postID=7557262469314804300' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/7557262469314804300'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/7557262469314804300'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/2009/09/suor-e-consequ.html' title='Suor e consequências'/><author><name>Ágnes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10885590232164635281</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/TARoTWuP1vI/AAAAAAAAAV0/Dom_ATG9E-U/S220/6833_1208463205361_1042133391_30648561_4918663_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8532506662487649978.post-7222479300394937309</id><published>2009-09-16T02:07:00.002+01:00</published><updated>2009-09-16T02:11:57.545+01:00</updated><title type='text'>Mãos de amor</title><content type='html'>Há uns dias olhei para as minhas mãos. Eram jovens e vigorosas. Tinham poucos traços porque conheciam poucos homens. A memória das mãos é a mais fidedigna. Hoje, quando olho para as minhas mãos vejo trabalho calejado, tremores até à boca por não conseguir alcançar os cigarros. Passaram tão poucas horas entre conhecer apenas um amor e depois tantos que de amor não têm nada. O que é que eu fui fazer... Como vim eu aqui parar, a este sítio onde as mãos tremem e suam; onde o amor é um sonho mal concretizado?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8532506662487649978-7222479300394937309?l=photomatonrouge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/feeds/7222479300394937309/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8532506662487649978&amp;postID=7222479300394937309' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/7222479300394937309'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/7222479300394937309'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/2009/09/maos-de-amor.html' title='Mãos de amor'/><author><name>Ágnes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10885590232164635281</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/TARoTWuP1vI/AAAAAAAAAV0/Dom_ATG9E-U/S220/6833_1208463205361_1042133391_30648561_4918663_n.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8532506662487649978.post-4696593176025532020</id><published>2009-09-15T23:06:00.002+01:00</published><updated>2009-09-15T23:16:00.564+01:00</updated><title type='text'>Cacilhas às 02:00</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Revoluciono-me. Sem adolescência nem jovialidade. Revoluciono-me por reconhecer como algumas coisas funcionam por serem coisas do mundo. Deixei de ter medo de morrer para passar a ter medo de foder. Por isso a revolução acontece não fora, na rua, mas dentro, nas veias. A revolução não-adolescente, não-adulta é apenas a concretização das horas que passamos juntos em deambulações extravagantes impulsionadas pelo vinho dos amigos indianos. Tantas horas e tanto vinho, tantas conversas de mudança, de arte sem arte. E depois aquela viagem até Cacilhas, quando a noite rebentava já em horas altas e o Tejo era frio e ventoso. Estávamos encostados às quinas do barco, como num filme onde as personagens parecem parar para pensar nas horas que passaram. Eu ali, encostada, no Cacilheiro último que partia de Lisboa, lembrava-me de como teria sido bom partilhar aquele pedaço de fita com uns tantos ausentes naquele pedaço de quina. A luz, em Cacilhas é sempre diferente. E isso já dizia a amiga Catarina que voltou há pouco do Brasil. Cacilhas é diferente porque tem um farol. Eu serei diferente porque estive em Cacilhas.&lt;br /&gt;E com tantas coisas que quero sempre dizer, hoje fiquei sem pio!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8532506662487649978-4696593176025532020?l=photomatonrouge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/feeds/4696593176025532020/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8532506662487649978&amp;postID=4696593176025532020' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/4696593176025532020'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/4696593176025532020'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/2009/09/cacilhas-as-0200.html' title='Cacilhas às 02:00'/><author><name>Ágnes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10885590232164635281</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/TARoTWuP1vI/AAAAAAAAAV0/Dom_ATG9E-U/S220/6833_1208463205361_1042133391_30648561_4918663_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8532506662487649978.post-1859510519185261328</id><published>2009-08-29T23:28:00.001+01:00</published><updated>2009-08-29T23:32:46.198+01:00</updated><title type='text'>Aos remosos em noite de vinho</title><content type='html'>Estamos amarradas pela mesma noite em noites diferente.&lt;br /&gt;No fim, ficou a culpa que não é nada. De quem é a culpa afinal? Minha? Minha?&lt;br /&gt;Quero repetir a desgraça. Talvez seja esse o grande lugar do arrependimento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8532506662487649978-1859510519185261328?l=photomatonrouge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/feeds/1859510519185261328/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8532506662487649978&amp;postID=1859510519185261328' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/1859510519185261328'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/1859510519185261328'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/2009/08/aos-remosos-em-noite-de-vinho.html' title='Aos remosos em noite de vinho'/><author><name>Ágnes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10885590232164635281</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/TARoTWuP1vI/AAAAAAAAAV0/Dom_ATG9E-U/S220/6833_1208463205361_1042133391_30648561_4918663_n.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8532506662487649978.post-7959662065359322527</id><published>2009-08-25T01:12:00.003+01:00</published><updated>2009-08-25T01:26:39.608+01:00</updated><title type='text'>A ti, pássaro de voos.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A cara fazia lembrar os dias dos vinte anos. As mãos, porém, contavam outras histórias: como daquela vez em que o piano tocou durante seis dias sem parar. Os olhos faziam lembrar o maduro dos pessegos quando eram roubados às árvores. As mãos, porém, contavam outras histórias: como naquele dia em que a faca deslizou entre a primeira camada de pele e a veia que chegava ao pulso. Toda ela eram vinte anos, vinte anos de lábios e de caracóis amarrados em tiras de tecido esgaçado. As mãos, porém, contavam outras histórias: como um dia nos conhecemos quando éramos jovens e preguiçosas e o sol desenhava o contorno das nossas camisolinhas de alças por estarmos tantas horas no jardim. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hei-de olhar para as tuas mãos até morreres. Embora  saiba que vou morrer primeiro. Mas as tuas mãos pequenas, delicadas como seda, calejadas pelo trabalho nos hospitais cheios de velhos e de crianças moribundas são a memória mais viva, mais viva que conheço. Não há no mundo outras mãos que não as tuas, querida amiga, e ainda havemos de assinar em muitos caderninhas as aventuras que já foram os nossos tenros anos. Olho para ti e conhecço-te há mais de 20 anos, há bem mais. És  aquilo que de mais intímo há no mundo. Quando ficas fora durante tantos anos, regressas e posso olhar-te como se o nosso encontro não tivesse sido interrompido por tantos comboios, tantos livros, tante gente diferente. Então, o amor é um lugar estranho. O nosso é eterno porque as tuas mãos Carolina, as tuas mãos são o que de mais intímo há no mundo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8532506662487649978-7959662065359322527?l=photomatonrouge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/feeds/7959662065359322527/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8532506662487649978&amp;postID=7959662065359322527' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/7959662065359322527'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/7959662065359322527'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/2009/08/ti-passaro-de-voos.html' title='A ti, pássaro de voos.'/><author><name>Ágnes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10885590232164635281</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/TARoTWuP1vI/AAAAAAAAAV0/Dom_ATG9E-U/S220/6833_1208463205361_1042133391_30648561_4918663_n.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8532506662487649978.post-6267956467468113956</id><published>2009-08-24T01:37:00.002+01:00</published><updated>2009-08-24T02:25:53.346+01:00</updated><title type='text'>Os dias da felicidade</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;30 vezes. 30 vezes 30 e não sei quantos ficaram de fora. 30 vezes 30 eram 300 há 3 dias. Fugir para onde? Não consigo parar de contar. Conto, conto os dias da exaustão. Tenho a boca seca e ainda falta muito para chegar ao fim. 30 vezes 30 são 300 de manhã. 300 copos de àgua para roubar à secura a persitência. 3 dias para 300 copos. 300 copos de àgua para depois passar por àgua e arrumar de novo. 3 horas para a tarefa. Volta e revolta aos copos cheios que agora estão vazios. 30 vezes 30 são cigarros para um dia. Cigarros a meio e copos para tapar a secura do amago na boca e das vezes, 300 as vezes, para contar. 30 vezes 30 são 300. Somando aos dias todos que tenho contado talvez sejam 300 mais 300 mas não sei quantos são porque a boca amarga, está seca e gretada. 3 minutos para pôr o creme que cobre as frechadas de sangue. 30 euros quanto gastei por contar à 3000 mil horas números que não passam disso mesmo. Estarei louca ou passei a noite a sonhar? 30 vezes 30 e estalei os dedos menos 3 vezes do que devia. As arteroses que terei aos 30 serão menores do que aquelas que terei aos 300. Aos 300 estarei enterrada na terra há pelo menos 30 vezes menos anos. 30 vezes 30 são as horas para pintar a sala de branco até doeram os ossos e os punhos não cerrarem. Quanto é 30 vezes 30? Perdi-me no raciocínio. 30 vezes 30 é o tempo que demoro a chegar de casa a casa. Não tenho casa, tenho casas e 300 horas é o tempo que demora a percorrê-las a todas. Perdi-me outra vez. 300 horas para chegar onde? Sim, a casa. 3 minutos é o que preciso para beber 30 copos de àgua, para tapar a secura das noites que gretam os lábios e os fazem sangrar. 30 vezes 30 dá 300, 300 menos 30 dá 3000, 3000 vezes 300 volto ao três. Três são as vezes que gritei contigo por deixares a tampa da sanita levantada. 3 cigarros restam para acabar o maço. 30 vezes 30 são as dores na cabeça que não deixam pensar. 30 vezes 30 são as vezes que ainda gritarei contigo por causa da tampa da sanita. 3000 vezes são aquelas em que não me curvarei perante o poder. Todos sem poder são menos 30 e assim seremos 3000 vezes 30 com mais poder. 300 é isso? 300 com poder? Ou seremos mais, mais loucos menos poder, mais loucos mais poder, 30% de poder e 3000 loucos poderosos. A sala está branca depois de tantas horas de trincha na mão. 3000 dias de poder para a ver assim. Sala sueca a 30 graus centígrados. 3000 são os dias que faltam para a pistola disparar. 30 balas são as que estão dentro da pistola. 1 pistola ou 30 pistolas? Perdi-me no raciocínio. 300 vezes foram aquelas em que trocámos beijos a aquecemos leite no microondas de manhã. 300 vezes as que fornicámos. 30 as que me lembro. 3 em que morremos. Menos 3 em que nos encontrámos. 30 cl de sangue foi o que doei para o teu transplante porque o fígado sucumbiu ao fim de 300 dias de cerveja. Menos 30 cl de sangue foi a consequência do teu devaneio. Não espero por ti, não mais 3 minutos - vida inteira à espera da tua chegada montado no tanque de guerra que sempre prometeste - 300 dias de promessas sobre a morte pela causa e a causa pela morte. O tanque, disseste, teria sido comprado há 300 anos e ainda assim foram precisos outros 300 para te ver chegar. Mas tu não vens - oh homem inflamado - tu não vens e a boca vai secando, vai secando pelos dias que passo a contar 300 vezes 300 vezes 300 para te ver cumprir com a promessa. Louco varrido corrompido pela promessa dos 3000 mil ano depois de Cristo. Dizam que ressuscitou ao terceiro dia. Se o matarem 300 vezes ressuscitará outras 300 sempre no terceiro  dia depois da morte. Falaste tantas vezes da revolta, do tanque que conseguiste arrastar-me para a tua casa, onde fornicámos 300 dias sem parar. Depois, quando a manhã rompia o leite fervia no microondas por três minutos. Estarei louca ou passei a noite a sonhar. Conto vezes conto e chego sempre a 30 vezes 30, menos 300 dá 3000. Onde foi o começo da odisseia, desta aventura idiota? Mais 3 cigarros menos 3 no maço. Maço vazio. Vazio vezes nada dá 300. 300 vezes nada dá mais 30. Perdi-me no teu raciocínio. Não tenho nada, nem o tanque, nem a sanita, nem o teu mijo na tampa, nem o sémem que deixaste no meu útero nem o leite porque o vomitei 300 vezes. Detesto leite. Detesto leite vezes 30. Detesto leite vezes 30. Detesto leite vezes 300. Detesto-me menos do que ao leite, mas só menos 30 do que ao leite e isso dá 3000 vezes mais ódio do que aquilo que possas esperar. 30 vezes 30 são as vezes que conto as vezes dos 30 anos. Faltam 3 vezes 3 anos para chegar aos trinta. Isso faz com que tenha quantos, quantos anos? Diz-me se tens coragem para saltar desse tanque revolucio-imaginário que compraste há 300 anos. Não tenho nada para te dar, tenho 30 menos nada para te dar. Nem revolta, nem sonho nem desejo. 3000 vezes em que me roubaste a vontade de lutar. Lutar contra o poder que vezes 30 dá mais 30. Não espero mais, não espero nem mais 3 minutos para a tua chegada. Sem tanque, sem a boca seca porque bebi 3000 copos de àgua parto para 300 dias de caminhada só. Só com a revolta que prometeste há 3000 anos atrás. Estás morto e a morte é uma coisa rápida. Não és Cristo e por isso não ressuscitaste ao terceiro dia, nem ao triségimo. Estás morto, pronto. Estás morto - tu  e a tua revolta. Ah, que incrível maravilha. Estás morto há 3000 anos. Há 3000 anos que te espero. E a boca seca, a boca seca porque não paro, não paro de contar. 30 vezes 30 são 300, 300 menos 30 são 3000. Ah, estás morto, pronto. Estás morto tu e a tua revolto. Não vou parar de contar. Conto vezes conto até serem 3000 as feridas na boca, 3 sangues os que se misturam nos lábios. Estás morto, pronto. Estás morto. E nem imaginas a felicidade que isso me causa...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8532506662487649978-6267956467468113956?l=photomatonrouge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/feeds/6267956467468113956/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8532506662487649978&amp;postID=6267956467468113956' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/6267956467468113956'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/6267956467468113956'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/2009/08/os-dias-da-felicidade.html' title='Os dias da felicidade'/><author><name>Ágnes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10885590232164635281</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/TARoTWuP1vI/AAAAAAAAAV0/Dom_ATG9E-U/S220/6833_1208463205361_1042133391_30648561_4918663_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8532506662487649978.post-1250264188320586208</id><published>2009-08-17T21:24:00.003+01:00</published><updated>2009-08-17T22:53:08.024+01:00</updated><title type='text'>A guerra (em crise) e os 1679 dias para o cessar fogo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Não. Decido não renunciar aos prazeres da carne. Que importa , que importa se as noites mal dormidas desregulam o pacífico decorrer das horas? Quando a humidade se entranha nos ossos, fico certa de que a vida existe naquele pátio e em nenhum outro lugar; num acaso que ainda agora me intriga, vejo-me nesse pátio, o cabelo húmido e os olhos sonolentos. Ao fundo aquela voz familiar que vagueia em recordações da infância. Já nesse mesmo dia me tinham dito que a infância era um lugar vazio e longínquo onde apenas ecoavam, espaçadamente, algumas memórias dos cheiros e da areia enfurecida pelos ventos de mar. Mas ali a infância era presente, e entre o desejo de ouvir a àgua cair naquela banheira ferrugenta ou de dormir até à hora em que as pessoas se agitam, desenhava-se uma linha muito ténue. A solidão já não é um lugar estranho e mesmo ali, naquele pátio vivo onde toda a vida se concentrava, dificilmente acreditei nos companheiros de viagem. A visão atordoada pelo vinho, pelo delírio da noite, pelo enfurecimento do cio traçava, como sempre, esse caminho solitário onde a voz parece rouca ; onde não há descanso para as mãos, onde o encontro insiste em mostrar-se impossível. Tudo isto dentro e fora de mim, mais a recorrente lembrança dos excessos em que não se pouparam os corpos e ainda assim só, profundamente só, entre a bebedeira e o descrétido, entre o sonho e o sexo. O cimento calejava a coluna porque o corpo acabaria por ir cedendo, lentamente à gravidade. Ali deitada, não consigo agora distinguir as coisas verdadeiras das falsas: as incríveis odisseias da imaginação e aqueles factos que ainda assim nos prendem à terra. A água corria como uma mulher louca e em momentos brevíssimos recordei o homem da maçã de adão que eu beijara com a língua, as guerras em tanques militares bem travadas por homens bravos, as balas perdidas, as espinguardas. Entrecortando as recordações, a voz longínqua do homem dizendo: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;por desinspiração artísticas declara-se o cancelamento deste indivíduo por tempo indefinido uma vez que em nada tem contribuído para o desenvolvimento da arte tendo antes sido uma objecção veemente a toda e qualquer produção artística profícua para a sociedade&lt;/span&gt;. Em crise. A crise. Crise geral, digo. Total e totalitária. Faltam ainda 1679 dias para o cessar fogo. Vieram decidios a matar e a morrer e aqui não há como escolher. Saltar para o tanque e esperar que as espinguardas fiquem vazias. São cinquenta as horas necessárias para a descoberta da verdade. Quais utopias, eu quero é ver o sangue, o nosso sangue a correr por esse amor apregoado. Ai! O delírio do vinho desfoca a imagem, o som da fonte ao longe, o discurso é metamorfose de alcool e desejo. Aqui e ali, mais recordações do amor e a voz incessante e ruidosa que insistia em discursos utópicos: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;partamos para a destruição do amor como o conhecemos; partamos para a destruição de tudo, procuremos o nada; que dái se reconstruam as casas, a memória e as culturas, que se atribua novo sentido à arte. Destruamos aquilo que foi mal edififcado, os canhões as balas as guerras por travar.&lt;/span&gt; E ali estava ele, em cima de um tanque de guerra com uma colher de pau na mão apregoando o amor, conquistando os ateus. Trazia um chapéu com rosas de papel vermelho e eram tão verdadeiras como o meu sangue. A fonte pinguava como o sangue da menstruação. Cá dentro ía doendo tudo. Quando finalmente sucumbia ao sono a lembrança dos 600 degraus até chegar a casa. As garrafas vazias não podiam ajudar ao equilíbrio. E no meio de tanta solidão, a descoberta da mão firme e viril que veio cobrir os dedos inertes pelo vinho. Abraços e mais abraços. Dois desejos cumpridos e uma moeda que não tornaremos a ver. Depois os outros, os que não estando lá eram afinal a fonte e o pátio. O sonho que não é utopia. Vieram com o vinho e por aqui ficaram. Os degraus e o vinho acabaram, a fonte já só se ouvia ao longe, menos um cêntimo na carteira. A crise da confusão do excesso e no fim da madrugada o encontro do batimento cardíaco justo e comum com as horas. A certeza de que o fogo não cessará enquanto o sonho não for cumprido. Na fonte, as garrafas vazias; o vinho no cimento.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8532506662487649978-1250264188320586208?l=photomatonrouge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/feeds/1250264188320586208/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8532506662487649978&amp;postID=1250264188320586208' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/1250264188320586208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/1250264188320586208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/2009/08/guerra-em-crise-e-os-1679-dias-para-o.html' title='A guerra (em crise) e os 1679 dias para o cessar fogo'/><author><name>Ágnes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10885590232164635281</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/TARoTWuP1vI/AAAAAAAAAV0/Dom_ATG9E-U/S220/6833_1208463205361_1042133391_30648561_4918663_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8532506662487649978.post-1784015917748930707</id><published>2009-08-09T20:34:00.001+01:00</published><updated>2009-08-09T20:37:21.406+01:00</updated><title type='text'>Na Menina Júlia às vezes também há alguidarinhos...</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/Sn8lGswskbI/AAAAAAAAAUM/dC6SJ5eRIL0/s1600-h/5220_1206912894530_1279911838_597314_6033437_n.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5368050077873770930" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 266px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/Sn8lGswskbI/AAAAAAAAAUM/dC6SJ5eRIL0/s400/5220_1206912894530_1279911838_597314_6033437_n.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/Sn8k4G0dGrI/AAAAAAAAAUE/fUTlwWGh8w8/s1600-h/5220_1206912894530_1279911838_597314_6033437_n.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8532506662487649978-1784015917748930707?l=photomatonrouge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/feeds/1784015917748930707/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8532506662487649978&amp;postID=1784015917748930707' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/1784015917748930707'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/1784015917748930707'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/2009/08/na-menina-julia-as-vezes-tambem-ha.html' title='Na Menina Júlia às vezes também há alguidarinhos...'/><author><name>Ágnes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10885590232164635281</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/TARoTWuP1vI/AAAAAAAAAV0/Dom_ATG9E-U/S220/6833_1208463205361_1042133391_30648561_4918663_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/Sn8lGswskbI/AAAAAAAAAUM/dC6SJ5eRIL0/s72-c/5220_1206912894530_1279911838_597314_6033437_n.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8532506662487649978.post-2407909657127495719</id><published>2009-07-23T00:40:00.002+01:00</published><updated>2009-07-23T00:48:07.685+01:00</updated><title type='text'>Os revivalismos de Strindberg ou o reconhecimento da dor...</title><content type='html'>Amor eterno, dizias. Amor eterno.&lt;br /&gt;Amor eterno, digo. Se bem que curto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8532506662487649978-2407909657127495719?l=photomatonrouge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/feeds/2407909657127495719/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8532506662487649978&amp;postID=2407909657127495719' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/2407909657127495719'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/2407909657127495719'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/2009/07/os-revivalismos-de-strindberg-ou-o.html' title='Os revivalismos de Strindberg ou o reconhecimento da dor...'/><author><name>Ágnes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10885590232164635281</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/TARoTWuP1vI/AAAAAAAAAV0/Dom_ATG9E-U/S220/6833_1208463205361_1042133391_30648561_4918663_n.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8532506662487649978.post-6657335206916541357</id><published>2009-07-22T23:47:00.002+01:00</published><updated>2009-07-22T23:56:56.344+01:00</updated><title type='text'>O anti-manifesto que antes de ser censurado era só manifesto...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Era uma vez. Ontem. Éramos. Hoje. Ontem. Foi. Fomos. Somos. Somos manifesto. Manifesta. Grande festa. O festim. O banquete, o banquete dos loucos. Dos mágicos. Dos que magicam. Dos que fornicam. Somos inevitavelmente atraiçoados pelas águas paradas que nos cercam. As gerações amorfas contagiam inevitavelmente as vindouras. Lutar parece um movimento contrário à gravidade. Levantar a voz, fazer com que se ouça remete-nos para a ingenuidade sonhadora de quem quer mudar o mundo. Ao desejo de intervenção junta-se a urgência em dizer. Mas dizer só não chega, não chegam as palavras. A acção, no presente é o único meio de concretização da mudança. A única e derradeira forma de celebrar a existência e a arte. A banda foi convocada e o público acotovela-se nas varandas. Há homens pendurados nas janelas para assistir à grande entrada no prometido mundo novo, algumas mulheres lutam com o passado, há quem se desfaça dele e deixe tudo para trás, há quem festeje em rituais e há por fim, aqueles loucos, que se acreditam profetas. De nada vale entretê-los; de nada nos vale entretermo-nos. Antes o risco de provocar uma derrocada. Caia o circo e venha a morte, que tantas foram as vezes que já nos desiludimos com a esperança, com a prometida mudança, com as tentativas que nada trouxeram de novo. Na verdade, não há nada de extraordinariamente diferente entre uma grande festa de circo e um admirável mundo novo. Aquilo que se procura em ambos os lugares é a excentricidade, o desejo de prolongar a bizarria na memória dos espectadores. Um falacioso truque de magia ou a promessa da felicidade, são, encerrados dentro e fora de si, a mesmíssima coisa. O que nos resta? Qual é o caminho? A escolha prende-se à morte ou à intervenção. Deixámos para trás o mundo que tanto nos admirou e agora, que nos importam os desvarios épicos dos números de circo? Celebramos os fiascos do mundo através da música que ecoa na cidade. É a celebração das horas da infelicidade que nos faz sair à rua prontos a ripostar e de armas em punho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a hora, dizia o poeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É A HORA...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8532506662487649978-6657335206916541357?l=photomatonrouge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/feeds/6657335206916541357/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8532506662487649978&amp;postID=6657335206916541357' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/6657335206916541357'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/6657335206916541357'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/2009/07/o-anti-manifesto-que-antes-de-ser.html' title='O anti-manifesto que antes de ser censurado era só manifesto...'/><author><name>Ágnes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10885590232164635281</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/TARoTWuP1vI/AAAAAAAAAV0/Dom_ATG9E-U/S220/6833_1208463205361_1042133391_30648561_4918663_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8532506662487649978.post-1283875881427090746</id><published>2009-05-21T14:58:00.003+01:00</published><updated>2009-05-21T15:29:30.943+01:00</updated><title type='text'>O pessegueiro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Um dia, há muitos anos atrás, vi-te roer as unhas até ficares com a ponta dos dedos em sangue. A tua tarefa era interminável; esperava que te controlasses, mas havia um certo mistério nesse teu desmembramento da carne. Devia ter-te avisado; devia ter-te avisado que roer as unhas dessa forma podia causar-te dores verdadeiramente insuportáveis. Mas não pude porque o espectáculo a que assistia dava-me um certo gozo: ver-te a ti, naquela tarefa interminável de arruinar os dedos. Depois, dentro do balde que a mãe guardava debaixo do pessegueiro, já só havia sangue, o teu sangue, o sangue dos teus dedos enfermos. Deixaste tombar as mãos no rebordo do balde e olhavas para mim suplicante. Eu devia ter-te ligado as mãos, devia ter corrido violentamente para a caixa de primeiros socorros que sempre estava na prateleira da casa de banho. Mas não pude, não pude porque o espectáculo era deslumbrante. O balde de plástico baço reflectia o vermelho do teu sangue nas copas das àrvores. À minha volta ficou tudo com um aspecto encarniçado. E eu não pude, desculpa, não pude levantar-me para socorrer-te. Que moral era esta então que me fazia ficar ali, prostrada a ver-te sofrer? Moral nenhuma e isso também não era importante. As tuas mãos destruídas eram encantadoras. Havia pequenos destroços de pele que restaram agarrados aos dedos por finas membranas; das unhas nada sobrara. No lugar de dedos havia agora um conjunto de pequenas amputações. Que épicas eram as tuas mãos; que épicas. A mãe ao fundo chamava por nós, perguntava se estavámos outra vez a brincar em cima das àrvores. Gritei-lhe, disse-lhe que estava tudo bem, que era só um jogo da apanhada. E as tuas mãos, para ali deixadas a apodrecer devagarinho. Os teus olhos sorriram para mim, havia em ti uma confiança inacreditável como se eu pudesse resolver o teu crime que também era meu. Pergunto-me muitas vezes se terás tido medo de ver o sangue inteiro do teu corpo dentro de um balde. Pergunto-me muitas vezes se terá doido ou se simplesmente o sangue te embalou como a mim. Nunca chegamos a falar sobre o dia em que o pessegueiro ficou vermelho. Acho que a beleza da nossa pequena tortura foi precisamente essa. Testar limites: é isso; testar limites convictamente. Embora saiba que nunca me teria colocado no teu lugar. Nunca conseguiria destruir os meus próprios dedos em prol de uma imagem épica. Sempre me contentei por ser espectadora da desgraça. Até hoje. Incitei muitas revoltas e nunca fiz parte de nenhuma. Delicio-me com o que resta, com as amputações que sobram para contar a história. A mãe acabou por chegar. Chorava como um animal. Uivava com uma dor deslumbrante. Olhou para mim enfurecida, capaz de me matar. Não disse nada. E tu, permancias serena, serena, não escorria uma lágrima no teu rosto, nem no meu. A mãe pegou em ti e meteu-te debaixo da mangueira. Tentou lavar o sangue da roupa, das tuas mãos, dos teus cabelos. E não podia. Não podia porque o sangue já era tudo, dentro e fora de ti. A ambulância acabou por chegar. Acabaste por ir dentro da sirene. A mãe foi contigo. Deixou-me no jardim, por baixo do pessegueiro. Enquanto estava sozinha cantei aquela canção que sempre cantavamos quando estavamos bem. Cantei até ser de noite e o cheiro a sangue estar fundido no pessegueiro e no balde. Passaram-se anos sem fim, acabaste por recuperar as unhas, a mãe acabou por me perdoar, mas o balde manchado de sangue continua debaixo do pessegueiro. Nunca ninguém teve coragem para o guardar a tua tarefa interminável de arruinar os dedos...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8532506662487649978-1283875881427090746?l=photomatonrouge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/feeds/1283875881427090746/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8532506662487649978&amp;postID=1283875881427090746' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/1283875881427090746'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/1283875881427090746'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/2009/05/o-pessegueiro.html' title='O pessegueiro'/><author><name>Ágnes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10885590232164635281</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/TARoTWuP1vI/AAAAAAAAAV0/Dom_ATG9E-U/S220/6833_1208463205361_1042133391_30648561_4918663_n.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8532506662487649978.post-6353580811589617102</id><published>2009-03-23T23:57:00.003Z</published><updated>2009-03-24T00:41:16.177Z</updated><title type='text'>Vem buscar-me que não durmo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acendo a luz porque desaprendi a viver no escuro. Saltava-me o coração para a boca sempre que o candeeiro do quarto adormecia. Desaprendi a viver no escuro porque era essencialmente controladora. Talvez não. Talvez fosse antes manipuladora das minhas verdades, à falta de desmembrar as verdades do mundo. Era crescida quando a luz se tornou fundamental para a minha sobrevivência. Estoirei os miolos muitas noites por não saber o que estava debaixo da cama: confirmar se as janelas estavam bem fechadas, certificar-me de que o quarto estava vazio quando me deitava, ligar todos os aparelhos que emitissem som ou luz para me manter entretida durante as horas em que o sono não se apoderava do corpo. Não era assim tão difícil. Quero dizer, ficar à espera que o sono chegasse. Não era difícil. Eram precisas horas por vezes. Horas em que continuamente me sobressaltava com qualquer pedaço de madeira que estalasse. Chamei muitas vezes pela minha mãe, pedi-lhe encarecidamente que me agarrasse a mão enquanto vislumbrava a morte chegar. Acho que era por isso que não desligava a luz. Tinha medo de morrer. Medo de morrer enquanto dormia ou simplesmente medo de morrer por ser tão nova e por ter muitas coisas para dizer. Que coisas? Não sei ao certo. Sei apenas que eram muitas. E isso bastava naquelas horas. Sabes como é? Imaginas? Horas, horas e horas durante anos em que a maior preocupação que tens é se a morte chegará naquele minuto, ou no seguinte. Chega até a haver um momento em que vives para não morrer. Em que essa é a tua única preocupação. Desejas de verdade ser imortal. Ser infalível. Ser melhor do que os outros, ter mais coisas para dizer do que eles. Desejas mesmo isso, de verdade. E não apagas a luz porque o medo acaba por alimentar a tua agonia. E sabe bem, sabe bem estar nesse rodopio de tristeza. Ter os olhos marcados a lápis de cor por umas olheiras tão fundas que quase consegues guardar as chaves de casa lá dentro. Sabe bem esse eterno retorno ao pavor das noites em branco e depois nunca mais te vais embora. É como descobrir um vício, como alimentar uma criança faminta. Acabas por desejar que o dia termine para te poderes confrontar com o minuto em que perdes a certeza da tua existência. É isso que te mantêm vivo. Imaginas? Imaginas como é? A única coisa que te mantém vivo é o medo de morrer. Se apagar a luz vou perder o espectáculo e eu comprei bilhetes para a primeira fila. Quero estar viva, mais que viva quando chegar a hora em que a noite me rouba os suspiros. Quero ter a imagem clássica de filme que roda os melhores momentos em câmara lenta com música de fundo que faz lacrimejar. Tenho direito a essas coisas, por isso não durmo. Por isso não há fim para o candeeiro do meu quarto. Imagina que ficamos todos à espera da morte. Imagina que ninguém apaga a luz quando se vai deitar. E imagina que por fim, a morte não chega nunca, para ninguém. Imagina simplesmente que te sobrou a eternidade para ficar à espera, à espera do fim. E se não chegar? E se os relógios se desfizeram ao sol? E se o tempo congelar? E se um dia restarmos todos no mundo, embora enfermos e doloridos pelas mazelas do tempo? Se a guerra não matar ninguém? Se viver for apenas o limbo entre aquilo que conhecemos e uma paragem cardíaca? É por isso que desaprendi a viver no escuro. Porque não posso ver a morte chegar. Porque cega não sinto dor. Porque cega engrandeço a desgraça. É mais fácil punir-me, punir-me por não querer morrer, ou por querer ver que caminho percorre a morte até chegar a mim. Nada disto é trágico sabes? Constato apenas a conservação do medo, de imaginar o caixão a ser esmagado e furado por quilos de terra. Isso não me amedontra. O que me exalta é saber que se apagar a luz não estarei presente para a grande viagem. De luz acesa sempre posso despedir-me dos livros, dos lençóis engomados e do sémen dos homens que me trespassaram furiosamente o útero. Quero ver esse nanosegundo em que me ceifam a respiração. Quero estar presente que é para isso que vivo. E se um dia morrer, quando morrer, estarei certa de que o medo traçou a minha estadia solitária no quarto e felizmente, ainda que morta, vou sentir-me integrada com a restante carneirada que como eu, viveu, vive?, à espera da morte. Contemplo o grande espectáculo, o derradeiro: o hálito da tua boca é quente, o teu sexo encontra a forma do meu. Despeço-me por fim. Adormeço. E novamente regresso à rotina da espera. Passaram o quê, vinte minutos?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8532506662487649978-6353580811589617102?l=photomatonrouge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/feeds/6353580811589617102/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8532506662487649978&amp;postID=6353580811589617102' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/6353580811589617102'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/6353580811589617102'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/2009/03/vem-buscar-me-que-nao-durmo.html' title='Vem buscar-me que não durmo'/><author><name>Ágnes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10885590232164635281</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/TARoTWuP1vI/AAAAAAAAAV0/Dom_ATG9E-U/S220/6833_1208463205361_1042133391_30648561_4918663_n.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8532506662487649978.post-1973462518690180988</id><published>2009-03-23T20:31:00.004Z</published><updated>2009-03-23T21:09:07.826Z</updated><title type='text'>SUPER HOMEM D'ASAS D'ANJO</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/Scf6Y3AE14I/AAAAAAAAAN4/NLbuntAYnoY/s1600-h/superman659.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 213px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/Scf6Y3AE14I/AAAAAAAAAN4/NLbuntAYnoY/s320/superman659.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5316493190122231682" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Imagina. Imagina o que é tropeçar num herói defraudado pelo medo. Num herói sem capa e sem poderes. Num herói que fantasia o suicídio como recurso último para a existência. Conheço muitos assim: trocaram a capa que os faz flutuar na estratosfera por umas asas de anjo plásticas compradas numa loja de Carnaval. Mais fácil assim: as consequências humanas são mais suportáveis que a possível ideia de salvar o mundo e os seus queridos entes perdidos. A responsabilidade atrofiou-lhes o desejo. Os heróis? Que é feito deles, das suas virtudes? Aos heróis atribuímos a desgraça, a sua impossibilidade de cumprir com o acordo que estabeleceram com os mortais. Aos heróis foi designado agora o título da idiotice. Eles próprios perderam o desejo de combater. Sentaram-se inertes nas poltronas em casa enquanto a televisão lhes ramificava o cérebro. Deixaram de ouvir os chamamentos últimos de quem vê a morte chegar em câmara-lenta. Eles próprios tentaram ser mortais, para poder morrer.  O herói tirou a capa, vestiu os ombros de quem não tem sexo e ainda assim procriou, procriou, procriou sem pudor até criar milhares de heróis desapossados.&lt;br /&gt;Entretanto, caminhos, caminhos sem cessar. Milhares de rotas, milhares e milhares e milhares de rotas, todas as possibilidades. Como escolher? Sem poder não há escolha. Sem escolha não há fim para onde se possa caminhar. O infinito estóico, heróico derrubou as vicissitudes do poder; amedrontou aqueles a quem se atribuí a força última e derradeira. Nos mortais, a quem sempre restou a esperança de serem salvos, reside agora a inevitável necessidade de auto-suficiência. Querem viver para sempre, querem a imortalidade, a força bruta e eterna. Conhecem o mito da pedra filosofal. Alguns têm o mapa que os conduz até lá, até à tão querida eternidade. Desconhecem o que os espera, desconhecem a malícia deste Deus ex-machina que descaracterizou o mundo: o profeta anunciou a vinda de um homem - quem sabe um herói - que  nos resguardaria da desgraça. Pelo contrário, descaracterizou-se o homem e a comunidade, outrora fértil, vendeu as palavras a um diabrete mascarado de criança. Ficámos sem ter o que dizer em troca da eternidade. Foi esse o preço que restou para pagar.&lt;br /&gt;Desde o dia do contrato,  passaram 24 horas em que ninguém no mundo morreu. E no dia seguinte, serão 48 horas em que ninguém morrerá. E todos os dias que passarem serão mais 24 horas, até um dia serem anos, até outro dia ser a eternidade. O mundo estará cheio de gente enferma, de gente à beira da morte que nunca morrerá, de estropiados e de cegos que desejariam mais facilmente morrer do que viver para sempre. Nesse dia, o mundo será apenas um amontoado de outrora mortais combalidos pela desgraça. Isto tudo porque um dia, um dia há muitos anos atrás, os heróis trocaram as capas por umas asas; isto tudo porque um dia, um dia há muitos anos atrás, os homens quiseram brincar ao jogo da eternidade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8532506662487649978-1973462518690180988?l=photomatonrouge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/feeds/1973462518690180988/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8532506662487649978&amp;postID=1973462518690180988' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/1973462518690180988'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/1973462518690180988'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/2009/03/super-homem-dasas-danjo.html' title='SUPER HOMEM D&apos;ASAS D&apos;ANJO'/><author><name>Ágnes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10885590232164635281</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/TARoTWuP1vI/AAAAAAAAAV0/Dom_ATG9E-U/S220/6833_1208463205361_1042133391_30648561_4918663_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/Scf6Y3AE14I/AAAAAAAAAN4/NLbuntAYnoY/s72-c/superman659.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8532506662487649978.post-3256201068175633823</id><published>2009-03-22T22:49:00.002Z</published><updated>2009-03-22T23:05:14.710Z</updated><title type='text'>Tarifa: 1,40€</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era hoje.&lt;br /&gt;Era hoje que devia despedir-me de ti...&lt;br /&gt;Desculpa se sou tão inábil.&lt;br /&gt;Hoje é apenas o dia em que te anuncio a despedida.&lt;br /&gt;Deseja-me uma boa viagem se puderes.&lt;br /&gt;Não quero voltar atrás.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8532506662487649978-3256201068175633823?l=photomatonrouge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/feeds/3256201068175633823/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8532506662487649978&amp;postID=3256201068175633823' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/3256201068175633823'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/3256201068175633823'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/2009/03/tarifa-140.html' title='Tarifa: 1,40€'/><author><name>Ágnes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10885590232164635281</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/TARoTWuP1vI/AAAAAAAAAV0/Dom_ATG9E-U/S220/6833_1208463205361_1042133391_30648561_4918663_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8532506662487649978.post-3518906226988619114</id><published>2009-03-16T23:42:00.002Z</published><updated>2009-03-16T23:54:37.068Z</updated><title type='text'>Da aprendizagem</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um dia,&lt;br /&gt;talvez seja mesmo,&lt;br /&gt;mesmo necessário&lt;br /&gt;que me ofereçam uns sapatos&lt;br /&gt;para que eu possa finalmente&lt;br /&gt; aprender a a andar.&lt;br /&gt;Quando eu crescer&lt;br /&gt;e tu cresceres,&lt;br /&gt;haverá ainda rosas suficientes no mundo?&lt;br /&gt;Lembro-me do dia em que aprendi a fazer arroz;&lt;br /&gt;e só por isso era capaz de me casar contigo.&lt;br /&gt;Puseram-me um carro na mão&lt;br /&gt;e eu matei dois pássaros:&lt;br /&gt;depois fui tirar a carta.&lt;br /&gt;Ainda hoje não sei falar como as pessoas crescidas;&lt;br /&gt;há sempre um assobio na minha voz&lt;br /&gt;que lembra o tempo em que era pequena&lt;br /&gt;e rosada.&lt;br /&gt;Não sei dizer palavrões,&lt;br /&gt;e não é por ser muito bem-educada.&lt;br /&gt;Aprendi a andar de bicicleta&lt;br /&gt;muito tarde&lt;br /&gt;e nem por isso&lt;br /&gt;deixei de pedalar à beira-mar.&lt;br /&gt;O cheiro a praia&lt;br /&gt;do teu pescoço ensinou-me&lt;br /&gt;a esperar pelas ondas maiores&lt;br /&gt;para mergulhar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8532506662487649978-3518906226988619114?l=photomatonrouge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/feeds/3518906226988619114/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8532506662487649978&amp;postID=3518906226988619114' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/3518906226988619114'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/3518906226988619114'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/2009/03/da-aprendizagem.html' title='Da aprendizagem'/><author><name>Ágnes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10885590232164635281</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/TARoTWuP1vI/AAAAAAAAAV0/Dom_ATG9E-U/S220/6833_1208463205361_1042133391_30648561_4918663_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8532506662487649978.post-2634188363611941156</id><published>2009-03-16T23:03:00.002Z</published><updated>2009-03-16T23:37:32.187Z</updated><title type='text'>Parte I das pequenas histórias sobre a felicidade</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hoje perguntaram-me que coisas me deixavam feliz. À falta de resposta imediata, propus-me a pensar e a imaginar cenários de bem estar e serenidade. Lanço o desafio a todos os que por aqui vão passando... Quais são as coisas que vos fazem felizes?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Dia de piquenique. Três horas, a relva parecia reluzente e fresca; bastava passar o vento para que a cor ondulasse entre a discrição e a excentricidade. A toalha branca estava estendida, como se aquele fosse o seu lugar desde sempre e não outro para além daquele. O ruído abandonara há muito aquele local, fazendo questão de deixar suspenso apenas o som do Verão  entre o assobio dos melros e o riso distante de três ou quatro crianças cujos pés estavam descalços. Dentro da cesta de verga, havia uma garrafa de vinho e algumas maçãs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Quando o dia decide findar em tons de púrpura, o regresso a casa mostra-se inevitável, mesmo quando a vontade nos desafia a mais umas horas de conversa fiada. A travessia é geralmente solitária. Mas há dias, aqueles dias, em que o acaso transforma o regresso a casa no mais terno momento da jornada. Aqueles dias em que inesperadamente a viagem de comboio nos entrega um amigo como brinde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O salão estava quase deserto. Três ou quatro luzes faziam sentir-se no meio do fumo. A música  lembrava anos que não os de agora. Três mulheres sentadas, copos e cigarros na mão. A linguagem corporal correspondiam à deselegância de não saber o que fazer. Castiças! Bocas vermelhas e sem saber onde pôr as mãos. No fundo do salão uma cortina pesada de veludo vermelho escondia objectos velhos. De súbito, uma mulher e um homem acompanham, quais bailarinos de longa data, a fanfarra gravada e emitida por umas colunas de fraca qualidade. As três mulheres sentadas, ficam perdidas, em suma, deslumbradas pela visão do amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Os pais não estavam em casa e as desculpas para evitar aquele segundo em que o desejo atravessa a razão acabariam por se esgotar mais cedo ou mais tarde. Puxaram as cortinas até meio das janelas para que a sua viagem não fosse a perda de pudor dos vizinhos. Deixaram instalar a música do desconforto. Primeiro tiraram as camisolas e observaram-se como se aquela fosse a primeira vez. Em poucos minutos, não havia nada que lhes cobrisse os tenros corpos. A vergonha impediu-os de avançar até que as consequências fossem últimas. Sem pudor e sem falar, deram as mãos e adormeceram. O que havia para dizer, foi dito durante o sono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O que havia de melhor nas suas idas ao teatro era esperar que todos saíssem da sala para que, por fim, ele pudesse ver toda a magia quebrar-se no escuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8532506662487649978-2634188363611941156?l=photomatonrouge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/feeds/2634188363611941156/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8532506662487649978&amp;postID=2634188363611941156' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/2634188363611941156'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/2634188363611941156'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/2009/03/parte-i-das-pequenas-historias-sobre.html' title='Parte I das pequenas histórias sobre a felicidade'/><author><name>Ágnes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10885590232164635281</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/TARoTWuP1vI/AAAAAAAAAV0/Dom_ATG9E-U/S220/6833_1208463205361_1042133391_30648561_4918663_n.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8532506662487649978.post-3017369147727007869</id><published>2009-03-11T22:03:00.003Z</published><updated>2009-03-11T22:13:09.750Z</updated><title type='text'>Hino à desgraça: à boa memória de quem faz falta...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/Sbg3Jy3d2CI/AAAAAAAAAMw/9vT-6Y91nMk/s1600-h/mudan%C3%A7a.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 393px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/Sbg3Jy3d2CI/AAAAAAAAAMw/9vT-6Y91nMk/s400/mudan%C3%A7a.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5312056401896265762" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="text-align: center; font-family: arial;"&gt;&lt;span class="texto"&gt;Muda de vida se tu não vives satisfeito&lt;br /&gt;  Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar&lt;br /&gt;  Muda de vida, não deves viver contrafeito&lt;br /&gt;  Muda de vida, se há vida em ti a latejar&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-family: arial;"&gt;   &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-family: arial;"&gt;&lt;span class="texto"&gt;Ver-te sorrir eu nunca te vi&lt;br /&gt;  E a cantar, eu nunca te ouvi&lt;br /&gt;  Será de ti ou pensas que tens...que ser assim?...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-family: arial;"&gt;   &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-family: arial;"&gt;&lt;span class="texto"&gt;Muda de vida se tu não vives satisfeito&lt;br /&gt;  Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar&lt;br /&gt;  Muda de vida, não deves viver contrafeito&lt;br /&gt;  Muda de vida, se há vida em ti a latejar&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-family: arial;"&gt;   &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-family: arial;"&gt;&lt;span class="texto"&gt;Ver-te sorrir eu nunca te vi&lt;br /&gt;  E a cantar, eu nunca te ouvi&lt;br /&gt;  Será de ti ou pensas que tens... que ser assim?...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-family: arial;"&gt;   &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-family: arial;"&gt;&lt;span class="texto"&gt;Olha que a vida não, não é nem deve ser&lt;br /&gt;  Como um castigo que tu terás que viver&lt;br /&gt;  Olha que a vida não, não é nem deve ser&lt;br /&gt;  Como um castigo que tu terás que viver&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-family: arial;"&gt;   &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-family: arial;"&gt;&lt;span class="texto"&gt;Muda de vida se tu não vives satisfeito&lt;br /&gt;  Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar&lt;br /&gt;  Muda de vida, não deves viver contrafeito&lt;br /&gt;  Muda de vida, se há vida em ti a latejar&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-family: arial;"&gt;   &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-family: arial;"&gt;&lt;span class="texto"&gt;Muda de vida se tu não vives satisfeito&lt;br /&gt;  Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar&lt;br /&gt;  Muda de vida, não deves viver contrafeito&lt;br /&gt;  Muda de vida, se há vida em ti a latejar&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="texto"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-family: arial;"&gt;António Variações&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8532506662487649978-3017369147727007869?l=photomatonrouge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/feeds/3017369147727007869/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8532506662487649978&amp;postID=3017369147727007869' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/3017369147727007869'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/3017369147727007869'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/2009/03/hino-desgraca-boa-memoria-de-quem-faz.html' title='Hino à desgraça: à boa memória de quem faz falta...'/><author><name>Ágnes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10885590232164635281</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/TARoTWuP1vI/AAAAAAAAAV0/Dom_ATG9E-U/S220/6833_1208463205361_1042133391_30648561_4918663_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/Sbg3Jy3d2CI/AAAAAAAAAMw/9vT-6Y91nMk/s72-c/mudan%C3%A7a.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8532506662487649978.post-4631724374226041618</id><published>2009-03-08T23:18:00.004Z</published><updated>2009-03-08T23:46:44.451Z</updated><title type='text'>Bombons</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/SbRYtEUTPVI/AAAAAAAAAKw/VUfCDX5nz8Y/s1600-h/right.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 227px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/SbRYtEUTPVI/AAAAAAAAAKw/VUfCDX5nz8Y/s400/right.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5310967391852903762" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Como dava beijos lentos, duravam-lhe mais os amores.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Aquilo que define as mulheres é achar que todos os homens são iguais, enquanto que aquilo que perde os homens é achar que todas as mulheres são diferentes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O relógio não existe nas horas felizes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A água não tem memória:  por isso é tão limpa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Velho actor: deixou uma dentadura que declamava Shakespeare.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;As rosas suicidam-se.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Aquela mulher olhou-me como se eu fosse  um táxi livre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;Se ides à felicidade, levai sombrinha.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8532506662487649978-4631724374226041618?l=photomatonrouge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/feeds/4631724374226041618/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8532506662487649978&amp;postID=4631724374226041618' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/4631724374226041618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/4631724374226041618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/2009/03/bombons.html' title='Bombons'/><author><name>Ágnes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10885590232164635281</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/TARoTWuP1vI/AAAAAAAAAV0/Dom_ATG9E-U/S220/6833_1208463205361_1042133391_30648561_4918663_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/SbRYtEUTPVI/AAAAAAAAAKw/VUfCDX5nz8Y/s72-c/right.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8532506662487649978.post-8887897159839953505</id><published>2009-02-28T04:42:00.003Z</published><updated>2009-02-28T05:16:59.836Z</updated><title type='text'>O carácter passageiro do amor ou a conservação da antiguidade</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É melhor assim, dizia ele. Aquelas palavras pareciam sopros distantes na minha cabeça. Um carro cheio de fumo, rua vazia, só três ou quatro carros se faziam sentir em minutos espaçados. É melhor assim, dizia ele como um eco. A sua insistência não parecia fazer diminuir a minha confusão. Melhor como, porquê? O que é que o fazia acreditar que doutra forma não poderia ser melhor do que aquela forma que ele imaginára? Melhor assim, mais simples, repetiu. Melhor para ti, pensei eu sem cessar. Melhor para ti, é isso. No meio do fumo vislumbrava a cor daqueles olhos que eram já família, iluminados pelos néons da rua. A sua simpatia parecia mudar, transfigurar-se a cada palavra. Não o reconheci durante muitos minutos. Que estranho era então aquele que ocupava um lugar centenário nas minhas raízes? Que estranho era aquele que parecia certeiro nos julgamentos que tecia sobre mim? Em remoinho constante, fazia força para me lembrar dos segundos em que o sublime se fizera sentir entre nós. As tardes passadas ao sol quando a juventudade parecia inofensiva, as conversas fiadas sobre a nostalgia, a serra de sintra mudando a cor das copas das àrvores a cada dia que passava, o nascimento da intimidade, os beijos, uns mais tímidos que outros. Aquele parecia ser o encontro do conforto, da paz, quando as bombas faziam rebentar casas pelo mundo inteiro. No meio da fumarada, voltei a ouvir "É melhor assim...". Despertei, certamente desgostosa com aquela decisão apressada tomada a meio da noite. Não fiz questão de salvar grande coisa: enquanto o carro ardia consumido pelo fumo dos cigarros, disse-lhe que apesar de tudo voltar para ele era como voltar a casa e que nos seus braços e abraços havia o feliz encontro do equilíbrio. Não pude, nem quiz forçá-lo a acreditar que as coisas seriam diferentes. As nossas muitas tentivas confirmavam o possível fracasso em que nos transformaríamos passados apenas alguns meses. Porém, isso não invalidava o meu amor de amiga e o meu esporádico amor de mulher. Adeus, disse-lhe. Subitamente senti os olhos encherem-se de lágrimas e reconheci a rotina a que me entregaria em poucos minutos: altas horas, vai a noite longa trepando o céu, a solidão da almofada, os pés frios e o choro interminável, que todos os dias chega e invade da mesma forma. O cansativo choro que me fez despedir já de tantas outras pessoas para além dele. Adeus, repito com secura. Não hesitei em abandonar o carro incendiado e sem olhar para trás, regressei ao já reconhecível desespero das noites em branco. Transformado num estrangeiro partiu, com a saudade inerente a qualquer partida. Gástamos as possibilidades em tentativas infantis e mesmo este reconhecimento, não fez de mim mais forte nem mais feliz. O Verão prematuro tivera o seu fim. Recomeçou a chuva que veio apenas anunciar mais uma morte nos meus ainda tenros arredores: não tinha nada mais para lhe dizer, não tínhamos mais nada para dizer um ao outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adeus!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8532506662487649978-8887897159839953505?l=photomatonrouge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/feeds/8887897159839953505/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8532506662487649978&amp;postID=8887897159839953505' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/8887897159839953505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/8887897159839953505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/2009/02/o-caracter-passageiro-do-amor-ou.html' title='O carácter passageiro do amor ou a conservação da antiguidade'/><author><name>Ágnes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10885590232164635281</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/TARoTWuP1vI/AAAAAAAAAV0/Dom_ATG9E-U/S220/6833_1208463205361_1042133391_30648561_4918663_n.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8532506662487649978.post-8687510669677582412</id><published>2009-02-24T23:54:00.002Z</published><updated>2009-02-25T00:27:24.925Z</updated><title type='text'>A história que não sei contar ou o nascimento do verão em fevereiro</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;O Verão entrava precipitado pelas janelas em meados de Fevereiro. Coisa estranha naquele país. O calor fazia com que se guardassem os casacos quentes, as noites na varanda duravam até se anunciar a manhã. O vento na praia deixava de gretar os lábios e já os pés se despiam, prontos para reconhecer de novo a textura fria da areia. Também naquele Verão súbito foi tempo para o reencontro dos amantes. B. estava perdida; nunca lhe apetecera tanto morrer. Morrer de verdade, ficar com o sangue seco nas veias e doar os órgãos a quem tivesse mais apetite por dias quentes. V. continuava com os desejos amordaçados dentro de uma caixa: a prancha de surf nunca mais saíra do quarto, os livros continuavam a amontoar-se em cima da mesa, a cama não era feita nem desfeita, nínguem entrava nas suas mãos fazia já alguns anos. B. e V. eram, em termos simples, duas pessoas infelizes. Nada anunciára que o fossem até à chegada daquele verão prematuro. Juventudes felizes e nada problemáticas como acontece quando a adolescência e a puberdade se apoderam da razão, infâncias que trazem cheiro a torradas pela manhã e memórias de carnavais com pinturas na cara e tudo. Nada anunciára que pudessem ambos chegar a tamanho desconsolo. B. culpabilizava o frio pela sua tristeza, à falta de justificação mais plausível. Dormia demasiado vestia, cobria-se com mais de três mantas e gastava grande fatia do seu tenro ordenado em electricidade por causa dos aquecedores ligados horas a fio pela casa inteira. O frio deixara-a triste e mesmo quando o Verão decidiu anunciar-se antes do fim da gestação, B. continuou a ver-se forçada a vestir dois pares de collants. Para V. a tristeza era diferente: vinha de uns olhos que não encontravam sossego em nenhuma parte, de uma insatisfação que só agora conhecera. À sua volta havia sempre muitas garrafas vazias e muitos cinzeiros cheios. As noites eram quase sempre passadas em claro, remoendo as suas frustações que não eram assim tantas mas que engrandeciam a cada minuto em que o sono não chegava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8532506662487649978-8687510669677582412?l=photomatonrouge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/feeds/8687510669677582412/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8532506662487649978&amp;postID=8687510669677582412' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/8687510669677582412'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/8687510669677582412'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/2009/02/historia-que-nao-sei-contar-ou-o.html' title='A história que não sei contar ou o nascimento do verão em fevereiro'/><author><name>Ágnes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10885590232164635281</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/TARoTWuP1vI/AAAAAAAAAV0/Dom_ATG9E-U/S220/6833_1208463205361_1042133391_30648561_4918663_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8532506662487649978.post-7838751443590724059</id><published>2009-02-22T18:50:00.005Z</published><updated>2009-03-09T00:49:00.905Z</updated><title type='text'>o sonho americano</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;I'm going to a town that has already been burnt down&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;I'm going to a place that has already been disgraced&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;I'm gonna see some folks who have already been let down&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;I'm so tired of America&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;I'm gonna make it up for all of The Sunday Times&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;I'm gonna make it up for all of the nursery rhymes&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;They never really seem to want to tell the truth&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;I'm so tired of you, America&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;Making my own way home, ain't gonna be alone&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;I've got a life to lead, America&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;I've got a life to lead&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;Tell me, do you really think you go to hell for having loved?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;Tell me, enough of thinking everything that you've done is good&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;I really need to know, after soaking the body of Jesus Christ in blood&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;I'm so tired of America&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;I really need to know&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;I may just never see you again, or might as well&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;You took advantage of a world that loved you well&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;I'm going to a town that has already been burnt down&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;I'm so tired of you, America&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;Making my own way home, ain't gonna be alone&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;I've got a life to lead, America&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;I've got a life to lead&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;I got a soul to feed&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;I got a dream to heed&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;And that's all I need&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;Making my own way home, ain't gonna be alone&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;I'm going to a town&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;That has already been burnt down&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;Rufus Wainwright&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8532506662487649978-7838751443590724059?l=photomatonrouge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/feeds/7838751443590724059/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8532506662487649978&amp;postID=7838751443590724059' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/7838751443590724059'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/7838751443590724059'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/2009/02/o-sonho-americano.html' title='o sonho americano'/><author><name>Ágnes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10885590232164635281</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/TARoTWuP1vI/AAAAAAAAAV0/Dom_ATG9E-U/S220/6833_1208463205361_1042133391_30648561_4918663_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8532506662487649978.post-1626531027418364026</id><published>2009-02-21T17:11:00.002Z</published><updated>2009-02-21T17:15:34.818Z</updated><title type='text'>a ciência dos meus sonhos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/SaA2MwVbJmI/AAAAAAAAAKI/zjjD7OJ5Y8k/s1600-h/River_Thames_-_London.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/SaA2MwVbJmI/AAAAAAAAAKI/zjjD7OJ5Y8k/s400/River_Thames_-_London.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5305299953803535970" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Se um dia eu desaparecer do país à beira mar plantado&lt;/span&gt;, é porque estou ali: no sítio cinzento rodeado de àgua...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8532506662487649978-1626531027418364026?l=photomatonrouge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/feeds/1626531027418364026/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8532506662487649978&amp;postID=1626531027418364026' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/1626531027418364026'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/1626531027418364026'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/2009/02/ciencia-dos-meus-sonhos.html' title='a ciência dos meus sonhos'/><author><name>Ágnes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10885590232164635281</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/TARoTWuP1vI/AAAAAAAAAV0/Dom_ATG9E-U/S220/6833_1208463205361_1042133391_30648561_4918663_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/SaA2MwVbJmI/AAAAAAAAAKI/zjjD7OJ5Y8k/s72-c/River_Thames_-_London.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8532506662487649978.post-4263063533150439349</id><published>2009-02-02T00:26:00.009Z</published><updated>2009-02-02T01:14:17.588Z</updated><title type='text'>Memórias teatrais</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/SYZHogMAqII/AAAAAAAAAKA/-5Neh9X3NHo/s1600-h/ThePillowman-gon%C3%A7alo+e+marco60.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 280px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/SYZHogMAqII/AAAAAAAAAKA/-5Neh9X3NHo/s400/ThePillowman-gon%C3%A7alo+e+marco60.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5298000772808616066" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-size:85%;" &gt;Pillow man, Tiago Guedes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-size:85%;" &gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/SYZHIQ64JzI/AAAAAAAAAJ4/mcV3E5vktjs/s1600-h/contosviagem.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 193px; height: 283px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/SYZHIQ64JzI/AAAAAAAAAJ4/mcV3E5vktjs/s400/contosviagem.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5298000218954409778" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-size:85%;" &gt;Cabo Verde, Teatro Meridional&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/SYZGr-BARWI/AAAAAAAAAJw/Ljz-8bv97SI/s1600-h/untitled.bmp"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 226px; height: 254px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/SYZGr-BARWI/AAAAAAAAAJw/Ljz-8bv97SI/s400/untitled.bmp" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5297999732843496802" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Odisseia Cabisbaixa, António e Maria, Teatro da Garagem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/SYZF1yKpm2I/AAAAAAAAAJo/JkIIErzE6gU/s1600-h/img475.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 289px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/SYZF1yKpm2I/AAAAAAAAAJo/JkIIErzE6gU/s400/img475.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5297998801949793122" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Stabat Mater, Artistas Unidos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/SYZFBEWR5JI/AAAAAAAAAJg/8okj7thWrZo/s1600-h/platonov_ovr2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 268px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/SYZFBEWR5JI/AAAAAAAAAJg/8okj7thWrZo/s400/platonov_ovr2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5297997896297342098" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Platónov, Nuno Cardoso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/SYZEuic8V6I/AAAAAAAAAJQ/GzpOeFU67KI/s1600-h/180007612_b6a0f8a697_o.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 352px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/SYZEuic8V6I/AAAAAAAAAJQ/GzpOeFU67KI/s400/180007612_b6a0f8a697_o.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5297997577960839074" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Alma Grande, Teatro O Bando&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/SYZElLuslCI/AAAAAAAAAJI/d9WgF8VsIzs/s1600-h/barboni1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 306px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/SYZElLuslCI/AAAAAAAAAJI/d9WgF8VsIzs/s400/barboni1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5297997417242465314" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A guerra, Pippo del Bono&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/SYZBRHX1qtI/AAAAAAAAAJA/-o3XkPz0qe0/s1600-h/L1010920-full.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/SYZBRHX1qtI/AAAAAAAAAJA/-o3XkPz0qe0/s400/L1010920-full.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5297993773940583122" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ensaio sobre a cegueira, Teatro o Bando&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8532506662487649978-4263063533150439349?l=photomatonrouge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/feeds/4263063533150439349/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8532506662487649978&amp;postID=4263063533150439349' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/4263063533150439349'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/4263063533150439349'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/2009/02/memorias-teatrais.html' title='Memórias teatrais'/><author><name>Ágnes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10885590232164635281</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/TARoTWuP1vI/AAAAAAAAAV0/Dom_ATG9E-U/S220/6833_1208463205361_1042133391_30648561_4918663_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/SYZHogMAqII/AAAAAAAAAKA/-5Neh9X3NHo/s72-c/ThePillowman-gon%C3%A7alo+e+marco60.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8532506662487649978.post-7991374021805433749</id><published>2009-01-31T02:13:00.004Z</published><updated>2009-01-31T02:37:05.590Z</updated><title type='text'>As minhas verdades absolutas: pelo menos as de hoje...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:180%;"&gt;Depois da tempestade, vem uma tempestade mais pequena.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Esperar é uma angústia.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Os grandes momentos criativos atingem-se nos grandes momentos de desequilíbrio interior: desejo-me menos criação e mais equilíbrio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Começo a confirmar uma dúvida que sempre povoou o meu imaginário: sou uma boa candidata ao divã.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Aos quinze anos eu era mais feliz do que sou aos vinte.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Os meus desvarios épicos são cansativos.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:180%;"&gt;O amor não existe: pelo menos o meu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Não posso continuar a imaginar coisas que nunca vão acontecer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não posso fazer tanta força nos maxilares para não chorar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Tenho uma amiga resistente a terramotos: aqui onde estou há vários.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Deus morreu; eu matei-o&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Preciso de roupa quente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Quando for grande quero ter um &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 255, 255);"&gt;Bando&lt;/span&gt; de...&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Amanhã quero acordar mais leve.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8532506662487649978-7991374021805433749?l=photomatonrouge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/feeds/7991374021805433749/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8532506662487649978&amp;postID=7991374021805433749' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/7991374021805433749'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/7991374021805433749'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/2009/01/as-minhas-verdades-absolutas-pelo-menos.html' title='As minhas verdades absolutas: pelo menos as de hoje...'/><author><name>Ágnes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10885590232164635281</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/TARoTWuP1vI/AAAAAAAAAV0/Dom_ATG9E-U/S220/6833_1208463205361_1042133391_30648561_4918663_n.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8532506662487649978.post-3282607199839999629</id><published>2009-01-28T20:52:00.001Z</published><updated>2009-01-28T20:55:00.656Z</updated><title type='text'>A origem da fé</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 12"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 12"&gt;&lt;link rel="File-List" 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Vinte anos em que recusou Deus, Evas, maçãs e Judas. Vinte anos tentando repudiar qualquer ideia de morte ou de continuidade para além do corpo. Quando era pequena e todos os meninos da escola foram baptizados, ela ficou em casa sem perceber porquê. Também não perguntou. Em casa, não havia dicionário de teologia, mas a criança viu muitas vezes em cima da mesa de cabeceira do pai O Manifesto Comunista do Karl Marx. Poucas coisas fizeram sentido na altura. Quando a criança amadureceu, como a maçã, descobriu que Deus, Cristianismo, Maria Madelana, Maomé, Natal, Páscoa, morte e ressurreição, vacas sagradas, reencaranação e budismo faziam parte de todo um hemisfério por desbravar. E mesmo quando a criança leu muito sobre todas as problemáticas, mesmo depois de ter ido a Fátima e de ter acendido uma vela pelo avô que nunca conhecera, mesmo depois de ter aprendido algumas rezas que decorava como lengas-lengas e mesmo depois de ter feito de ovelha no presépio de Natal da escola, a criança continuou sem perceber que coisa era aquela tão grande que movia tanta gente, e estranhamente a si própria. Entrou em muitas Igrejas, sentiu-se muitas vezes devorada pelo espaço, comovida pela luz que entrava pelas frestas centenárias das janelas. Um dia quando deixou de ser criança, fazia frio e era Inverno em Lisboa. Levava as mãos enlaçadas num homem que amou muito. Entraram na Igreja que em tempos fora devorada pelo incêndio e que assim permanecera, consumida pelo calor do fogo, sem mãos que a recuperassem. A criança que já não era uma criança, voltou a sentir-se tão criança como quando estava no útero da mãe que a gerou. O espaço que a derrubou e a tornou minúscula, trouxe-lhe à memória os traços do amigo que morrera quando tinha dezasseis anos, do avô, do outro avô. O coração rompia no peito como se a qualquer instante pudesse parar. A luz cinzenta colava-se aos lábios e num instante, nem sequer isso, milhares de mulheres cantavam nas paredes fazendo entoar ecos distantes. Sentiu-se esmagada. Deus aconteceu. E então, a criança descobriu que esse esmagamento que lhe apertava o peito, era somente a percepção de que a maçã gerou o amor entre os homens e de que os homens, na sua própria condição, são capazes de acreditar nos gestos, na linguagem, nas palavras. Aos vinte anos, a criança descobriu a fé: em Deus? Nos Homens? A sua fé de criança, a sua fé prematura diz-lhe que Deus foi uma invenção astuta dos seres humanos para poderem justificar a existência do amor.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;"  lang="NL"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8532506662487649978-3282607199839999629?l=photomatonrouge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/feeds/3282607199839999629/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8532506662487649978&amp;postID=3282607199839999629' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/3282607199839999629'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/3282607199839999629'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/2009/01/origem-da-fe.html' title='A origem da fé'/><author><name>Ágnes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10885590232164635281</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/TARoTWuP1vI/AAAAAAAAAV0/Dom_ATG9E-U/S220/6833_1208463205361_1042133391_30648561_4918663_n.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8532506662487649978.post-3796055944693270618</id><published>2009-01-28T20:31:00.000Z</published><updated>2009-01-28T20:46:11.688Z</updated><title type='text'>As potencialidades do amor</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="maintext"&gt;Não há uma coisa que se faça por um ser (que se faça verdadeiramente) que não negue um outro. E quando não nos podemos resignar a negar os seres, há uma lei que nos esteriliza para sempre. De certo modo, amar um ser é matar todos os outros. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="maintext"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="maintext"&gt; &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="maintext"&gt;&lt;i&gt;Albert Camus, in 'Cadernos'&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8532506662487649978-3796055944693270618?l=photomatonrouge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/feeds/3796055944693270618/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8532506662487649978&amp;postID=3796055944693270618' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/3796055944693270618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/3796055944693270618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/2009/01/as-potencialidades-do-amor.html' title='As potencialidades do amor'/><author><name>Ágnes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10885590232164635281</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/TARoTWuP1vI/AAAAAAAAAV0/Dom_ATG9E-U/S220/6833_1208463205361_1042133391_30648561_4918663_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8532506662487649978.post-7546448841760289513</id><published>2009-01-18T21:33:00.004Z</published><updated>2009-01-18T21:57:29.720Z</updated><title type='text'>Os inesperados</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/SXOlscSHJNI/AAAAAAAAAI4/ACIs-eJq9jw/s1600-h/1957+Le+piano.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 291px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/SXOlscSHJNI/AAAAAAAAAI4/ACIs-eJq9jw/s400/1957+Le+piano.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5292756170015450322" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:78%;"  &gt;Pablo Picasso, 1957, O piano&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-family: arial;"&gt;Ontem aprendi uma coisa sobre liberdade, ou livre arbítrio ou decisões.&lt;br /&gt;Ainda não decidi...&lt;br /&gt;Mas ontem aprendi uma coisa grande que me inquieta.&lt;br /&gt;E depois acordei com o piano a fazer-me festas nas orelhas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8532506662487649978-7546448841760289513?l=photomatonrouge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/feeds/7546448841760289513/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8532506662487649978&amp;postID=7546448841760289513' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/7546448841760289513'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/7546448841760289513'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/2009/01/os-inesperados.html' title='Os inesperados'/><author><name>Ágnes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10885590232164635281</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/TARoTWuP1vI/AAAAAAAAAV0/Dom_ATG9E-U/S220/6833_1208463205361_1042133391_30648561_4918663_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/SXOlscSHJNI/AAAAAAAAAI4/ACIs-eJq9jw/s72-c/1957+Le+piano.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8532506662487649978.post-7072647995049651460</id><published>2009-01-08T23:13:00.002Z</published><updated>2009-01-08T23:32:32.275Z</updated><title type='text'>Sobre os relógios congelados pela frente fria</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Levar-te à boca,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;beber a água&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;mais funda do teu ser -&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;se a luz é tanta,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;como se pode morrer?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Eugénio de Andrade&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' 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fria'/><author><name>Ágnes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10885590232164635281</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/TARoTWuP1vI/AAAAAAAAAV0/Dom_ATG9E-U/S220/6833_1208463205361_1042133391_30648561_4918663_n.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8532506662487649978.post-4902371678385046339</id><published>2009-01-07T23:38:00.004Z</published><updated>2009-01-07T23:52:23.510Z</updated><title type='text'>A Origem da Tragédia de Friedrish Nietzsche ou o dia mais quente do ano</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Eu tinha um vestido amarelo e a certeza de que acabarias por chegar um dia. Era Verão e o calor fazia-me transpirar debaixo dos braços. Os pés inchavam sempre e as veias latejavam gordas entre os tendões e os ossos escondidos debaixo da pele. Sentia as pernas coladas uma à outra. Não me lembrava bem da tua cara. Lembrava-me antes do dia em que nos tínhamos conhecido: tu usavas uma camisa riscada vermelha e citavas Nietzsche. A tua voz era terna mesmo quando falavas de mortos e me descompunhas por ser tão saudosista. Contudo, o vestido amarelo que pusera naquele dia garantia-me que acabaria por reconhecer-te no meio das multidões, porque também naquela primeira noite em que falamos sobre a morte de Deus, eu senti o cheiro viril do teu pescoço que se entranhou na minha pele, ainda que a onda quente do Verão fizesse questão de lavar a tua memória com o suor dos poros e o desconforto das queimaduras.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8532506662487649978-4902371678385046339?l=photomatonrouge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/feeds/4902371678385046339/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8532506662487649978&amp;postID=4902371678385046339' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/4902371678385046339'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/4902371678385046339'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/2009/01/nietzche-origem-da-tragdia-e-do-meu_07.html' title='A Origem da Tragédia de Friedrish Nietzsche ou o dia mais quente do ano'/><author><name>Ágnes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10885590232164635281</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/TARoTWuP1vI/AAAAAAAAAV0/Dom_ATG9E-U/S220/6833_1208463205361_1042133391_30648561_4918663_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8532506662487649978.post-2407371585731835693</id><published>2009-01-04T23:54:00.000Z</published><updated>2009-01-05T00:30:43.865Z</updated><title type='text'>Messiah, de Frederic Handel ou a história do menino que sabia voar</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-family:arial;" &gt;A criança nasceu com os dedos estranhamente grandes para a sua tenra idade. Cedo se percebeu que eram valiosíssimos, que seriam com certeza uns dedos férteis; uns dedos que trariam ao mundo a boa nova do desejo e do combate à inércia. Para além das mãos, cujos dedos eram particularmente especiais, a criança não mostrava sinais de demais interesse: pequena e nada redonda, como seria de esperar deste tipo de recém-nascidos, a criança era vulgar. Sem qualquer espécie de mau sentido: era simplesmente uma criança vulgar cujas mãos anunciavam uma incursão fantástica pelo desconhecido. Os anos passaram pela criança e, todos os dias, os seus finos dedos ganhavam extraordinárias formas de galhos compridos onde pousavam melros e alguns pardais, que com os seus pequenos bicos, deixavam cicatrizes de assobio, pequenas notas de música que faziam fervilhar as tenras veias, enchendo-as de fogo e canções de embalar. Esses anos, não foram porém de extraordinária mudança para a criança cujos dedos eram especiais: o menino manteve-se, como outrora, numa criança pequena e nada redonda. Contudo, sempre que olhava para as mãos, havia um deslumbramento que atravessava a sua normalidade&lt;/span&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 12"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 12"&gt;&lt;link style="font-family: verdana;" rel="File-List" href="file:///C:%5CUsers%5CCasa%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;link style="font-family: verdana;" rel="themeData" href="file:///C:%5CUsers%5CCasa%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx"&gt;&lt;link style="font-family: verdana;" rel="colorSchemeMapping" href="file:///C:%5CUsers%5CCasa%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:trackmoves/&gt;   &lt;w:trackformatting/&gt; 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Quando voltava da escola, mochila às costas e lancheira na mão, o menino das mãos de ouro ficava largas horas sentado no seu piano de brincar, reproduzindo, dentro da sua pequena fantasia, todas as notas que a passarada deixara em cicatriz nos seus finos dedos. Mais anos passaram, maior se tornou o menino que não tendo um piano de verdade tocava no seu já velho piano de lápis de cor. Nunca ouvira uma nota verdadeira dos pianos que usam vestido de noite comprido e preto. Mas sabia exactamente ao que soavam essas notas e não tinha a menor dúvida das infinitas possibilidades que os seus dedos experimentavam mesmo num pedaço de madeira. O menino, viria a ser um extraordinario pianista. E quando não se esperava que fosse outra coisa senão um brilhante tocador de piano, o menino transformou-se num extraordinário homem: as cicatrizes deixadas pelos pássaros gravaram não só a memória das melodias, mas também as memórias de quem sabe voar. O menino soube voar. O homem soube voar,  conheceu o sabor que tem o frio quando greta os lábios, ouviu poemas de amor sobre a sua nuca desnuda, tragou os lábios de uma mulher que acabára de beber vinho tinto,  aprendeu os jogos dos meninos que vivem na rua. A criança vulgar era afinal um homem pássaro; um menino que tocava piano a lápis de cor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8532506662487649978-2407371585731835693?l=photomatonrouge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/feeds/2407371585731835693/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8532506662487649978&amp;postID=2407371585731835693' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/2407371585731835693'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/2407371585731835693'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/2009/01/messiah-de-frederic-handel-ou-histria.html' title='Messiah, de Frederic Handel ou a história do menino que sabia voar'/><author><name>Ágnes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10885590232164635281</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/TARoTWuP1vI/AAAAAAAAAV0/Dom_ATG9E-U/S220/6833_1208463205361_1042133391_30648561_4918663_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8532506662487649978.post-3346672131718365628</id><published>2009-01-04T20:00:00.001Z</published><updated>2009-01-04T20:00:59.242Z</updated><title type='text'>Constatações</title><content type='html'>A minha adolescência tardia leva-me a concluir que a minha mãe é uma chata.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8532506662487649978-3346672131718365628?l=photomatonrouge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/feeds/3346672131718365628/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8532506662487649978&amp;postID=3346672131718365628' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/3346672131718365628'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/3346672131718365628'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/2009/01/constataes.html' title='Constatações'/><author><name>Ágnes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10885590232164635281</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/TARoTWuP1vI/AAAAAAAAAV0/Dom_ATG9E-U/S220/6833_1208463205361_1042133391_30648561_4918663_n.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8532506662487649978.post-1339853905600436758</id><published>2009-01-03T17:54:00.000Z</published><updated>2009-01-03T17:55:23.144Z</updated><title type='text'>Para impedir a escrita depressiva...</title><content type='html'>... mudei o luto do meu blog para um verde esperançoso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8532506662487649978-1339853905600436758?l=photomatonrouge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/feeds/1339853905600436758/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8532506662487649978&amp;postID=1339853905600436758' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/1339853905600436758'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/1339853905600436758'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/2009/01/para-impedir-escrita-depressiva.html' title='Para impedir a escrita depressiva...'/><author><name>Ágnes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10885590232164635281</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' 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A luz era sempre diferente nesses dias: havia um reflexo doloroso que nunca fugia das paredes brancas das igrejas, mas que ao mesmo tempo, iluminava a calçada gasta de Lisboa. No tempo em que o meu cabelo era comprido, ficava muitas horas a pensar no amor e nos amores e todos os dias descobria em mim um desejo íntimo e inocente de encontrar umas mãos que cobrissem as minhas. O meu cabelo era comprido, guardava-me as costas nuas e as omoplatas meio tortas pelo peso das mochilas onde carregava as minhas leituras. Cresciam pequenas casas, estradas, viadutos, jardins e gaiolas de pássaros no meu cabelo comprido. Uma pequena cidade desenhava-se entre os hemisférios do meu cérebro, fazendo com que criaturas do tamanho de átomos povoassem as pequenas casas meticulosamente decoradas e arranjadas como se a cidade fosse, de facto, verdadeira. Entre os milhares de fios compridos e castanhos nasciam crianças, houve muitas mulheres grávidas e partos nos hospitais, houve muitos homens dispostos a abdicar dos fatos e das gravatas para poderem amamentar  os recém-nascidos. Havia velhos coxos, cegos, paralíticos que às vezes tinham AVC's, tromboses e ataques cardíacos, recolhidos nos seus lares onde ficavam pacientemente à espera da morte. Havia adolescentes que descobriam os primeiros trilhos do amor e do corpo, impulsionados pelas hormonas poderosas que os faziam desabotoar as calças em casas de banho públicas. Também havias homens e mulheres cheios de fé no amor, que construíam famílias estáveis, filhos saudáveis e casas com jardins relvados.&lt;br /&gt;Um dia a luz de Lisboa deixou de ser dolorosa como naqueles sábados de manhã. Era uma luz branca que não feria, pelo contrário, fazia com que quiséssemos recomeçar, sem angústia e sem pressa. Cortei o cabelo. Deixou de ser longo; deixou de esconder as cicatrizes das costas. A cidade porém não desapareceu; tornou-se só mais pequena e menos confusa. Mas todos os dias o meu cabelo cresce mais um bocadinho e por isso eu sei que todos os dias nascem crianças perto da minha nuca e atrás das minhas orelhas há jovens que me sussurram palavras de amor e na minha testa acabam por morrer sempre três ou quatro velhos que sucumbem ao desalinho dos dias. Enquanto houver força nas minhas raízes para manter o meu cabelo, sei que a cidade permanecerá intacta bem como a esperança nos homens: a minha fé na humanidade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8532506662487649978-1809135322047147760?l=photomatonrouge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/feeds/1809135322047147760/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8532506662487649978&amp;postID=1809135322047147760' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/1809135322047147760'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/1809135322047147760'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/2009/01/os-cabelos-presos-nas-tiras-de-tecido.html' title='Os cabelos presos nas tiras de tecido velho da feira da ladra'/><author><name>Ágnes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10885590232164635281</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/TARoTWuP1vI/AAAAAAAAAV0/Dom_ATG9E-U/S220/6833_1208463205361_1042133391_30648561_4918663_n.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8532506662487649978.post-5949278297384409269</id><published>2009-01-03T13:10:00.000Z</published><updated>2009-01-03T13:19:51.620Z</updated><title type='text'>Das coisas que já não me lembrava...</title><content type='html'>Os poemas ditos nos escuro sabem bem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8532506662487649978-5949278297384409269?l=photomatonrouge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/feeds/5949278297384409269/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8532506662487649978&amp;postID=5949278297384409269' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/5949278297384409269'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/5949278297384409269'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/2009/01/das-coisas-que-j-no-me-lembrava.html' title='Das coisas que já não me lembrava...'/><author><name>Ágnes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10885590232164635281</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/TARoTWuP1vI/AAAAAAAAAV0/Dom_ATG9E-U/S220/6833_1208463205361_1042133391_30648561_4918663_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8532506662487649978.post-5358258423056892050</id><published>2009-01-02T21:18:00.000Z</published><updated>2009-01-02T21:27:31.882Z</updated><title type='text'>Passas pendentes</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Olha que continuo sem saber. Continuo sem saber qual foi a minha resolução de ano novo. Estive numa casa estranha que em dois minutos passou a ser o quarto dos vizinhos. Fiquei a conhecer a humidade das paredes e tudo. Consigo descrever as ranhuras das janelas e no meio desta viagem mirabolante, devo ter-me esquecido de pedir os meus desejos. São doze, não é verdade? Parece-me só que deitei fora aquele peso idiota que guardei dentro da mala durante tanto tempo. Deitei o peso idiota para o lixo, nem sequer para a reciclagem porque isso era bom demais.&lt;br /&gt;Não te vejo há muitos dias e nem sei quais foram os teus desejos para este ano. No fundo estou só à espera que voltes, só à espera que voltes para poder comer as passas que escondi dentro do bolso das calças que usei no dia 31.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8532506662487649978-5358258423056892050?l=photomatonrouge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/feeds/5358258423056892050/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8532506662487649978&amp;postID=5358258423056892050' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/5358258423056892050'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/5358258423056892050'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/2009/01/passas-pendentes.html' title='Passas pendentes'/><author><name>Ágnes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10885590232164635281</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/TARoTWuP1vI/AAAAAAAAAV0/Dom_ATG9E-U/S220/6833_1208463205361_1042133391_30648561_4918663_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8532506662487649978.post-5746167666076442352</id><published>2008-12-28T23:23:00.000Z</published><updated>2008-12-28T23:30:00.128Z</updated><title type='text'>Judith I, por Gustav Klimt ou a Salomé, de Oscar Wilde</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/SVgLwArMkqI/AAAAAAAAAII/Y7bPWyUTveI/s1600-h/Judith+I.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 205px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/SVgLwArMkqI/AAAAAAAAAII/Y7bPWyUTveI/s400/Judith+I.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5284987082162082466" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Às vezes sinto-me capaz de matar um homem pelo amor que lhe tenho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Como a Salomé fez com o Iokanaan.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8532506662487649978-5746167666076442352?l=photomatonrouge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/feeds/5746167666076442352/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8532506662487649978&amp;postID=5746167666076442352' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/5746167666076442352'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/5746167666076442352'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/2008/12/judith-i-por-gustav-klimt-ou-salom-de.html' title='Judith I, por Gustav Klimt ou a Salomé, de Oscar Wilde'/><author><name>Ágnes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10885590232164635281</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/TARoTWuP1vI/AAAAAAAAAV0/Dom_ATG9E-U/S220/6833_1208463205361_1042133391_30648561_4918663_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/SVgLwArMkqI/AAAAAAAAAII/Y7bPWyUTveI/s72-c/Judith+I.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8532506662487649978.post-5368974550641300270</id><published>2008-12-28T22:58:00.000Z</published><updated>2008-12-28T23:16:03.479Z</updated><title type='text'>A Torre de Babel segundo a minha visão depois de morta</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Sempre fui um bocadinho megalómana. Construí uma enorme torre, estruturada, forte. Há cimento e vigas nas bases e tudo o que se vê é fruto do trabalho dos homens. A torre é firme e eu também a construí, também houve esforço das minhas mãos. Enchi a torre de homens, de mulheres, de crianças e velhos (pensei excluir os adolescentes por serem demasiado complexos). Enchi a torre de tudo o que cheirava a gente. Quando me apercebi eram milhares. Mais milhares chegavam todos os dias. Um dia percebi que ninguém falava a mesma língua e que,  pouco a pouco, o caos ia encontrando o seu conforto dentro da torre. À minha volta começaram a morrer pessoas: algumas cegaram outras sucumbiram simplesmente à desordem. Tentei perguntar a um homem qual era o caminho que me podia levar dali para fora: não obtive resposta. Dentro da enorme torre estruturada começou uma guerra. Havia armas e feridos e sangue e cada vez eram menos os milhares que lá viviam. Agora, neste sítio onde estou já não há som: não se ouvem as metralhadoras nem os gritos das crianças chacinadas. No sítio onde estou consigo ver o resultado da minha obra: as pessoas morreram todas, a língua do acordo não foi encontrada. Acabou por apodrecer tudo, tudo o que vivia, menos a torre porque era firme, forte e estruturada e havia cimento e vigas nas bases que a prendiam ao chão.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8532506662487649978-5368974550641300270?l=photomatonrouge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/feeds/5368974550641300270/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8532506662487649978&amp;postID=5368974550641300270' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/5368974550641300270'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/5368974550641300270'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/2008/12/torre-de-babel-segundo-minha-viso.html' title='A Torre de Babel segundo a minha visão depois de morta'/><author><name>Ágnes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10885590232164635281</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/TARoTWuP1vI/AAAAAAAAAV0/Dom_ATG9E-U/S220/6833_1208463205361_1042133391_30648561_4918663_n.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8532506662487649978.post-3449915911686869147</id><published>2008-12-27T16:06:00.001Z</published><updated>2008-12-27T16:06:45.258Z</updated><title type='text'>Parte III: (...)</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: arial;"&gt;As mensagens de Natal já não são o que eram.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8532506662487649978-3449915911686869147?l=photomatonrouge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/feeds/3449915911686869147/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8532506662487649978&amp;postID=3449915911686869147' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/3449915911686869147'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/3449915911686869147'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/2008/12/parte-iii.html' title='Parte III: (...)'/><author><name>Ágnes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10885590232164635281</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/TARoTWuP1vI/AAAAAAAAAV0/Dom_ATG9E-U/S220/6833_1208463205361_1042133391_30648561_4918663_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8532506662487649978.post-7124194555975957712</id><published>2008-12-27T16:03:00.000Z</published><updated>2008-12-27T16:05:25.814Z</updated><title type='text'>Parte II: Mensagem recebida dia 25.12.2008 às 10h40</title><content type='html'>Desculpa... Enganei-me. Mas..., FELIZ NATAL!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8532506662487649978-7124194555975957712?l=photomatonrouge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/feeds/7124194555975957712/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8532506662487649978&amp;postID=7124194555975957712' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/7124194555975957712'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/7124194555975957712'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/2008/12/parte-ii-mensagem-recebida-dia-25-de.html' title='Parte II: Mensagem recebida dia 25.12.2008 às 10h40'/><author><name>Ágnes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10885590232164635281</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/TARoTWuP1vI/AAAAAAAAAV0/Dom_ATG9E-U/S220/6833_1208463205361_1042133391_30648561_4918663_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8532506662487649978.post-238303350585633161</id><published>2008-12-27T16:01:00.000Z</published><updated>2008-12-27T16:03:05.433Z</updated><title type='text'>Parte I: Mensagem recebida dia 25.12.2008 às 10h36m</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Amo-te.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8532506662487649978-238303350585633161?l=photomatonrouge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/feeds/238303350585633161/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8532506662487649978&amp;postID=238303350585633161' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/238303350585633161'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/238303350585633161'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/2008/12/parte-i-mensagem-recebida-dia-25122008.html' title='Parte I: Mensagem recebida dia 25.12.2008 às 10h36m'/><author><name>Ágnes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10885590232164635281</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/TARoTWuP1vI/AAAAAAAAAV0/Dom_ATG9E-U/S220/6833_1208463205361_1042133391_30648561_4918663_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8532506662487649978.post-7672355081047069261</id><published>2008-12-23T18:56:00.000Z</published><updated>2008-12-23T19:38:47.926Z</updated><title type='text'>Anomalias: as mensagens de Natal já não são o que eram...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/SVE-IoM_zsI/AAAAAAAAAH4/rIAqvsdUv4U/s1600-h/clean.png"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 268px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/SVE-IoM_zsI/AAAAAAAAAH4/rIAqvsdUv4U/s400/clean.png" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5283072155834109634" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Há vários dias que ando preocupada com esta coisa da responsabilidade: é disso que me acusam; ela é responsável...demais. Responsável demais. Nunca acreditei que pudesse ser acusada deste crime, não porque não o cometa, simplesmente porque para mim, responsabilidade não era sinónimo de delito. Depois de meditar arduamente acerca desta temática percebi que tenho um lugar no banco dos réus: a responsabilidade tem aniquilado muitas coisas que poderiam acontecer se a preocupação em cumprir regras não fosse tanta. E pouco a pouco, vou percebendo que soltar um bocadinho as amarras só me fará bem, e até posso recusar cafés e tudo. Posso dizer que hoje não é o dia, e que amanhã continuarei sem vontade de sair do ninho que é a minha casa. Posso sempre inventar desculpas estapafúrdias como pequenas gripes para poder ficar mais duas horas na cama. E não tenho de me sentir culpada por não frequentar a única cadeira teórica que tenho este ano. Fiz sempre tudo certinho, foi sempre tudo muito perfeitinho: as prendas para os amigos, a letra, a roupa. As coisas comigo são impecáveis. E hoje sinto que preciso de me sujar: preciso de pôr as mãos na terra e ficar com as unhas castanhas, preciso de chegar amarrotada a uma festa ou dizer disparates aos amigos que conheço há anos. Preciso desesperadamente de cometer erros, chocar contra os objectos que estão no mesmo sítio desde que me lembro deles, ficar com nódoas negras tremendas nos sítios todos do corpo. Preciso de dizer as coisas que geralmente não digo e ficar aliviada. Preciso de preparar discursos muito estruturados no comboio para dizer a alguém e que os planos me saíam furados assim que abro a boca. Preciso de ficar a dançar sem dizer nada a nínguem. Planeio fugir durante uns dias e omitir a minha fuga: vou encontrar uma casa com lareira no meio das árvores e por lá ficarei enleada em prendas de natal e papéis para rabiscar as tristezas. Os últimos meses têm sido uma aventura, trabalho demais, durmo de menos. Confundo as coisas simples. Tenho-me sentido em estado de alerta, coberta de preocupação e responsabilidade. Hoje, sem mais nem menos, sinto-me mais levezinha e parece que posso voltar a arrumar o quarto que ficou caótico durante tanto tempo. Desconheço a forma como reorganizarei os objectos, tenho menos livros na prateleira e isso não me incomoda porque sei que estão em boas mãos. E sei que vou voltar a encontrar a minha casa, o meu porto, exactamente como o deixei há seis meses atrás. Sinto-me pronta e com algum egoísmo, não me apetece paz, nem nada dessas coisas natalícias. Para mim e para aqueles que me são queridos, só quero que possam arrumar as coisas no sítio onde pertencem. Quero que depois das grandes ventanias chegue a hora em que tudo se compõem, em que nos reconhecemos como antes. Quero que possamos encontrar aquela juventude inocente em que éramos felizes e despreocupados. Quero ter quinze anos tendo vinte. Quero beijinhos e depois beijos. Quero saber o caminho para casa. Desejo intimamente que saibam o vosso ou que o descubram. Eu tenho tudo dessarumado há demasiado tempo. Começam hoje as arrumações.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feliz Natal&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8532506662487649978-7672355081047069261?l=photomatonrouge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/feeds/7672355081047069261/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8532506662487649978&amp;postID=7672355081047069261' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/7672355081047069261'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/7672355081047069261'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/2008/12/anomalias-as-mensagens-de-natal-j-no-so.html' title='Anomalias: as mensagens de Natal já não são o que eram...'/><author><name>Ágnes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10885590232164635281</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/TARoTWuP1vI/AAAAAAAAAV0/Dom_ATG9E-U/S220/6833_1208463205361_1042133391_30648561_4918663_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/SVE-IoM_zsI/AAAAAAAAAH4/rIAqvsdUv4U/s72-c/clean.png' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8532506662487649978.post-121890344272272142</id><published>2008-12-18T21:00:00.000Z</published><updated>2008-12-18T23:48:18.909Z</updated><title type='text'>Sobre a tua ausência ou a estória da insónia persistente</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/SUrgH_cLImI/AAAAAAAAAHw/57X1inxVAfg/s1600-h/Terra+do+Nunca.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 392px; height: 295px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/SUrgH_cLImI/AAAAAAAAAHw/57X1inxVAfg/s400/Terra+do+Nunca.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5281279940938637922" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div  style="text-align: center;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;Onde foi que nos perdemos?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8532506662487649978-121890344272272142?l=photomatonrouge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/feeds/121890344272272142/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8532506662487649978&amp;postID=121890344272272142' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/121890344272272142'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/121890344272272142'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/2008/12/sobre-as-ausncias-ou-estria-da-insnia.html' title='Sobre a tua ausência ou a estória da insónia persistente'/><author><name>Ágnes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10885590232164635281</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/TARoTWuP1vI/AAAAAAAAAV0/Dom_ATG9E-U/S220/6833_1208463205361_1042133391_30648561_4918663_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/SUrgH_cLImI/AAAAAAAAAHw/57X1inxVAfg/s72-c/Terra+do+Nunca.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8532506662487649978.post-5885655309173095230</id><published>2008-12-16T19:50:00.000Z</published><updated>2008-12-16T19:57:23.036Z</updated><title type='text'>Fiasco apresenta: Silêncio pós-secador</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Não há nada de infértil neste nossa tentativa. Parece-me que demos à luz uma criança saudável. Acredito no fiasco que são as nossas incursões na criação e comove-me pensar que em poucas horas construímos um universo íntimo e poderoso. Ergo o meu copo de vinho estacionado na mesa de cabeceira e saúdo o nosso projecto: o primeiro de muitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Acima de tudo, Francisco, meu querido, obrigada, obrigada pela tua fé, pelo teu desafio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8532506662487649978-5885655309173095230?l=photomatonrouge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/feeds/5885655309173095230/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8532506662487649978&amp;postID=5885655309173095230' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/5885655309173095230'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/5885655309173095230'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/2008/12/fiasco-apresenta-silncio-ps-secador.html' title='Fiasco apresenta: Silêncio pós-secador'/><author><name>Ágnes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10885590232164635281</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/TARoTWuP1vI/AAAAAAAAAV0/Dom_ATG9E-U/S220/6833_1208463205361_1042133391_30648561_4918663_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8532506662487649978.post-9158309172496910202</id><published>2008-12-15T00:49:00.000Z</published><updated>2008-12-15T01:14:17.281Z</updated><title type='text'>Seis meses de faz-de-conta</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;A minha intenção não foi ser complicada. Queria as coisas como elas eram simplesmente, sem grandes histórias de amor ou heróis devassados pela fúria. Para mim, as coisas deviam ser só as coisas, porque geralmente isso é já suficiente para fazer o meu estômago doer menos. Passámos seis meses a brincar ao faz de conta, inventámos missões incríveis pelo espaço, a estrada pareceu estender-se sempre mais quilómetros quando viajámos de carro. Eu não estava à espera que aparecesses, muito menos que fizesses tanto barulho: eu tinha o quarto arrumado e os sapatos guardados dentro de caixas. Vieste tu, desarranjar as coisas simples da minha vida. A minha intenção não foi ser complicada, mas tu sabes como é, conheces-me desde que era uma criança: complico tudo! A tua mão, que poderia ser só a tua mão, é o consolo último que encontro antes da solidão. Se eu pudesse sufocar a tua mão, talvez o fizesse sem hesitar. É só porque sou complicada e nunca entendo muito bem os gestos com que me saúdas. Ás vezes és um estranho como outro qualquer, e isso torna-me simples perto de ti: não tenho medo de acariciar as tuas costas com as minhas unhas, muito menos tenho medo de saber que sou tua companheira, mesmo que não haja amor. O nosso amor é simples, é a consequência dos anos e da intimidade. Não é daqueles amores em que ficamos sem fôlego, não é um amor colossal, daqueles que nos fazem ser incompreensivelmente inocentes. É um amor simples e tosco que desconhece os trilhos do corpo, é um amor tosco de conversar sobre as coisas que não querem dizer nada, é um amor tosco de trocar beijos debaixo da mesa para ninguém ver. É um amor que não é maior que nada, nem me faz tremer, nem querer morrer que quero sempre quando as coisas se complicam. É só um amorzinho, um amorzinho tolo que martela, martela, martela no peito até não poder mais. É só um amorzinho afinal, um amorzinho de crianças que quando tinham quinze anos esperavam tudo dos outros e de si mesmas. Eu não quero morrer por ti, não quero sofrer pelo desamor, não quero amuar porque não olhas para mim ou porque não me encontras nos corredores. Afinal o meu amor é pequenino e simples, é só um amor que vem do tempo, dos anos, dos seis meses em que brincámos ao faz de conta.&lt;br /&gt;Desculpa, desculpa se complico tudo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8532506662487649978-9158309172496910202?l=photomatonrouge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/feeds/9158309172496910202/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8532506662487649978&amp;postID=9158309172496910202' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/9158309172496910202'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/9158309172496910202'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/2008/12/seis-meses-de-faz-de-conta.html' title='Seis meses de faz-de-conta'/><author><name>Ágnes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10885590232164635281</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/TARoTWuP1vI/AAAAAAAAAV0/Dom_ATG9E-U/S220/6833_1208463205361_1042133391_30648561_4918663_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8532506662487649978.post-5902768192836284701</id><published>2008-12-11T22:31:00.000Z</published><updated>2008-12-11T22:33:57.267Z</updated><title type='text'>Remorsos pós-destruição</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Ter o coração na boca nem sempre é bom. Viva o silêncio. Obrigada!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8532506662487649978-5902768192836284701?l=photomatonrouge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/feeds/5902768192836284701/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8532506662487649978&amp;postID=5902768192836284701' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/5902768192836284701'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/5902768192836284701'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/2008/12/remorsos-ps-destruio.html' title='Remorsos pós-destruição'/><author><name>Ágnes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10885590232164635281</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/TARoTWuP1vI/AAAAAAAAAV0/Dom_ATG9E-U/S220/6833_1208463205361_1042133391_30648561_4918663_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8532506662487649978.post-7555688093740304658</id><published>2008-12-11T22:26:00.000Z</published><updated>2008-12-11T22:28:17.929Z</updated><title type='text'>Destruição das técnicas</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Amo-te.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8532506662487649978-7555688093740304658?l=photomatonrouge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' 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Sabes quantas vezes não pus a máquina a lavar e trouxe comigo a mesma roupa suada e ensanguentada pela tua menstruação? Imaginas a quantidade de vezes que fiquei petrificado na rua à espera, sempre à espera de te ver chegar? Chovia sempre e nem as tempestades me demoviam da espera. Fazes ideia dos litros de vinho em que consporquei o meu fígado só para poder imaginar-te dançar? Não vivi durante oito anos porque sabia que acabarias por pegar nas armas e desaparecer. Amo-te como se ama a merda e não vale a pena ficares atordoada perante esta visão porque o meu amor é assim mesmo: visceral. Um intestino ou a luz das manhãs valem a mesma coisa e isso não tem nada de assustador. É simplesmente a consequência das minhas insónias acumuladas. Se o amor fosse um lugar-comum seria uma sajeta. Nunca tive nojos na vida. A carne pendurada no talho não me arrepia a espinha e quase sempre tenho a sensação de ser imune às doenças que causam asco. As minhas, não as recuso, são doenças da carne, sim da carne, mas que não se materializam em feridas abertas e torrentes de sangue. Dói-me aqui, no lugar que também foi a minha virgindade, no lugar onde reencontro os teus passos entrecortados e a vida presa por um cabo de aço. Não que isso a torne estável. O cabo de aço acabará por ceder como o meu estômago, como o meu cérebro e essa é a única certeza que me acompanha enquanto caminho para o desmembramento do corpo, para a angústia hipocondríaca da morte. Lambia os dedos se houvesse um açucareiro à mão, espetálos-ia no açucar e sugaria o doce pestilento que se mistura com o acre dos meus dedos. O limite entre querer morrer e a morte é mais ténue que a prostração que a solidão imprime nos músculos. Estar só é um acontecimento infeliz que nos permite uma certa acomodação, às vezes prazerosa. A vontade de morrer e a concretização dos desejos dissimula todas as acções vindouras a partir do instante da decisão. Se eu desejar morrer, agora mesmo, impelido pelo egoísmo mais atroz do mundo, poderia fazê-lo sem perigo de retaliações. Por outro lado, se decidir prostar-me só para a vida toda que se avizinha, o mais provável é que acorde com a casa coberta de ovos podres e três ou quatro crianças entoando jogos mórbidos acerca do menino que ficou perdido na floresta.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;As urgências do Francisco&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8532506662487649978-6484181979556882654?l=photomatonrouge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/feeds/6484181979556882654/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8532506662487649978&amp;postID=6484181979556882654' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/6484181979556882654'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/6484181979556882654'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/2008/12/menstruao.html' title='A menstruação'/><author><name>Ágnes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10885590232164635281</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/TARoTWuP1vI/AAAAAAAAAV0/Dom_ATG9E-U/S220/6833_1208463205361_1042133391_30648561_4918663_n.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8532506662487649978.post-7896872290856195679</id><published>2008-11-28T20:05:00.000Z</published><updated>2008-11-28T20:22:45.556Z</updated><title type='text'>Marcha fúnebre</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Não conheço este lugar. Não conheço este lugar onde não há medo. Não ter medo é assustador. Não é este o lugar onde me materializo. O meu corpo está desfasado do espaço, eu estou desfasada do tempo. Nem sei ao certo quando aconteceram todas as coisas que me deixaram de luto. Parecem meses, anos e foi tudo ontem. Foi apenas ontem que vivi todas as coisas que constroem a minha memória funerária. Não me pertenço em nada daquilo que são os meus gestos e os lábios conduzem-me geralmente a palavras que não são as da minha boca. Fico à espera das horas em que o alívio me conduz ao prazer de continuar viva perante a catástrofe. Não há nada de trágico nesta procura, são só inspirações para o devaneio artístico. Não há nada a fazer em relação à minha tristeza: ela não é complexa nem fruto de uma miséria insuportável. E talvez se assim fosse, qualquer explicação seria mais racional do que este caminhar lento para a inércia. É preciso trabalhar, fazer as coisas.  Nada mais há a fazer quando deixamos de nos reconhecer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8532506662487649978-7896872290856195679?l=photomatonrouge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/feeds/7896872290856195679/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8532506662487649978&amp;postID=7896872290856195679' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/7896872290856195679'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/7896872290856195679'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/2008/11/marcha-fnebre.html' title='Marcha fúnebre'/><author><name>Ágnes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10885590232164635281</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/TARoTWuP1vI/AAAAAAAAAV0/Dom_ATG9E-U/S220/6833_1208463205361_1042133391_30648561_4918663_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8532506662487649978.post-1531912248649840611</id><published>2008-11-27T19:02:00.000Z</published><updated>2008-11-27T19:55:29.746Z</updated><title type='text'>A invenção das portas e outros problemas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A minha casa, apesar de tudo, não tem portas. É uma casa sem portas e com duas varandas corridas que dão para o Tejo, muito embora o Tejo esteja a três quilómetros de distância. A minha casa é um sítio inventado onde há um parede totalmente preenchida por livros que eu ainda não li e os outros, já lidos, estão guardados na pequena arrecadação nada sombria, ao contrário das arrecadações vulgares. A minha casa costumava estar cheia de pessoas, que bastava serem pessoas para poderem estar na minha casa. Ás vezes não eram amigos, não eram amantes, nem o pai e a mãe, a irmã e a restante família alargada. Eram só pessoas que entravam na minha casa ampla que não tinha uma única cadeira e se sentavam para lá falando das coisas que geralmente as pessoas falam. Era só uma casa a minha casa; era só uma casa. E lá dentro havia lençóis engomados e roupa lavada e fresca. Havia às vezes muita luz quando se abriam as janelas e essa luz era o encontro das palavras fecundas. A minha casa que era só uma casa era estruturada e mesmo quando havia ventania lá fora, os pilares não cediam nem sequer tínhamos medo. Muitas vezes havia vinho no chão e alguns cigarros apagados em cinzeiros improvisados. Isto porque a minha casa tinha sempre muitas pessoas que eram só pessoas dispostas a trocar palavras fecundas enquanto se sentavam no chão da sala. Um dia, quando puseram portas na minha casa, as pessoas morreram todas. Não havia pessoas, nem amigos, nem amantes, nem pai e mãe, irmã e família alargada. Quando a minha casa nasceu de novo com portas restou uma única criatura no mundo, que ainda hoje não sei bem se era pessoa ou se era só criatura. Talvez tenha sido essa estranheza o motivo pelo qual esse ele permaneceu vivo para além de todos os outros seres e de mim mesma. Talvez tenha sido essa estranheza que o conduzira à única casa com portas cujas varandas abraçavam o Tejo longínquo. Essa criatura era, ainda que sendo ou não pessoa, um homem cujo nome ainda hoje desconheço. O homem que me invadiu a casa e os lençóis engomados. Com ele, as conversas não eram fecundas. Talvez fosse o amor. O amor fecundo que gera, na maioria das vezes, outras criaturas com características quase semelhantes àquelas que têm os que as geram. Mas mais uma vez, nem essa era a fertilidade que fazia o homem entrar na minha casa. Os cabelos dele cheiravam a areia e sol. É muito provavelmente a recordação mais nítida que retenho na minha cabeça. Areia e sol. Talvez esse não fosse o melhor cheiro do mundo, mas era o cheiro daquela criatura única que permanecia viva no planeta para além de mim. Não estou certa do motivo que nos uniu, muito menos certa das razões que levaram à nossa sobrevivência após a calamidade das portas. A verdade é que muitos pássaros ficaram vivos, nos museus a arte não derreteu e todas as grandes superfícies tinham prateleiras cheias. Agora quanto ao facto de estarmos vivos e ainda por cima vivos na minha casa que outrora fora um porto de gente, não tenho qualquer justificação. Parece-me que aquela coisa a que chamamos fé tenha sido a única razão, racional entenda-se, para a sucessão de acontecimentos tão bizarros. Um dia quando acordei na minha casa com portas a criatura tinhas as mãos ensanguentadas e desenhava na parede memórias daquilo que devia ter sido a sua infância. A ironia daquela visão entristeceu-me. Um homem partia das suas vísceras para reescrever um passado inóspito. E ainda assim, invadia todos os compartimentos com o mesmo cheiro de areia e de sol. Mesmo agora que o homem já não está em minha casa, é esse o cheiro que está impregnado nas paredes. O homem já não está na minha casa porque morreu. Matei-o, sim a verdade é essa. Matei-o com as duas mãos e um bocadinho de fita cola que guardava dentro do armário da cozinha para emergências. Mas isso foi depois de muitos anos, não sei ao certo quantos, porque um dia eu e o homem decidimos não sair da casa que era minha e, estranhamente, agora era também dele. Para ali ficaríamos prostrados: ele diante das paredes abrindo todos os dias mais uma veia par poder terminar o seu mural; eu sentada diante da visão irónica que era aquele desmembramento. Acabámos por criar alguma intimidade neste jogo. Nem sempre dormíamos. Raras eram as vezes em que comíamos. Até porque, como tínhamos decidido por maioria, não voltar a sair daquela mesma casa, tínhamos de ser poupados. Não conversávamos. Talvez não houvesse assunto, continuo na dúvida... Um dia quando acordei, o sangue dele tinha acabado e por esse motivo, calculo, tinha parado de desenhar a parede. A obra de arte estava em fim terminada. Então, quando me viu sem nada para observar ao fim de tantos anos naquela mesma ciranda, ouvi-lhe a voz pela primeira vez: "Era bom se nos pudesses deitar juntos". Foi então que o matei. Matei-o. Porque antes de todas as outras pessoas que eram só pessoas terem morrido todas, já eu me tinha deitado com muitos homens e sabia bem como era mentira que assim se construía uma intimidade. Sem nunca conhecer a criatura com quem vivi mais de metade da minha vida, consegui amá-la mais do que a qualquer homem que se tenha deitado comigo. Então, como não queria romper o compromisso que tinha estabelecido com aquele homem e com a sua fé, matei-o com as mãos e os restos de fita-cola que deixava guardada na gaveta da cozinha para casos de emergência. Matei-o e não houve grande problema, porque na verdade não havia pessoas vivas que me pudessem punir. A solidão era agora a única realidade plausível. Estava sozinha no mundo e na casa, mas pelo menos tinha vista para o Tejo. Passei o resto da vida que me sobrou a observar o mural da infância do homem e descobri que a intimidade é a circunstância mais dolorosa dos seres humanos. Para disfarçar a solidão que sempre fora uma temática assustadora na minha perspectiva de pessoa, passei também eu a desenhar na parede. Com o meu sangue desenhei todas as pessoas que estiveram na minha casa e quando finalmente decidi desenhar o homem o meu sangue tinha secado. Seca. Estava seca para desenhar o único homem com quem tinha partilhado a intimidade dos anos. Então, com o último pedaço de fita-cola que sobrara do meu primeiro crime, atei as duas mãos, sentei-me na varanda corrida e fiquei à espera da morte.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8532506662487649978-1531912248649840611?l=photomatonrouge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/feeds/1531912248649840611/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8532506662487649978&amp;postID=1531912248649840611' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/1531912248649840611'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/1531912248649840611'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/2008/11/inveno-das-portas-e-outros-problemas.html' title='A invenção das portas e outros problemas'/><author><name>Ágnes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10885590232164635281</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/TARoTWuP1vI/AAAAAAAAAV0/Dom_ATG9E-U/S220/6833_1208463205361_1042133391_30648561_4918663_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8532506662487649978.post-6494745621479376290</id><published>2008-11-22T19:02:00.000Z</published><updated>2008-11-24T21:08:25.532Z</updated><title type='text'>Os inevitáveis encontros de Maria e José: o corpo desumano do amor</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;-J: M tens o corpo dilacerado pela brutalidade do trabalho: negrume fundo nos apoios, traços de sangue nos pés e umas unhas cravadas em rasgão bruto em cada uma das omoplatas. O teu corpo  está consumido pelas dores de quem não pode parar, pelas dores de quem vê no trabalho árduo a única emergente saída para a solidão. M, porque cobres tu o corpo todo com trapos pretos?  Essas são as tuas angustias transformadas em carne cortada. É a minha tese. A minha tese sobre a tua tristeza. Quando te encontrei, os teus olhos denunciaram a morte acumulada dentro das tuas mãos e dentro do resto das coisas que permanecem estanques e seguras no teu corpo. Não esperavas ver-me? A verdade M, é que não te amo. A verdade é essa. Mas não sei que coisa amarga é essa que sempre trazes contigo que me vicia. Deixa-me tirar-te a roupa, descobrir as tuas dores.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Silêncio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;M...? M...? Deus roubou-te as asas e as tuas costas sangram como rios. Deus roubou-te as asas e só por isso posso ficar a olhar-te durante horas, fazendo dançar os meus dedos sobre os rios trilhados pelo vermelho que te marca a pele virgem. As minhas mãos côncavas vão aninhar-te as feridas. Foi um homem, fui eu quem te traçou a pele? Fui eu que violentamente conduzi as minhas mãos contra o teu corpo, esperando quem sabe que alguma coisa ficasse da dor? Podia matar-te agora que nenhum de nós saberia porquê nem como se chega a um acto tão bruto. Podia matar-te, esmagar-te contra uma parede e ninguem saberia que ousámos cometer o crime do amor. Penso tantas vezes na morte, pequeno anjo. Imagino um corpo, sufocado debaixo de quilos infinitos de terra. Não existe ar, nem nada que possa alimentar a corrente das veias. Imagino o teu corpo suterrado e as tuas asas minusculas partidas junto das ossadas dos antepassados queridos. Não me interpretes mal, M. Esta é a única forma de amor que me mostraram: é esta a única visão sanguinária que tenho de um coração inflamado. Mas onde fica o meu corpo se morreres? Qual é o lugar, M? Perpetuaria, se pudesse, aquele segundo em que adormecemos no sofá. Cheiravas a banho acabado de tomar e os teus cabelos pingavam no meu peito. A luz que atravessava as janelas era quase efémera, quase nada. Ficamos embalados pelo tinir do vento e das tábuas centenárias e eu desejei mais uma vez matar-te... Agora morrer contigo. Matar-te e morrer no instante da acção, sem dissolução, sem mistério. Só para poder perpetuar aquele instante em que adormecemos no sofá. Porque essa paz, essa fé no amor, não a consigo encontrar em mais lugar nenhum.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;És a minha casa M.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8532506662487649978-6494745621479376290?l=photomatonrouge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/feeds/6494745621479376290/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8532506662487649978&amp;postID=6494745621479376290' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/6494745621479376290'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/6494745621479376290'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/2008/11/os-inevitveis-encontros-de-maria-e-jos.html' title='Os inevitáveis encontros de Maria e José: o corpo desumano do amor'/><author><name>Ágnes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10885590232164635281</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/TARoTWuP1vI/AAAAAAAAAV0/Dom_ATG9E-U/S220/6833_1208463205361_1042133391_30648561_4918663_n.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8532506662487649978.post-568762345581425927</id><published>2008-10-30T15:20:00.000Z</published><updated>2008-11-28T20:24:23.496Z</updated><title type='text'>Os tios e as Marias...</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Estreamos ontem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje não reconheço em mim as sensações desse dia. A expectativa passou e aquele senhor tolo e atento que cheirava a vinho quase aniquilou o momento em que o delírio é maior que a realidade. Estreamos ontem e chegam agora dias em que seremos aquelas pessoas e depois as pessoas que somos quando as luzes caem.&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5262981098061076546" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 282px; height: 400px; text-align: center;" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/SQndbJmGmEI/AAAAAAAAAHI/Wj4mWv4AF1k/s400/tio+vania.jpg" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Encontros e desencontros no campo com o Tio Vânia, Teatro da Trindade&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;29 de Out a 16 de Nov, Qua a Sab 22h, Dom 17h&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eles também estrearam ontem...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Corri para o teatro onde a visão do castelo é quase tão fantástica como a lua. Eles têm uma odisseia pela frente e sorriam como pássaros quando os encontrei na varanda onde fumamos cigarros. A noite estava gelada mas havia vinho, depois do vinho, finalmente o delírio.&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5262981387512400018" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 233px; height: 310px; text-align: center;" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/SQndr_4rSJI/AAAAAAAAAHQ/ogVzsExg7CQ/s400/antonio+e+maria.bmp" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;António e Maria, Odisseia Cabisbaixa, Teatro da Garagem&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;29 de Out a 30 de Nov, Qua a Dom 21h 30&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estou apaixonada pelo teatro à falta de paixões outras...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Feliz...?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8532506662487649978-568762345581425927?l=photomatonrouge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/feeds/568762345581425927/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8532506662487649978&amp;postID=568762345581425927' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/568762345581425927'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/568762345581425927'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/2008/10/os-tios-e-as-marias.html' title='Os tios e as Marias...'/><author><name>Ágnes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10885590232164635281</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/TARoTWuP1vI/AAAAAAAAAV0/Dom_ATG9E-U/S220/6833_1208463205361_1042133391_30648561_4918663_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/SQndbJmGmEI/AAAAAAAAAHI/Wj4mWv4AF1k/s72-c/tio+vania.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8532506662487649978.post-7796351355247811461</id><published>2008-10-16T18:06:00.000+01:00</published><updated>2008-10-16T18:22:20.228+01:00</updated><title type='text'>Mensagem recebida às 05h47m: "Preciso de falar contigo..."</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Identifico um problema com a comunicação contemporânea: as conversas importantes são tidas via sms ou telefonicamente. Não haveria grande perigo nesta instauração se não existissem mal entendidos. O grande problema é o seguinte: a nossa incapacidade para verbalizar a verdade perante situações adversas deveria diminuir com o uso de mecanismos automáticos de conversação. Mas mesmo atrás deste perfeito subterfúgio ou mecanismo de segurança, conseguimos criar discursos tão extraodinárimente confusos que geramos uma problemática ramificada: não só damos espaço para a existência de mal entendidos, como também protelamos a nossa incapacidade de tomar decisões em tempo real.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Mesmo assim, tenho de fazer um telefonema...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8532506662487649978-7796351355247811461?l=photomatonrouge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/feeds/7796351355247811461/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8532506662487649978&amp;postID=7796351355247811461' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/7796351355247811461'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/7796351355247811461'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/2008/10/mensagem-recebida-s-05h47m-preciso-de.html' title='Mensagem recebida às 05h47m: &quot;Preciso de falar contigo...&quot;'/><author><name>Ágnes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10885590232164635281</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/TARoTWuP1vI/AAAAAAAAAV0/Dom_ATG9E-U/S220/6833_1208463205361_1042133391_30648561_4918663_n.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8532506662487649978.post-5935201898314160293</id><published>2008-10-13T23:37:00.000+01:00</published><updated>2008-10-13T23:40:13.808+01:00</updated><title type='text'>as novidades: os inevitáveis encontros de Maria e José</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: arial;"&gt;-J: Nunca disse que te podias apaixonar M, mesmo que assim o tenhas entendido... Nunca te disse... Nunca!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8532506662487649978-5935201898314160293?l=photomatonrouge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/feeds/5935201898314160293/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8532506662487649978&amp;postID=5935201898314160293' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/5935201898314160293'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/5935201898314160293'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/2008/10/as-novidades-os-inevitveis-encontros-de.html' title='as novidades: os inevitáveis encontros de Maria e José'/><author><name>Ágnes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10885590232164635281</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/TARoTWuP1vI/AAAAAAAAAV0/Dom_ATG9E-U/S220/6833_1208463205361_1042133391_30648561_4918663_n.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8532506662487649978.post-7871101508514634118</id><published>2008-10-12T16:12:00.000+01:00</published><updated>2008-10-12T16:45:53.617+01:00</updated><title type='text'>L.L.L.: A leveza da liberdade lisboeta</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Viver em Lisboa é bem melhor do que viver nos suburbios. A rua cheira a gente. A calçada é escorregadia. Posso chegar a casa a horas indiscretas. Ando sozinha. Converso horas com o amigo Francisco que não encontrava há anos (anos?).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Os ensaios começam e sem dar conta chegam as memórias de uma temporada inesquecível lá para os lados da Graça. A temporada que agora se avizinha mostra-se já inesquecível também: muitas crianças, homens, mulheres, - quem sabe? - cheios de vontade de reconstruir uma história simples, desta vez para os lados da Trindade. Dez minutos a pé desde o Príncipe Real e o mundo é outro, é o mundo do faz de conta que sabe bem à alma.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A amiga Ana oferece a casa, a cama, o espaço a que é tão bom voltar quando a vida está numa volta estranha. A Ana é um pequeno anjo amigo que constrói com fósforos a casa mais estável onde poderia estar neste momento. A Ana é amiga da vida, para a vida. Uma vez aqui, o regresso torna-se difícil. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Lisboa é a minha cidade de agora. Não quero outro sítio para estar. Não quero fazer outra coisa senão esta de cirandar entre teatros bafientos e casas amigas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Vim procurar a felicidade na cosmopolita terra. Tenho de encontrá-la que a hora tarda. Tarda em chegar o momento da leveza...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8532506662487649978-7871101508514634118?l=photomatonrouge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/feeds/7871101508514634118/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8532506662487649978&amp;postID=7871101508514634118' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/7871101508514634118'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/7871101508514634118'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/2008/10/lll-leveza-da-liberdade-lisboeta.html' title='L.L.L.: A leveza da liberdade lisboeta'/><author><name>Ágnes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10885590232164635281</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/TARoTWuP1vI/AAAAAAAAAV0/Dom_ATG9E-U/S220/6833_1208463205361_1042133391_30648561_4918663_n.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8532506662487649978.post-6154331291258427902</id><published>2008-10-09T19:02:00.000+01:00</published><updated>2008-10-09T19:21:17.276+01:00</updated><title type='text'>Três vezes um igual a zero (3 x 1 = 0):                   pequeno jogo de lógica sobre o amor</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo o amor é mortal.&lt;br /&gt;Eles são amor.&lt;br /&gt;Logo, eles são mortais.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;_______________________________________&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;AMOR COM AMOR SE PAGA.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8532506662487649978-6154331291258427902?l=photomatonrouge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/feeds/6154331291258427902/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8532506662487649978&amp;postID=6154331291258427902' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/6154331291258427902'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/6154331291258427902'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/2008/10/trs-vezes-um-igual-zero-3-x-1-0-pequeno.html' title='Três vezes um igual a zero (3 x 1 = 0):                   pequeno jogo de lógica sobre o amor'/><author><name>Ágnes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10885590232164635281</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/TARoTWuP1vI/AAAAAAAAAV0/Dom_ATG9E-U/S220/6833_1208463205361_1042133391_30648561_4918663_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8532506662487649978.post-3725414182573564829</id><published>2008-10-05T04:11:00.000+01:00</published><updated>2008-10-05T04:58:45.465+01:00</updated><title type='text'>o táxi: os inevitáveis encontros de Maria e José</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;-J: Não tenho carro, nunca aprendi sequer a conduzi-los. A constante embriaguez provocada pelo álcool e pelo amor tem sido um impedimento para a obtenção da minha independência locomotiva. Entendes, M? Ando a pé. Geralmente ando a pé. O rumo é quase sempre incerto. A luz branca do néon atrai-me; muitas vezes vou de encontro ao encontro dessa luz. Há homens surdos nesses sítios, homens surdos com headphones. Nunca consegui perceber o que ouvem eles. Tu sabes, M? Sabes que música é a música destes homens? Estão sempre sozinhos debaixo de um enorme foco branco e estou sempre a encontrá-los porque ando muito a pé. Não tenho carro. Não quero... Tens carro, M? Conduzes? Não gosto de carros. Não entendo como podem as pessoas fazer amor lá dentro; não entendo como podem duas pessoas que se amam amar-se dentro de um carro. Tu deves entender, não é M? Tu já fizeste muito amor, filhos lindos talvez. Já amaste muitos homens dentro de carros, mas nunca chegaste a entrar dentro das casas deles porque dentro das casas deles havia uma mulher e três ou quatro crianças famintas e fotografias de família tiradas em tardes de domingo. Fazias amor com eles nos seus carros e eles regressavam aos seus pedaços de normalidade. Não era assim, pequena virgem?&lt;br /&gt;O meu conceito de amor foi destruído pela tua chegada. Tu não existes, és só a pequena invenção dos meus olhos de dentro. És só um pequeno delírio poético e eu não tenho mãos para amparar as tuas quedas porque tu não tens corpo. Criatura demasiado serena para morrer nos meus braços. Dentro de dois dias, não mais, vais encontrar-me sem roupa, pedaços amontoados numa rua suja da cidade. Vou dizer-te que não me sirvo e que não sirvo para ninguém. Vou negar-te as minhas sobras; que essas restem para as putas. Um dia até, querida M, querida virgem?, vou ser sugado pelo vento que jorra das bocas do metro e não voltarei a ser encontrado. Vou morrer dentro da boca do metro. Dois, três dias M, não mais. Agora, neste instante congelado em que te abraças a mim dentro de uma cabine telefónica vou pedir-te uma vez mais que venhas comigo. Vens, M? Vou pedir-te que me resgates da morte certa que não quero morrer já. Não sei viver porém. Mas tu, M, tu sabes como são essas coisas da vida. Tenho a certeza que já viste muitos países e que já alguém quis casar contigo. Ficavas linda com o vestido branco decotado, cabelo apanhado com pérolas.&lt;br /&gt;Chegaste até mim como vento de norte; estou certo que vieste resgatar-me da morte. Vou afundar as minhas vísceras, o meu fígado em toneladas de vinho fermentado para ficar à espera do fim com menos dores. Não é no coração que me dói, é cá dentro naquilo que deve ser o meu útero, a minha fertilidade. M, pequena virgem, tu és o amor. Que o amor me salve desta podridão para a qual caminho todas as noites. Vem comigo M. Eu não sou como esses homens que te desventraram as pernas. A minha casa está só: não há nela histórias de outras mulheres, embriões nem cartas de amor desesperadas. Nunca nenhuma mulher entrou no meu quarto. Tu M, nunca entraste no quarto de nenhum homem. TÁXI... TÁXI! Rua 3, nº7, terceira varanda à direita. Vem M, vem povoar o meu asilo de memórias.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8532506662487649978-3725414182573564829?l=photomatonrouge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/feeds/3725414182573564829/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8532506662487649978&amp;postID=3725414182573564829' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/3725414182573564829'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/3725414182573564829'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/2008/10/o-txi-os-inevitveis-encontros-de-maria.html' title='o táxi: os inevitáveis encontros de Maria e José'/><author><name>Ágnes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10885590232164635281</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/TARoTWuP1vI/AAAAAAAAAV0/Dom_ATG9E-U/S220/6833_1208463205361_1042133391_30648561_4918663_n.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8532506662487649978.post-2888540454995980520</id><published>2008-10-02T19:58:00.000+01:00</published><updated>2008-10-02T20:03:24.988+01:00</updated><title type='text'>de querer muito alguém, de não saber do amor ou a falta de credibilidade poética: os inevitáveis encontros de Maria e José</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;-J: Prometo M... Prometo...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8532506662487649978-2888540454995980520?l=photomatonrouge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/feeds/2888540454995980520/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8532506662487649978&amp;postID=2888540454995980520' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/2888540454995980520'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/2888540454995980520'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/2008/10/de-querer-muito-algum-de-no-saber-do.html' title='de querer muito alguém, de não saber do amor ou a falta de credibilidade poética: os inevitáveis encontros de Maria e José'/><author><name>Ágnes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10885590232164635281</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/TARoTWuP1vI/AAAAAAAAAV0/Dom_ATG9E-U/S220/6833_1208463205361_1042133391_30648561_4918663_n.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8532506662487649978.post-2054450910565324993</id><published>2008-10-02T00:46:00.000+01:00</published><updated>2008-10-02T00:59:24.901+01:00</updated><title type='text'>o segredo do pássaro M: os inevitáveis encontros de Maria e José</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;-M: Uma vez encontrei-te J. Encontrei-te junto a uma parede suada. A sombra das tuas mãos desenhava um enorme pássaro no horizonte. O pássaro ficou preso nos teus dedos cansados, J. Sou eu, M, esse pássaro. Se ficar por aí engaiolada nas tuas mãos, terás de dançar comigo sempre que a solidão me atacar, se decidires soltar-me terás de ser tão firme como a parede que delineia a nossa sombra: não pode restar nada, que asas partidas nunca fizeram bem a nínguem. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8532506662487649978-2054450910565324993?l=photomatonrouge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/feeds/2054450910565324993/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8532506662487649978&amp;postID=2054450910565324993' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/2054450910565324993'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/2054450910565324993'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/2008/10/o-segredo-do-pssaro-m-os-inevitveis.html' title='o segredo do pássaro M: os inevitáveis encontros de Maria e José'/><author><name>Ágnes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10885590232164635281</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/TARoTWuP1vI/AAAAAAAAAV0/Dom_ATG9E-U/S220/6833_1208463205361_1042133391_30648561_4918663_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8532506662487649978.post-7241506085593899341</id><published>2008-09-28T22:57:00.000+01:00</published><updated>2008-09-28T23:47:15.032+01:00</updated><title type='text'>Cabelos em flor</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/SOAIK8M72eI/AAAAAAAAAGQ/TAIbSqMzH6Y/s1600-h/inesgrecia.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 353px; height: 529px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/SOAIK8M72eI/AAAAAAAAAGQ/TAIbSqMzH6Y/s400/inesgrecia.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5251206149566093794" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Um dia, quando não tiver bloqueios vou ter tanto cabelo como a parede tem flores. Esse dia tem de estar perto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8532506662487649978-7241506085593899341?l=photomatonrouge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/feeds/7241506085593899341/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8532506662487649978&amp;postID=7241506085593899341' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/7241506085593899341'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/7241506085593899341'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/2008/09/cabelos-em-flor.html' title='Cabelos em flor'/><author><name>Ágnes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10885590232164635281</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/TARoTWuP1vI/AAAAAAAAAV0/Dom_ATG9E-U/S220/6833_1208463205361_1042133391_30648561_4918663_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/SOAIK8M72eI/AAAAAAAAAGQ/TAIbSqMzH6Y/s72-c/inesgrecia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8532506662487649978.post-8507128860927259115</id><published>2008-09-26T01:10:00.001+01:00</published><updated>2008-09-26T01:12:59.813+01:00</updated><title type='text'>Inspirações performativas: 1º tentaiva</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/SNwokwLsRqI/AAAAAAAAAGI/_JCrKlAlKqI/s1600-h/baloes1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/SNwokwLsRqI/AAAAAAAAAGI/_JCrKlAlKqI/s400/baloes1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5250115877481498274" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;I&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-size:85%;" &gt;deia criada a partir de&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Anjinho da Guarda&lt;/span&gt;, António Variações in &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Anjo da Guarda&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8532506662487649978-8507128860927259115?l=photomatonrouge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/feeds/8507128860927259115/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8532506662487649978&amp;postID=8507128860927259115' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/8507128860927259115'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/8507128860927259115'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/2008/09/inspiraes-performativas-1-tentaiva.html' title='Inspirações performativas: 1º tentaiva'/><author><name>Ágnes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10885590232164635281</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/TARoTWuP1vI/AAAAAAAAAV0/Dom_ATG9E-U/S220/6833_1208463205361_1042133391_30648561_4918663_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/SNwokwLsRqI/AAAAAAAAAGI/_JCrKlAlKqI/s72-c/baloes1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8532506662487649978.post-4856084092852065133</id><published>2008-09-25T23:48:00.000+01:00</published><updated>2008-09-26T00:50:42.685+01:00</updated><title type='text'>A (fe)sta: os inevitáveis encontros de Maria e José</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;M segue J. O silêncio é mortal, principalmente porque toda a cidade em redor de ambos mergulha no mecanicismo do murmúrio de milhões que se movimentam em magote e esgrime as angústias de uma existência cosmopolita. J não tem palavras para partilhar, sente-se esmurrado pela impossibilidade da linguagem; M queria dizer-lhe muitas coisas, palavras não lhe faltam, sente-se esmurrada pela falta de um receptor activo. O caminho que os espera é longo e a comunicação ausente exalta-lhes os espíritos. M sente-se triste. Triste. Apetece-lhe desistir, apetece-lhe não continuar o trilho a que se propôs com aquele homem, quase estranho. M sente-se em perigo de morte. Conhece bem as armadilhas do amor fundo. J, por seu lado, está disposto a confessar-se-lhe: a capela está perto, em breve, juntos e em silêncio reencontrarão o Deus perdido, o Deus roubado. Movidos pela fé, sim, obviamente movidos pela fé no amor em guerra que explode à flor da pele em delírios secos, M e J, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;desacompanhados&lt;/span&gt; um do outro embora lado a lado, descem a rua a pique que confluí num beco sem saída. À esquerda desse beco, um pequeno edifício de betão, sem qualquer espécie de identidade. M questiona se será aquele o sítio onde descobrirá a intimidade de J: aquele espaço demasiado impessoal pouco poderá trazer de transcendente: a transcendência era aliás uma das suas grandes necessidades. J empurra a porta deste &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;mini&lt;/span&gt;-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;edíficio&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;city&lt;/span&gt;-suburbano. Entra. M segue-lhe os passos. O interior da capela é absolutamente nu. Paredes de betão como no exterior, no chão uma alcatifa gasta e algumas almofadas espalhadas aleatoriamente. Não há um único santo para que M se renda e possa rezar. São apenas sete as pessoas no interior da sala. Com M e J, são agora nove. Um dos homens que se encontra sentado nas almofadas usa batina. A sua voz ressoa nas paredes. M sente-se intimidada: o discurso é-lhe quase imperceptível, mas em poucos minutos sente a convergência dos crentes em Deus. É a pura espectadora de um cenário de união perante uma força maior que lhe é estranha. Para J, M tinha roubado a capacidade de interacção com a convergência daquele minúsculo e bizarro grupo. Levá-la lá era, acima de tudo, um acto de amor. J decidira partilhar com a desconhecida o seu Deus, a sua fé. Não esperava de todo recuperá-los; sabia bem que para sempre tinham sido levados por uma mulher. M sentia-se comovida: o ritual incomodava-a, fazia-a sentir-se cúmplice de uma qualquer espécie de alienação. Uma mulher levanta-se. Canta. Canta chorosa. Canta o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;desamor&lt;/span&gt; e a guerra, canta os filhos mortos e as &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;mãos&lt;/span&gt; calejadas do trabalho. M soluça. M perde o controlo, está definitivamente envolvida. A expressão está absolutamente fixa, as &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;lágrimas&lt;/span&gt; escorrem automáticas pelo seu rosto. M volta  soluçar. Nunca tinha ouvido nada assim, tudo no corpo daquele mulher-cantora eram angústias mal talhadas e dores de parto com filhos por nascer. Que força era aquela força que a fazia sentir-se pequeníssima? Que força era aquela que a deixava &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;prostrada&lt;/span&gt; e pronta a render-se a um Deus? Que Deus poderia tê-la chamado? Para M não havia Deus senão aquele que tinha roubado involuntariamente a J e que não desejava conhecer assim tão de perto. Que Deus &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;perdoaria&lt;/span&gt; esta dose de humanidade? A mulher-cantora senta-se. A sua boca está seca e fechada. Estava findo o encontro. J olha para M; M está desfigurada, esta expressão não lhe pertence. Começa um novo aprender, um novo começar. J levanta-se em silêncio, M segue-o em silêncio também. Vão regressar à cabine telefónica, muito embora sejam incapazes de expulsar uma palavra entre os lábios. Sabem simplesmente que é esse o caminho e reconhecem claramente o acto de amor a que se tinham exposto: J revela o segredo, M revela a sua impotência perante a revelação. O amor devasta-os, os corpos estão doridos, doridos de uma dor física, cansados de uma viagem que consumiu os músculos. A festa do amor manifestou-se: M e J amaram-se dentro da pequena capela, descobriram a intimidade. Caminham de novo para a cabine. A chuva continua a cair. Estão encharcados, talvez de lágrimas. Depois do longo trilho travado sempre em &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;silêncio&lt;/span&gt;, chegam à rua da espera, da comunicação em bruto. A cabine está vazia: refugiam-se nos dois metros quadrados de fé. O auscultador do telefone está fora do descanso. Ouve-se um (&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;piiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii&lt;/span&gt;) contínuo. Abraçam-se. Dançam devagarinho, quase nem sequer se mexem. A fé moveu os seus corpos para a (&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;fe&lt;/span&gt;)&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;sta&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8532506662487649978-4856084092852065133?l=photomatonrouge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/feeds/4856084092852065133/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8532506662487649978&amp;postID=4856084092852065133' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/4856084092852065133'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/4856084092852065133'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/2008/09/festa-os-inevitveis-encontros-de-maria.html' title='A (fe)sta: os inevitáveis encontros de Maria e José'/><author><name>Ágnes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10885590232164635281</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/TARoTWuP1vI/AAAAAAAAAV0/Dom_ATG9E-U/S220/6833_1208463205361_1042133391_30648561_4918663_n.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8532506662487649978.post-6599486156147934875</id><published>2008-09-24T00:45:00.000+01:00</published><updated>2008-09-24T01:08:44.900+01:00</updated><title type='text'>brincos - de - princesa</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/SNmEZuww_lI/AAAAAAAAAGA/6BkCeHICoc4/s1600-h/sofa+boca.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 345px; height: 242px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/SNmEZuww_lI/AAAAAAAAAGA/6BkCeHICoc4/s400/sofa+boca.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5249372418261188178" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O Dali pensou na boca, depois na cara e depois num sofá que é uma boca.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;O Dali pensou no sofá-boca.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;O sofá transformou-se num ícone.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;O ícone transformou-se em merchandising.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;O merchandising são uns brincos sofá-boca.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;A princesa posso ser eu.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;O Zé pensou na princesa e ofereceu-lhe os brincos sofá-boca.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:arial;font-size:130%;"  &gt;A história dos brincos de princesa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;FIM&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8532506662487649978-6599486156147934875?l=photomatonrouge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/feeds/6599486156147934875/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8532506662487649978&amp;postID=6599486156147934875' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/6599486156147934875'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/6599486156147934875'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/2008/09/brincos-de-princesa.html' title='brincos - de - princesa'/><author><name>Ágnes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10885590232164635281</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/TARoTWuP1vI/AAAAAAAAAV0/Dom_ATG9E-U/S220/6833_1208463205361_1042133391_30648561_4918663_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/SNmEZuww_lI/AAAAAAAAAGA/6BkCeHICoc4/s72-c/sofa+boca.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8532506662487649978.post-1462870331216497220</id><published>2008-09-23T00:17:00.000+01:00</published><updated>2008-09-23T00:41:33.275+01:00</updated><title type='text'>Questão irresolúvel: o que é a performance?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/SNgsupj5BFI/AAAAAAAAAFY/bhLDlT2njrI/s1600-h/0000performance.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/SNgsupj5BFI/AAAAAAAAAFY/bhLDlT2njrI/s320/0000performance.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5248994545642308690" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;A arte da Performance - &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Roselee&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Goldberg&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Bom começo para o esclarecimento de algumas dúvidas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Iniciei ou &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;re&lt;/span&gt;-iniciei as minhas andanças teatrais no pequeno &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;yellow&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;submarine&lt;/span&gt;. Não estou especialmente feliz com aquele espaço, mas estou absolutamente disponível para trabalhar, aliás estou absolutamente com vontade de o fazer. Quero envolver-me à séria, como diria o outro...&lt;br /&gt;No meio de todas as implicações burocráticas que implica o recomeço de alguma coisa, fui agradavelmente surpreendida - e ainda não sei se é este o adjectivo - pela questão/desafio a que me vou propor neste início de fim de percurso académico: o que é a performance?&lt;br /&gt;Durante os próximos dois meses vou andar mergulhada nesta temática, muito provavelmente explorando perspectivas do ridículo, do sério, das convenções, dos rótulos, das possibilidades, dos limites e das &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;multidisciplinaridades&lt;/span&gt; artísticas presentes nesta forma de fazer teatral (? - mais uma vez não sei se é esta a palavra a ser utilizada).&lt;br /&gt;Estou assoberbada de dúvidas relativamente aos próximos meses e não espero ver respondida nenhuma questão de forma estanque; espero antes encontrar caminhos para possíveis respostas. Hoje, pela primeira vez há muito tempo, senti que ter expectativas sobre as coisas não é necessariamente uma coisa negativa; pode ser antes um estímulo, neste caso para a criação artística.&lt;br /&gt;Estou carregada de vontade de trabalhar e carregada de medos: espero não enlouquecer com ambas as coisas. Se bem me conheço a faceta &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;workaholic&lt;/span&gt; vai manifestar-se e os medos vão ser, em ocasiões cruciais, preconceitos quase impossíveis de ultrapassar. Gostava muito de me comprometer dizendo que não ultrapassaria os limites do razoável em nenhuma das situações.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;Na verdade, hoje, agora, quero mesmo começar a trabalhar...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8532506662487649978-1462870331216497220?l=photomatonrouge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/feeds/1462870331216497220/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8532506662487649978&amp;postID=1462870331216497220' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/1462870331216497220'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/1462870331216497220'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/2008/09/questo-irresolvel-o-que-performance.html' title='Questão irresolúvel: o que é a performance?'/><author><name>Ágnes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10885590232164635281</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/TARoTWuP1vI/AAAAAAAAAV0/Dom_ATG9E-U/S220/6833_1208463205361_1042133391_30648561_4918663_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/SNgsupj5BFI/AAAAAAAAAFY/bhLDlT2njrI/s72-c/0000performance.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8532506662487649978.post-1820340940520704061</id><published>2008-09-21T20:43:00.000+01:00</published><updated>2008-09-21T22:39:05.581+01:00</updated><title type='text'>Dois metros quadrados de fé: os inevitáveis encontros de Maria e José</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;J caminha em direcção à cabine telefónica. Caminha devagar, invadido, pela primeira vez na sua vida, pela sensação de jogo perdido ou a perder. Nunca na vida teve nada a perder, absolutamente nada. Era a primeira vez que havia alguma coisa verdadeiramente importante em jogo: uma espécie de amor impossível ou inevitável, uma fé roubada por uma estranha que  agora amava, um Deus perdido. Eram muitas coisas que J podia perder e era muito pouca a vontade que tinha em viver sem elas. J caminha devagar, J está abandonado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;M está na outra ponta da cidade, desconhece a vontade de J em revê-la; conhece porém a necessidade quase mórbida de o reencontrar. A cabine telefónica onde esperara já uma vez é o único espaço possível para o encontro, é também o único espaço que apesar de tudo lhes era íntimo: mais do que a rua estreita onde se cruzaram brevemente pela primeira vez. Aquele espaço de comunicações em bruto, era o espaço onde a fé de ambos tinha sido depositada, era o único espaço possível para o amor de M e J.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;M caminha em direcção à cabine telefónica. Caminha devagar, invadida, pela primeira vez na sua vida, pela sensação de não ter nada a perder. Tivera muitas coisas felizes na sua vida, tranquilas porém: nunca M tinha entrado em ebulição. Era por isso, também, a primeira vez que havia alguma coisa verdadeiramente importante em jogo: um homem perturbador e sujo, a posse de um Deus que não lhe pertence, a fé nas pessoas, nos seus compromissos com a vida e com o mundo. M caminha devagar, M tem esperança.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Mais uma vez, o cosmos trabalha em prol deste encontro inevitável. Desconhecendo caminhos alheios, M e J vão encontrar-se na cabine telefónica; vão encontrar-se pela segunda vez movidos pela fé que têm; pela fé que têm um no outro. Na mochila de M está a sua máquina fotográfica; na de J o avental ensanguentado do restaurante. Chove, dia de quase-Inverno.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;J chega à cabine telefónica. Entra, protegendo-se da chuva. Está determinado a ficar à espera  de M. M não tarda a chegar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;-J: (em sussurro) Aparece M, aparece. Estou aqui como te prometi. Foram umas horas, uns anos?, de atraso. Vem M, corre para os meus braços. Não há tempo, pois não M? Partimos todos os relógios das ruas da cidade, des-sincronizamos as horas, os sinos nas igrejas já não tocam. Aparece M, aparece que te vou contar os meus segredos, vou levar-te a um espaço que é só meu e que depois será nosso. Vou levar-te ao espaço que é a minha casa e ao qual não posso regressar enquanto não me devolveres a memória. Esqueci o caminho M. Aparece para que eu possa regressar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;M entra na cabine telefónica. M e J estão apertados, reduzidos a menos de dois metros quadrados. Os vidros ficam embaciados com a respiração de ambos. Não há muitas palavras que possam ser ditas; apenas surpresa pelo re-encontro não combinado. Suspensão. Ataque de M.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;-M: Estás aqui.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;-J: Consegui cá chegar. Quantos anos passaram M?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;-M: Dez, talvez vinte. Umas horas, poucas. Não sei. Não há tempo, será assim?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;-J: Não sei como é. Levaste tudo o que tinha na mala, só resta o avental cheio de sangue. Se o tivesses visto, tê-lo-ias levado, estou certo que sim. Levaste tudo M, levaste tudo e eu não corri para te apanhar. Agora sou eu que te levo M, vou levar-te até onde te quero levar. Vens comigo, M? Vem comigo, que são só segredos, só histórias. Nada mais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;-M: Vou contigo J. Não me peças que vá. Iria mesmo que não mo pedisses. Fiquei horas à tua espera nestes dois metros quadrados. Horas à espera de te ver chegar. Porque não vieste tu, J? Tinham sido tantas as tuas promessas naquela rua amontoada sem sentidos. Estava certa do re-encontro. Mais certa agora que aqui estás. És um ser estranho, não conheço as fissuras do teu corpo, as cicatrizes marcadas durante a infância. E ainda assim vou contigo e sinto o teu hálito perto dos meus lábios. Tens os lábios grossos J, os caracóis desalinhados sobre a testa. Leva-me J. Leva-me onde me queres levar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;J abre a porta da cabine telefónica. Sai em silêncio. M segue-o.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;-J: Vou levar-te ao meu Deus...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Silêncio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8532506662487649978-1820340940520704061?l=photomatonrouge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/feeds/1820340940520704061/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8532506662487649978&amp;postID=1820340940520704061' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/1820340940520704061'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/1820340940520704061'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/2008/09/dois-metros-quadrados-de-f-os.html' title='Dois metros quadrados de fé: os inevitáveis encontros de Maria e José'/><author><name>Ágnes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10885590232164635281</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/TARoTWuP1vI/AAAAAAAAAV0/Dom_ATG9E-U/S220/6833_1208463205361_1042133391_30648561_4918663_n.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8532506662487649978.post-34100916253966985</id><published>2008-09-20T22:01:00.000+01:00</published><updated>2008-09-20T23:46:25.758+01:00</updated><title type='text'>fé n.º 38: os inevitáveis encontros de Maria e José</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;-&lt;span style="font-family:arial;"&gt;J: Pudesse eu encontrar-te agora M. Conhecesses tu o meu amor, os meus lugares de culto. Eu queria levar-te ao único sítio onde encontro o Deus que me roubaste. Se viesses comigo, reencontrar-vos-ia aos dois. Levaste a minha fé, M. Levaste-a, M. Exijo que ma devolvas, exijo que me devolvas a possibilidade de sonhar contigo. Para onde levas tu a minha fé, que queres tu dela? É minha M. Arranja a tua; arranja uma fé que te sirva. Arranja uma capela acimentada no meio da realidade citadina onde as pessoas choram quando se canta em playback. Arranja uma capela minúscula onde são dez os crentes que lá entram, não mais que dez. Arranja uma capela que suporte a tua ausência e não invadas um espaço que é meu: não permito que entres no meu balcão imundo cheio de restos; muito menos permito que invadas a minha capela, o meu único devaneio antes da loucura das noites loucas, o meu único segredo antes das mil mulheres que me caem nos braços. Fico aqui, a chorar pelo teu  amor, ansiando o segundo em que heroicamente invadirás todos os meus espaços, mas não permito que o faças. Estou velho para que me queiras mudar, estou velho para querer mudar. Dancei noites demais sozinho como um bicho, estive só o tempo todo que foi tempo que passou, a única coisa que me pertencia era Deus, esse Deus que desconheço de onde vem: vieste tu M, vieste tu arrancá-lo de mim. Com que direito M? Com que direito vieste de encontro ao meu segredo? Vou procurar-te pela cidade inteira, vou arrancar-te das estações de metro, dos comboios amontoados, vou entrar em todos os cafés, em todos os becos, em todos os sítios de culto que não me pertencem e vou encontrar-te, vou encontrar-te para saber que não espalhaste a notícia da minha fé: há afinal esperança em mim para a mudança. Quando te encontrar M, vou levar-te comigo, vou desafiar-te ao encontro do meu Deus roubado que te pertence agora, mas que é um estranho não mais do que isso. Quando te encontrar M, hoje mesmo ainda na cabine telefónica onde te deixei, vou levar-te à minha capela&lt;/span&gt;. Vou revelar-te a única coisa em mim que não repugna, que não cheira a comida. Vou procurar-te, agora mesmo. Sei que não estás longe, a maresia anda por perto, tenho os lábios salgados dos últimos beijos que trocamos. Vou encontrar-te na cabine muda. Corre M, corre para lá. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Desta vez serei eu aquele que espera...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8532506662487649978-34100916253966985?l=photomatonrouge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/feeds/34100916253966985/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8532506662487649978&amp;postID=34100916253966985' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/34100916253966985'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/34100916253966985'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/2008/09/f-n-38-os-inevitveis-encontros-de-maria.html' title='fé n.º 38: os inevitáveis encontros de Maria e José'/><author><name>Ágnes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10885590232164635281</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/TARoTWuP1vI/AAAAAAAAAV0/Dom_ATG9E-U/S220/6833_1208463205361_1042133391_30648561_4918663_n.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8532506662487649978.post-5823357547853559505</id><published>2008-09-18T01:33:00.005+01:00</published><updated>2008-09-18T02:50:01.980+01:00</updated><title type='text'>a guerra e o Homem: os inevitáveis encontros de Maria e José</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;M deixara a sala escura e húmida onde encontrara o Homem. Lembrava-se vagamente de umas paredes azuis. A luz era pouca, talvez uma cave, um sótão. Era difícil situar a sala, as memórias dissipavam-se rapidamente, como se o encontro não tivesse acontecido: a memória única que permanecia em ebulição era a de umas paredes altas e azuis que consumiam todo o espaço. Onde? M seria incapaz de regressar lá sozinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela primeira vez M sentia uma certa inquietação ao pensar no Homem: ele falara-lhe de uma guerra que ela não desejaria travar com ele. Preferia antes trava-la com J, mesmo que ele preferisse um acordo de paz. Imaginava-se em cima de um tanque, de um gigante tanque a entrar na copa de um restaurante saqueando copos e pratos, garrafas de whisky adulterado e facas de ponta aguçada. Imaginava como isso perturbaria J e que isso o faria segui-la até ao fim da viagem. Mas J estava desaparecido e M sentia a angústia dessa ausência. Não podia recuperar nada que lhe pertencesse. Para além de um rendez-vous ocasional, M apenas tinha esperado por J em frente a uma cabine telefónica. Sentia-se terrivelmente apaixonada: ele era um homem, as mãos dele suavam e o cabelo desalinhado caía-lhe sobre a testa, tinha os lábios grossos e um corpo sem fim. Não havia poesia nos seus gestos, muito menos encantamento. Todo ele eram batalhas de dureza e virilidade infantil por travar e isso transformava M numa mulher de armas, pronta a atravessar corpos com tiros de pólvora quente, pronta a deixar-se abandonar no meio de tantos outros cadáveres mutilados pela guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;J não aparecera com as armas, tinha faltado ao compromisso de honra de um soldado. M tinha todas as armas nas mãos; ninguém para matar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto o Homem esperava M bem de perto com uma granada na mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Homem: Quando me encontrares numa rua estreita serei o primeiro a dar-te a mão. Sempre te soube pronta para um mergulho num corpo desconhecido, sempre te conheci querendo a grande guerra eclodindo nos teus cabelos. Agora estou aqui, regresso aos teus passos e tu esqueceste o meu nome. Eu não me recordo também. Apaguei o meu nome para poder dar lugar ao amor estéril que é o nosso. Não sei o que há em ti que te transforma num voo mais profundo que todas as rosas. Estranha, funda criatura. Enquanto não chegares terei o dedo pronto para pressionar o gatilho. O relógio está em contagem de-crescente. Só faltam dez estações até chegar ao centro da cidade envenenada. Declaro-me em guerra com o amor... &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8532506662487649978-5823357547853559505?l=photomatonrouge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/feeds/5823357547853559505/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8532506662487649978&amp;postID=5823357547853559505' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/5823357547853559505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/5823357547853559505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/2008/09/guerra-e-o-homem-os-inevitveis.html' title='a guerra e o Homem: os inevitáveis encontros de Maria e José'/><author><name>Ágnes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10885590232164635281</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/TARoTWuP1vI/AAAAAAAAAV0/Dom_ATG9E-U/S220/6833_1208463205361_1042133391_30648561_4918663_n.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8532506662487649978.post-7458322393772727327</id><published>2008-09-18T01:33:00.002+01:00</published><updated>2008-09-18T02:18:42.456+01:00</updated><title type='text'>das minhas indecisões</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não sei o que fazer com a Maria e  com o José.&lt;br /&gt;Talvez devesse matá-los. Era simples.&lt;br /&gt;Preciso de inspiração.&lt;br /&gt;Preciso que eles me apareçam diante dos olhos...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8532506662487649978-7458322393772727327?l=photomatonrouge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/feeds/7458322393772727327/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8532506662487649978&amp;postID=7458322393772727327' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/7458322393772727327'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/7458322393772727327'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/2008/09/das-minhas-indecises.html' title='das minhas indecisões'/><author><name>Ágnes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10885590232164635281</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/TARoTWuP1vI/AAAAAAAAAV0/Dom_ATG9E-U/S220/6833_1208463205361_1042133391_30648561_4918663_n.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8532506662487649978.post-1292356488389105921</id><published>2008-09-18T01:33:00.001+01:00</published><updated>2008-09-18T02:10:41.008+01:00</updated><title type='text'>aos meus lutadores</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/SNGqRpbgYWI/AAAAAAAAAEY/wjzdFcgtVLc/s1600-h/jIYbr7661572-02.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/SNGqRpbgYWI/AAAAAAAAAEY/wjzdFcgtVLc/s200/jIYbr7661572-02.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5247162261019058530" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/SNGqR0ldxvI/AAAAAAAAAEg/xWkxMbH9LtM/s1600-h/r.fkj3433417-02.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/SNGqR0ldxvI/AAAAAAAAAEg/xWkxMbH9LtM/s200/r.fkj3433417-02.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5247162264013620978" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/SNGqR9WlgfI/AAAAAAAAAEo/rBzB9b7ELzs/s1600-h/PpBA6u647088-02.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/SNGqR9WlgfI/AAAAAAAAAEo/rBzB9b7ELzs/s200/PpBA6u647088-02.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5247162266367132146" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/SNGqSFBjX_I/AAAAAAAAAEw/IIQuGbajyG0/s1600-h/x435.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/SNGqSFBjX_I/AAAAAAAAAEw/IIQuGbajyG0/s200/x435.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5247162268426395634" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/SNGqSCrNc6I/AAAAAAAAAE4/FFDJFHwRQ2Q/s1600-h/BMDZAL931681-02.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/SNGqSCrNc6I/AAAAAAAAAE4/FFDJFHwRQ2Q/s200/BMDZAL931681-02.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5247162267795813282" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-family: arial;"&gt;Nunca ninguém nos disse que ia ser fácil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu acredito. Acima de tudo, acredito-vos...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8532506662487649978-1292356488389105921?l=photomatonrouge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/feeds/1292356488389105921/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8532506662487649978&amp;postID=1292356488389105921' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/1292356488389105921'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/1292356488389105921'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/2008/09/aos-meus-lutadores.html' title='aos meus lutadores'/><author><name>Ágnes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10885590232164635281</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/TARoTWuP1vI/AAAAAAAAAV0/Dom_ATG9E-U/S220/6833_1208463205361_1042133391_30648561_4918663_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/SNGqRpbgYWI/AAAAAAAAAEY/wjzdFcgtVLc/s72-c/jIYbr7661572-02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8532506662487649978.post-981914525586740040</id><published>2008-09-15T23:46:00.000+01:00</published><updated>2008-09-16T00:55:14.511+01:00</updated><title type='text'>os desassossegos de maria: os inevitáveis encontros de Maria e José</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;M deixara a cabine telefónica há horas. Estava cansada de esperar pelo homem dos golpes nas mãos. Teria lá ficado a vida inteira se pudesse, mas cedo aprendera que uma boa dose de egoísmo era a única forma de se manter sã. Estava estranhamente disponível. O aperto da ausência transtonava-a, mas não a matava como poderia pensar. J não aparecera como prometido, J aniquilara a possibilidade do rendez-vous. M estava à espera que esse fosse o procedimento único e inevitável das coisas. Cedo demais, todas as coisas se mostraram inevitáveis para M.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;M conhecera em tempos um outro homem, o único homem aliás que M conhecera antes de J. Era um homem como outro qualquer, nada nele era tão verdadeiramente fascinante como em J. Este homem era só um homem. Vestia calças de ganga como qualquer miúdo imberbe. Nada nele havia de inquietante; não cheirava a óleo como J, nem usava uma mochila às costas cheia de roupa ensanguentada. M seria incapaz de o fotografar se quisesse, não encontrava nele entranhas suficientes, loucura suficiente para o fixar. Contudo, este homem que era só um homem teria sido incapaz de deixar M numa cabine telefónica à espera; na verdade nem M esperaria por ele. M teve uma vontade súbita e inesperada de encontra-lo depois de ter esperado e esperado em vão por J. Estava disponível, para quê nem ela própria terá percebido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O desencontro de M e J transformara-se no encontro de M e do homem. O homem sem nome, sem cheiro, o homem das zero inquietações.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;-Homem: Onde está a guerra que foi o nosso amor?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;-M: Não me lembro das nossas armas; não me lembro de ter travado essa guerra.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;-Homem: Todas as noites chegava em cima de um cravo para te apanhar à beira rio. Tinhas os cabelos compridos e menos vinte anos. Comias peixe ao pequeno-almoço e subias para o tanque pronta para me atacar a qualquer instante. Havia cólera ardente nos teus olhos. O teu desamor queria matar-me e isso fazia-me querer estar perto do epicentro da batalha, das tuas coxas, do vinho derramado no teu umbigo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;-M: Não me lembro desse vinho; mas lembro-me dos vinte anos que passaram. Terão sido vinte os anos que passaram? Não foram menos dez que esses todos, menos vinte, não foi ontem mesmo que te conheci?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;-Homem: Antes o teu cabelo era comprido, era vinte anos mais comprido do que é hoje...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;-M: Não me confundas. Foi ontem, foi ontem que te conheci. Eras precisamente o mesmo homem que és hoje. Não cheiravas a coisa nenhuma. Parecias morto. Hoje pareces tão morto como ontem. Não podes estar morto há vinte anos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;-Homem: Há vinte anos fazias amor comigo. Há vinte anos...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;-M: Não digas mais nada, peço-te. Faria amor contigo se tivesses cheiro. Talvez assim pudesse conhecer o teu nome. Prefiro ser um homem sujo a uma mulher que se deita numa cama lavada. Talvez me entendesses se soubesses o que é ter as unhas cravadas na terra, o ventre sujo pelo amor de um homem. Talvez compreendesses o que são vinte anos se os tivesses vivido dentro de uma casa devoluta cheia de infecções. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:arial;" &gt;(Pausa)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;-Homem: É bom falar contigo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;-M: É bom. Se soubesse o teu nome, fazia amor contigo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: arial;"&gt;M sentia-se agora um pouco como J: desassossegada, só.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;-M: Devolve-me o meu Deus, J. Devolve aquilo que me tiraste..&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8532506662487649978-981914525586740040?l=photomatonrouge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/feeds/981914525586740040/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8532506662487649978&amp;postID=981914525586740040' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/981914525586740040'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/981914525586740040'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/2008/09/os-desassossegos-de-maria-os-inevitveis.html' title='os desassossegos de maria: os inevitáveis encontros de Maria e José'/><author><name>Ágnes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10885590232164635281</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/TARoTWuP1vI/AAAAAAAAAV0/Dom_ATG9E-U/S220/6833_1208463205361_1042133391_30648561_4918663_n.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8532506662487649978.post-6110528903927168263</id><published>2008-09-14T04:52:00.000+01:00</published><updated>2008-09-14T04:54:35.922+01:00</updated><title type='text'>sobre a amizade em tempos de solidão</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/SMyKyUBS6yI/AAAAAAAAAEQ/U__qI08S4GM/s1600-h/P1019594.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/SMyKyUBS6yI/AAAAAAAAAEQ/U__qI08S4GM/s400/P1019594.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5245720262952020770" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Obrigada...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8532506662487649978-6110528903927168263?l=photomatonrouge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/feeds/6110528903927168263/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8532506662487649978&amp;postID=6110528903927168263' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/6110528903927168263'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/6110528903927168263'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/2008/09/sobre-amizade-em-tempos-de-solido.html' title='sobre a amizade em tempos de solidão'/><author><name>Ágnes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10885590232164635281</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/TARoTWuP1vI/AAAAAAAAAV0/Dom_ATG9E-U/S220/6833_1208463205361_1042133391_30648561_4918663_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/SMyKyUBS6yI/AAAAAAAAAEQ/U__qI08S4GM/s72-c/P1019594.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8532506662487649978.post-673728472714997395</id><published>2008-09-14T04:43:00.000+01:00</published><updated>2008-09-14T04:45:20.626+01:00</updated><title type='text'>resumo bíblico: os inevitáveis encontros de Maria e José</title><content type='html'>M e J vão continuar desencontrados por mais dois mil anos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8532506662487649978-673728472714997395?l=photomatonrouge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/feeds/673728472714997395/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8532506662487649978&amp;postID=673728472714997395' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/673728472714997395'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/673728472714997395'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/2008/09/resumo-bblico-os-inevitveis-encontros.html' title='resumo bíblico: os inevitáveis encontros de Maria e José'/><author><name>Ágnes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10885590232164635281</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/TARoTWuP1vI/AAAAAAAAAV0/Dom_ATG9E-U/S220/6833_1208463205361_1042133391_30648561_4918663_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8532506662487649978.post-3151762933889284661</id><published>2008-09-14T03:23:00.000+01:00</published><updated>2008-09-14T04:18:24.827+01:00</updated><title type='text'>a problemática da solidão: os inevitáveis (des)encontros de Maria e José</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;-J: Quem és tu M? Quem és tu? Vieste desorganizar a minha vidinha simples. Vieste virar o rumo da minha solidão. Quero passar noites em antros cheios de fumo, cheios de gente perdida em garrafas vazias, quero passar noites com mulheres nenhumas, quero não conhecer os nomes e o cheiro dos seus cabelos. Vieste tu, M, desorganizar a minha solidão. Os meus antros do avesso. Cheiravas a mar quando te dei a mão, o teu cheiro era profundo. Eu não posso ir contigo onde me queres levar, não posso dar-te a mão e ir contigo onde me deves levar. Vou fazer-te mal, vou rasgar-te a pele todas as noites, fazer-te filhos lindos, cortar-te os cabelos negros e hei-de ir embora todas as manhãs antes de acordares, hei-de deixar-te todas as manhãs sem coisa nenhuma. Não me vou apaixonar por ti. Estou seco, velho, não há em mim uma gota de amor. Levaram tudo. Não penses que te vou amar, nem penses sequer que eu posso deixar-te estendida nos meus braços durante a noite. Hás-de acordar só, tão só como eu me sinto todas as noites. Tão só como o alcool que me tolda todas as noites. Experimenta estar só M. Experimenta estar desesperadamente só. Percebes agora M? Persegues como é angustiante não ter um sítio para cair quando já se morreu? É assim que estou, apodrecido e coberto de vermes. Agora não, não vou contigo para lado nenhum. Tu cheiras a mar e eu estou morto. Não te vou encontrar para te matar também. Não posso matar os teus olhos. Não posso aniquilir agora a possibilidade de estar contigo. Estou morto M. O oxigénio acabou dentro daquele parque de estacionamento. Consegues perceber porque não foste salvar-me? Vou perder-me com mais cem mulheres se não vieres salvar-me M. Vou fazer-lhes os filhos todos que devia ter-te feito. Vem salvar-me M, que estou só, tão mortalmente só. Não sinto nada. Só me lembro do teu cheiro, da novidade do teu cheiro. Vou morrer sozinho dentro do parque de estacionamento. Tenho o avental na mochila coberto de sangue, de vinho e de lábios. Lábios teus... e tão só que estou, tão só afinal. Diz-me onde enfiaste tu o nosso Deus? Está aí alguém? És tu M, és tu que me matas, que destróis a minha fé? Mataste o meu Deus M e por isso não vou contigo para onde me queres levar. Estaremos, por agora, desencontrados. Desencontrados até que devolvas o que me tiraste. Devolve-me Deus. Devolve M, devolve...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8532506662487649978-3151762933889284661?l=photomatonrouge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/feeds/3151762933889284661/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8532506662487649978&amp;postID=3151762933889284661' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/3151762933889284661'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/3151762933889284661'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/2008/09/problemtica-da-solido-os-inevitveis.html' title='a problemática da solidão: os inevitáveis (des)encontros de Maria e José'/><author><name>Ágnes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10885590232164635281</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/TARoTWuP1vI/AAAAAAAAAV0/Dom_ATG9E-U/S220/6833_1208463205361_1042133391_30648561_4918663_n.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8532506662487649978.post-4696084358714723332</id><published>2008-09-13T14:32:00.000+01:00</published><updated>2008-09-13T14:38:10.640+01:00</updated><title type='text'>as más decisões: os inevitáveis encontros de Maria e José</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;J está sentado. Bebe café. Pergunta-se porque não terá aparecido na cabine telefónica da rua com sentido único onde encontrara M pela primeira vez. Pergunta-se que motivo é este, tão grande, tão monstruosamente grande que não permite que o amor lhe invada as veias secas e as encha de fogo. J continua sentado. M continua à espera. Resolução impossível.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8532506662487649978-4696084358714723332?l=photomatonrouge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/feeds/4696084358714723332/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8532506662487649978&amp;postID=4696084358714723332' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/4696084358714723332'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/4696084358714723332'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/2008/09/as-ms-decises-os-inevitveis-encontros.html' title='as más decisões: os inevitáveis encontros de Maria e José'/><author><name>Ágnes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10885590232164635281</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/TARoTWuP1vI/AAAAAAAAAV0/Dom_ATG9E-U/S220/6833_1208463205361_1042133391_30648561_4918663_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8532506662487649978.post-6187193602369890953</id><published>2008-09-13T03:40:00.000+01:00</published><updated>2008-09-13T04:29:14.361+01:00</updated><title type='text'>as impossibilidades: os inevitáveis encontros de Maria e José</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;-M: Onde estás tu J? Dizes-me onde andas tu? Fiquei à espera na cabine telefónica, o centro transpirava gente cansada e ainda assim esperei na cabine telefónica. J que é feito de ti? Que é feito do teu avental sujo das entranhas do mundo todo, que é feito dos golpes das tuas mãos provocados pelas horas intermináveis que passavas na cozinha a cortar pedaços de carne vermelha, que é feito do teu estado de transe e dos olhos revirados enquanto passavas, perdido no meio dos pratos imundos empilhados no balcão? Esqueceste-te, foi, esqueceste-te que iria amanhecer em poucos minutos e que eu esperava na cabina telefónica? Cretino. É isso. Fizeste parar a Primavera, disseste-me que ela iria desabrochar em cima dos meus ombros e fizeste-a parar como uma faca que rasga um ventre maduro. J, tens o avental coberto de sangue. São as tuas mãos secas e as minhas veias inchadas que te mancham o avental. J, estás a suar, tens o rosto coberto do gotas espessas, tens a cara velha e rugosa cheia de gotas espessas. São as tuas promessas vãs e a minha feliz ingenuidade que te fazem suar? Cretino. Cretino! Corre, vamos, corre para o centro da cidade, para os tubos que ardem debaixo da terra. Corre para dentro do parque de estacionamento e envenena-te um bocadinho mais, envenena-te até ser último o último rasgo de oxigénio. Não esperes por mim J, eu não vou correr para te salvar. Vou ficar sentada, na cabine telefónica, embriagada com a imagem do teu avental imundo à espera, sempre à espera de te ver chegar. Vais estar sozinho quando te faltar o ar e eu não vou correr. Estou mal calçada para correr. Quis pintar a boca de vermelho para te ver chegar e por isso não posso correr: não há correspondência (im)possível. Destruímos o rendez-vous poético que o universo nos ofereceu: tu por seres cretino, eu por gostar da tua cretinice. Agora a única imagem que me assombra é a dos teus braços mortos dentro de um lava-louças colossal tentando dar vazão às centenas de pratos consporcados pela boca faminta dos homens da cidade. A cidade parece morta quando não passas, a cidade cheira a canos. J, não tenhas pena de mim, não te atormentes. A minha juventude não me cega nem me rasga o peito. Sei bem lidar com a espera. Estive a vida inteira à tua espera... Não quero compaixão. Quero antes afogar-me no Tejo bafiento que invade a minha janela do quarto e imaginar-te sufocado num parque de estacionamento enterrado debaixo da cidade inteira. Trouxeste o teu avental, J? Querias passá-lo por àgua e estendê-lo ao sol? Esperas ver findas essas manchas? Foi vinho tinto, meu amor, foi vinho tinto que derramaste nesse avental, foi o vinho tinto que os meus lábios tocaram. Não te vês livre dessas manchas tão cedo. Eu vou desaparecer se não  chegares à cabine telefónica mas no teu avental ficará impregnado o gosto da minha saliva. J, que é feito do nosso rendez-vous? Amor nenhum, J, amor nenhum.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8532506662487649978-6187193602369890953?l=photomatonrouge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/feeds/6187193602369890953/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8532506662487649978&amp;postID=6187193602369890953' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/6187193602369890953'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/6187193602369890953'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/2008/09/as-impossibilidades-os-inevitveis.html' title='as impossibilidades: os inevitáveis encontros de Maria e José'/><author><name>Ágnes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10885590232164635281</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/TARoTWuP1vI/AAAAAAAAAV0/Dom_ATG9E-U/S220/6833_1208463205361_1042133391_30648561_4918663_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8532506662487649978.post-6738973074524071611</id><published>2008-09-10T22:48:00.000+01:00</published><updated>2008-09-10T23:51:10.808+01:00</updated><title type='text'>lisboa tem mais encanto na hora da despedida: os inevitáveis encontros de Maria e José</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Um rendez-vous citadino. Sim, é esse o termo. Dois estranhos que desconhecem as combinações cosmológicas, uma cidade, um rendez-vous em potência. Sim, é esse o termo. Nas inevitabilidades da vidinha simples existe sempre um rendez-vous em potência. Os estranhos: dois estranhos perfeitamente vulgares: M (chamemos-lhe assim), visual hardcore, olhar angelical. J (chamemos-lhe também assim), visual desportivo, barba por fazer, 1,90m, olhar indefinido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;M e J acordaram desconhecendo a partida do cosmos: tudo se encaminhava, como qualquer coisa que é inevitável, para o acontecimento: O RENDEZ-VOUS ainda em potência, seria nesta altura do dia (provavelmente 9:40 da manhã) um pequeno embrião fecundado há escassas horas, ou seja, o resultado do amor fértil de dois seres embriagados pelo odor de uns lençóis amarrotados. M vive junto ao rio; é artista. J vive na Graça; empregado de restaurante.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;O céu estava escuro. Manhã acinzentada lembrando mais Porto que Lisboa. M procurava unicamente inspirações para poder parir mais uma obra pós-moderna cheia de significados ocultos por uma linguagem intelectual e apupada (apupada era aliás uma palavra pela qual M nutria um grande carinho). J entrava no restaurante e procurava no cacifo comum o avental oleoso, que cheirava a batatas fritas e a cebola (cebola era aliás um vegetal pelo qual J nutria grande repulsa). M estava cheia sonhos, J perdera a vontade de sonhar. Nada faria acreditar que a distância geográfica e os objectivos díspares pudessem, de alguma forma, cruzar-se numa cidade tão cosmopolita e hoje tão cinzenta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;M passou horas a olhar para estranhos: nem as putas, nem o vinho verde a inspiraram. Não houve um olho que a inquietasse. J passou horas a olhar para estranhos: nem as putas nem o vinho verde o fizeram sentir-se menos oleoso. Não houve uma omelete que não ficasse queimada. Exaustos, mortos de fadiga, decidiram que a inevitabilidade que o tédio lhes oferecia estaria prestes a findar. M não regressou nessa noite ao seu minúsculo T1 com vista para um Tejo sujo e bafiento que pagava arduamente. J não regressou às suas àguas-furtadas centenárias onde chovia torrencialmente todos os Invernos. Tomaram a inevitável decisão de mudança: embuídos pela vontade de subversão, caminharam, ambos sem rumo concreto; esperavam o comboio na paragem do autocarro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Rua estreia sentido único: M segue a nortada, J vem de oeste. Grande tumulto, a multidão circunda a rua onde vai ser parido o rendez-vous. Uma maçã rola sobre a estrada. M encontra o sentido poético que hoje lhe faltara tão claramente e que a conduzira para aquele sítio tão estranho, tão pouco íntimo: corre tentando apanhar a maçã. Tropeça. Cai. J está no meio da multidão. É esmagado pela maçã, em seguida esmagado por M. Grito. Comunicação visual impossível (gente demais). J estende o braço para apanhar os cacos de M.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;-J: Estás suja...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;(silêncio)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;-M:Cheiras a cebola frita...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;-J: Foi a coisa mais íntima que ouvi hoje.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;O cosmos fizera a sua parte. O rendez-vous em potência funcionára. M e J terão de fazer o resto. É fácil chegar a Lisboa, ser recebido pela multidão. Pior é encontrar o caminho de volta para casa...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8532506662487649978-6738973074524071611?l=photomatonrouge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/feeds/6738973074524071611/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8532506662487649978&amp;postID=6738973074524071611' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/6738973074524071611'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/6738973074524071611'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/2008/09/lisboa-tem-mais-encanto-na-hora-da.html' title='lisboa tem mais encanto na hora da despedida: os inevitáveis encontros de Maria e José'/><author><name>Ágnes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10885590232164635281</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/TARoTWuP1vI/AAAAAAAAAV0/Dom_ATG9E-U/S220/6833_1208463205361_1042133391_30648561_4918663_n.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8532506662487649978.post-4429039149230257364</id><published>2008-09-10T13:07:00.000+01:00</published><updated>2008-09-10T13:35:30.272+01:00</updated><title type='text'>há um sonho que tenho muitas vezes</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/SMe-o9nMG0I/AAAAAAAAAEI/shuDoT_yCwo/s1600-h/mulher+caminhar.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/SMe-o9nMG0I/AAAAAAAAAEI/shuDoT_yCwo/s400/mulher+caminhar.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5244369902039210818" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A sensação de estar perdida costuma chegar durante a noite, quando o son(h)o já se apossou do corpo e de qualquer possibilidade de fuga. Assemelha-se às intermináveis viagens de carro no pico do Verão em que o discernimento e a paciência se esgotam em segundos brevíssimos. Caminho para o encontro das caras conhecidas e após a grande mancha negra vejo-me só, num espaço que me é íntimo, mas só, perdida afinal! Repetidamente tenho esta sensação e dou por mim, passada a embriaguez do son(h)o, recuperando forças para a avaliação racional deste acontecimento. A verdade é que mesmo tendo os grandes olhos abertos, não me sinto mais achada do que durante as minhas deambulações oníricas. Os erros que vamos cometendo, ou os sonhos que ingenuamente alimentamos, não se dissipam tão simplesmente como seria de esperar. O alívio do desprendimento após a viagem não é claro e o limbo não vinca a passagem dos planos. Durmo perdida e acordo perdida. Estou perdida, é simples! Mais simples seria o encontro de um caminho despreocupado e simples, sem paixões avassaladoras, sem compromissos que o não foram. Nesse caso estaria não-perdida e por envolver. Secura tal... Às vezes a secura apetece. Só para não querermos morrer ali mesmo, perdidos e angustiados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, porém, não me apetece encontrar nada...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8532506662487649978-4429039149230257364?l=photomatonrouge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/feeds/4429039149230257364/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8532506662487649978&amp;postID=4429039149230257364' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/4429039149230257364'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/4429039149230257364'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/2008/09/h-um-sonho-que-tenho-muitas-vezes.html' title='há um sonho que tenho muitas vezes'/><author><name>Ágnes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10885590232164635281</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/TARoTWuP1vI/AAAAAAAAAV0/Dom_ATG9E-U/S220/6833_1208463205361_1042133391_30648561_4918663_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/SMe-o9nMG0I/AAAAAAAAAEI/shuDoT_yCwo/s72-c/mulher+caminhar.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8532506662487649978.post-834086781542164878</id><published>2008-09-09T01:07:00.000+01:00</published><updated>2008-09-09T20:09:39.849+01:00</updated><title type='text'>regresso às andanças teatrais</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/SMbJyrT4pMI/AAAAAAAAAEA/fc_ZjPLh-D4/s1600-h/vania1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 303px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/SMbJyrT4pMI/AAAAAAAAAEA/fc_ZjPLh-D4/s400/vania1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5244100688576292034" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/SMaBak7LG7I/AAAAAAAAADo/NH1ocNHf92E/s1600-h/tiovania52.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5244021109707971506" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 396px; height: 275px; text-align: center;" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/SMaBak7LG7I/AAAAAAAAADo/NH1ocNHf92E/s400/tiovania52.jpg" width="453" border="0" height="328" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-family:arial;font-size:180%;"  &gt;ENCONTROS E DESENCONTROS &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-family:arial;font-size:180%;"  &gt;NO CAMPO COM &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:180%;"  &gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;strong style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;TIO VÂNIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/SMXK8R-ZmkI/AAAAAAAAADg/OMcRc9cS7Ro/s1600-h/cartaz_taborda.png"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(204, 204, 204); text-align: center;" align="center"&gt;&lt;a href="http://teatrotrindade.inatel.pt/tiovania.html"&gt;http://teatrotrindade.inatel.pt/tiovania.html&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8532506662487649978-834086781542164878?l=photomatonrouge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/feeds/834086781542164878/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8532506662487649978&amp;postID=834086781542164878' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/834086781542164878'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/834086781542164878'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/2008/09/encontros-e-desencontros-no-campo-com-o.html' title='regresso às andanças teatrais'/><author><name>Ágnes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10885590232164635281</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/TARoTWuP1vI/AAAAAAAAAV0/Dom_ATG9E-U/S220/6833_1208463205361_1042133391_30648561_4918663_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/SMbJyrT4pMI/AAAAAAAAAEA/fc_ZjPLh-D4/s72-c/vania1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8532506662487649978.post-7336613677610965236</id><published>2008-09-09T00:37:00.000+01:00</published><updated>2008-09-09T00:41:05.270+01:00</updated><title type='text'>cine-boa-disposição</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/SMW3Xsc-mwI/AAAAAAAAADA/HiXXtCASAQI/s1600-h/mamma-mia-poster-1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/SMW3Xsc-mwI/AAAAAAAAADA/HiXXtCASAQI/s400/mamma-mia-poster-1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5243798958840388354" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Há muito tempo que não me ria tanto!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8532506662487649978-7336613677610965236?l=photomatonrouge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/feeds/7336613677610965236/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8532506662487649978&amp;postID=7336613677610965236' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/7336613677610965236'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/7336613677610965236'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/2008/09/cine-boa-disposio.html' title='cine-boa-disposição'/><author><name>Ágnes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10885590232164635281</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/TARoTWuP1vI/AAAAAAAAAV0/Dom_ATG9E-U/S220/6833_1208463205361_1042133391_30648561_4918663_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/SMW3Xsc-mwI/AAAAAAAAADA/HiXXtCASAQI/s72-c/mamma-mia-poster-1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8532506662487649978.post-7131275999615536551</id><published>2008-09-08T18:54:00.000+01:00</published><updated>2008-09-09T01:00:02.375+01:00</updated><title type='text'>problemáticas da gestão do tempo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/SMW8UTvcCvI/AAAAAAAAADQ/eLC0EjaGcLk/s1600-h/carouselbw.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/SMW8UTvcCvI/AAAAAAAAADQ/eLC0EjaGcLk/s400/carouselbw.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5243804398225459954" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Preciso de fazer alguma coisa...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8532506662487649978-7131275999615536551?l=photomatonrouge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/feeds/7131275999615536551/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8532506662487649978&amp;postID=7131275999615536551' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/7131275999615536551'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/7131275999615536551'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/2008/09/problemticas-da-gesto-do-tempo.html' title='problemáticas da gestão do tempo'/><author><name>Ágnes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10885590232164635281</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/TARoTWuP1vI/AAAAAAAAAV0/Dom_ATG9E-U/S220/6833_1208463205361_1042133391_30648561_4918663_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/SMW8UTvcCvI/AAAAAAAAADQ/eLC0EjaGcLk/s72-c/carouselbw.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8532506662487649978.post-2977327159744394381</id><published>2008-09-07T23:45:00.000+01:00</published><updated>2008-09-08T00:14:00.920+01:00</updated><title type='text'>zé: o amigo das tardes de quarta-feira</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/SMRfp3X6jxI/AAAAAAAAACo/y5B9FmJgvrE/s1600-h/zezinho.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 390px; height: 292px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/SMRfp3X6jxI/AAAAAAAAACo/y5B9FmJgvrE/s320/zezinho.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5243421039009632018" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Um dia conheci o Zé. Éramos ainda mais jovens do que hoje somos; encontrámo-nos num palco. Os sonhos de cada um eram sonhos comuns, desejos semelhantes. E todos as quartas-feiras, após a grande viagem, o Zé esperava por mim para podermos partilhar as angústias adolescentes e semanais: todas as quartas-feiras eu e o zé nos sentávamos ao sol, pés descalços e conversávamos até ao começo da noite, hora em que a inevitabilidade do comboio se aproximava. Um dia o Zé tomou uma decisão e partiu para voos outros, não distantes dos meus, apenas geograficamente diferentes. Então o Zé começou a desaparecer aos pouquinhos, porque assim é a vida e porque assim aconteceu. Pouco a pouco encontrava o Zé mais distante de mim, nunca ausente, embora menos distante da boa memória que eram as conversas de quarta-feira. Passaram quase quatro anos e reencontrei o meu amigo com a regularidade do antigamente. Estranho é perceber como a proximidade engrandece a saudade. Tantas saudades, meu amigo. Hoje a necessidade de partilha permanece tão virgem e honesta como nos dias de maior juventude: conversa sem fim e muita conversa para pôr em dia. O Zé voltou a fazer parte dos dias todos e todos são os minutos em que percebo como é bom trocar com ele as aprendizagens quotidianas. Hoje lembro-me das promessas: as quartas-feiras que fizeram parte da juventude mais casta tornam-se agora jantares e tertúlias em veias cheias de fogo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Está prometido!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8532506662487649978-2977327159744394381?l=photomatonrouge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/feeds/2977327159744394381/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8532506662487649978&amp;postID=2977327159744394381' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/2977327159744394381'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/2977327159744394381'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/2008/09/z-o-amigo-das-tardes-de-quarta-feira.html' title='zé: o amigo das tardes de quarta-feira'/><author><name>Ágnes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10885590232164635281</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/TARoTWuP1vI/AAAAAAAAAV0/Dom_ATG9E-U/S220/6833_1208463205361_1042133391_30648561_4918663_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/SMRfp3X6jxI/AAAAAAAAACo/y5B9FmJgvrE/s72-c/zezinho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8532506662487649978.post-5763682277248696619</id><published>2008-09-07T04:12:00.000+01:00</published><updated>2008-09-07T04:34:26.900+01:00</updated><title type='text'>da criatividade</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;Invenção de novo vocábulo para o enriquecimento do léxico português:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;medo + merda = MERDO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8532506662487649978-5763682277248696619?l=photomatonrouge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/feeds/5763682277248696619/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8532506662487649978&amp;postID=5763682277248696619' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/5763682277248696619'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/5763682277248696619'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/2008/09/inveno-de-novo-vocbulo-para-o.html' title='da criatividade'/><author><name>Ágnes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10885590232164635281</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/TARoTWuP1vI/AAAAAAAAAV0/Dom_ATG9E-U/S220/6833_1208463205361_1042133391_30648561_4918663_n.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8532506662487649978.post-2233763115391716321</id><published>2008-09-07T03:17:00.000+01:00</published><updated>2008-09-07T04:46:46.993+01:00</updated><title type='text'>dos encontros ou a história da red shoes</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/SMNDVnKB40I/AAAAAAAAACg/U4BqOFauAP4/s1600-h/red-shoes.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/SMNDVnKB40I/AAAAAAAAACg/U4BqOFauAP4/s320/red-shoes.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5243108429756752706" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Fim de noite, deu-se o encontro; sapatos vermelhos e caracóis espigados. (In)esperado. Da expectativa nasce o desejo de partilha, nasce o desejo de troca de qualquer coisa que dê vazão à necessidade. Sapatos vermelhos esperava caracóis espigados. Esperava ter uma tesoura à mão para resolver o problema. Esperava acima de tudo arranjar outros problemas que permitissem a perpetuação do instante. (Instantâneo)... No fundo o encontro podia muito bem ser tão fugaz e rápido como o trabalho do microondas que solucionára tantas vezes, a falta de tempo prático para o almoço. A poesia parece finda perante cenário tão suburbano; parece findo o amor. O amor estava enterrado no Tejo e sapatos vermelhos, à porta do quarto, lia estórias loucas de gente que continua a procurá-lo em sítios bizarros. Bizarra situação: o Tejo ali tão perto... amor nenhum! Dos encontros tudo fica desarrumado: guiões riscados, deixas cortadas, marcações (de vida) em aberto. A expectativa torna-se, de repente, num entrave para o disfrute da liberdade. Pior, a expectativa destrói a possibilidade. O encontro, porém, permanece vivo. Depois do abandono, regressa o desejo, a motivação da busca. Não há caminho mais tumultuoso que aquele que incessantemente buscamos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O Tejo afinal perde-se ao longe, viagem infinita: sapatos vermelhos na caixa, caracóis cortados: dos encontros tudo fica...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8532506662487649978-2233763115391716321?l=photomatonrouge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/feeds/2233763115391716321/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8532506662487649978&amp;postID=2233763115391716321' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/2233763115391716321'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/2233763115391716321'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/2008/09/dos-encontros-ou-histria-da-red-shoes.html' title='dos encontros ou a história da red shoes'/><author><name>Ágnes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10885590232164635281</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/TARoTWuP1vI/AAAAAAAAAV0/Dom_ATG9E-U/S220/6833_1208463205361_1042133391_30648561_4918663_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/SMNDVnKB40I/AAAAAAAAACg/U4BqOFauAP4/s72-c/red-shoes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8532506662487649978.post-7522037651001436261</id><published>2008-09-06T01:47:00.000+01:00</published><updated>2008-09-06T01:55:59.813+01:00</updated><title type='text'>P.S. de dia 5 de Setembro</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/SMHU0kxmQgI/AAAAAAAAACQ/I7EBNI8byIQ/s1600-h/palco_sala_media%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/SMHU0kxmQgI/AAAAAAAAACQ/I7EBNI8byIQ/s400/palco_sala_media%5B1%5D.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5242705440925958658" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Hoje vi pessoas de quem gosto muito a lutar por um sonho... tão cheias de esperança que estavam.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Tanta fé em tantos sonhos...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8532506662487649978-7522037651001436261?l=photomatonrouge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/feeds/7522037651001436261/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8532506662487649978&amp;postID=7522037651001436261' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/7522037651001436261'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/7522037651001436261'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/2008/09/ps-de-dia-5-de-setembro.html' title='P.S. de dia 5 de Setembro'/><author><name>Ágnes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10885590232164635281</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/TARoTWuP1vI/AAAAAAAAAV0/Dom_ATG9E-U/S220/6833_1208463205361_1042133391_30648561_4918663_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/SMHU0kxmQgI/AAAAAAAAACQ/I7EBNI8byIQ/s72-c/palco_sala_media%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8532506662487649978.post-6258929885309288889</id><published>2008-09-06T01:22:00.000+01:00</published><updated>2008-09-06T01:57:00.975+01:00</updated><title type='text'>Do regresso à normalidade...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/SMHSJDF_3LI/AAAAAAAAACA/Ge-6J1z71EY/s1600-h/522356Alice_in_Wonderland___final_by_Cooldot_.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 187px; height: 269px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/SMHSJDF_3LI/AAAAAAAAACA/Ge-6J1z71EY/s400/522356Alice_in_Wonderland___final_by_Cooldot_.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5242702494127086770" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Há dias em que a transgressão das regras parece ser a única possibilidade para o encontro do equilíbrio. Os dias têm estado do avesso: casa cheia em dia de desaniversário, lembrando as loucuras de Alice no país das maravilhas; corrida desvairada para além do Tejo em dia de aniversário, esquecendo as expectativas dos vinte anos sonhados. Dias loucos, o mundo às avessas. O feliz encontro da transgressão permite o regresso à tranquila normalidade que nos acompanha. Os dias poucos normais fazem-nos querer voltar a casa, sabendo que a visão do Tejo em altas horas, madrugada fora, voltará em breve, descomprometida e embriagada. Ah! ... a embriaguez dos loucos por amor... Onde deixei eu a pequena inocência dos sweet little sixteen?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Estranhamente feliz, regresso às mãos que me geraram...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8532506662487649978-6258929885309288889?l=photomatonrouge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/feeds/6258929885309288889/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8532506662487649978&amp;postID=6258929885309288889' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/6258929885309288889'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/6258929885309288889'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/2008/09/do-regresso-normalidade.html' title='Do regresso à normalidade...'/><author><name>Ágnes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10885590232164635281</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/TARoTWuP1vI/AAAAAAAAAV0/Dom_ATG9E-U/S220/6833_1208463205361_1042133391_30648561_4918663_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/SMHSJDF_3LI/AAAAAAAAACA/Ge-6J1z71EY/s72-c/522356Alice_in_Wonderland___final_by_Cooldot_.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8532506662487649978.post-2946955973786295409</id><published>2008-09-03T14:57:00.000+01:00</published><updated>2008-09-03T15:04:19.135+01:00</updated><title type='text'>dia do avesso</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/SL6YwUBItHI/AAAAAAAAAB4/cPqr8OuxAa0/s1600-h/bolo2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/SL6YwUBItHI/AAAAAAAAAB4/cPqr8OuxAa0/s200/bolo2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5241794972080452722" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Hoje não faço anos mas tenho a casa cheia de amigos e um bolo com velas.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8532506662487649978-2946955973786295409?l=photomatonrouge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/feeds/2946955973786295409/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8532506662487649978&amp;postID=2946955973786295409' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/2946955973786295409'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/2946955973786295409'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/2008/09/dia-do-avesso.html' title='dia do avesso'/><author><name>Ágnes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10885590232164635281</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/TARoTWuP1vI/AAAAAAAAAV0/Dom_ATG9E-U/S220/6833_1208463205361_1042133391_30648561_4918663_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/SL6YwUBItHI/AAAAAAAAAB4/cPqr8OuxAa0/s72-c/bolo2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8532506662487649978.post-3159961390271821662</id><published>2008-09-03T00:40:00.000+01:00</published><updated>2008-09-03T01:31:23.094+01:00</updated><title type='text'>Hoje é o primeiro dia do resto da minha vida</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/SL3aYZdU4FI/AAAAAAAAABg/K9ad_NL8-Wk/s1600-h/019_l.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/SL3aYZdU4FI/AAAAAAAAABg/K9ad_NL8-Wk/s400/019_l.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5241585654014730322" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O caminho até casa foi criado depois de muitos ventos de norte. Perdemo-nos tantas vezes. O regresso é simples; recomeçar pelo trilho gasto, mas sempre em direcção ao ninho que nos gerou. Eu, regresso hoje à casa que foi um útero. Regresso para o reencontro dos irmãos queridos e das feridas mal saradas. Começou a viagem, a re-viagem. Para onde caminhamos nós? Sempre para casa...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8532506662487649978-3159961390271821662?l=photomatonrouge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/feeds/3159961390271821662/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8532506662487649978&amp;postID=3159961390271821662' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/3159961390271821662'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8532506662487649978/posts/default/3159961390271821662'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://photomatonrouge.blogspot.com/2008/09/hoje-o-primeiro-dia-do-resto-da-minha.html' title='Hoje é o primeiro dia do resto da minha vida'/><author><name>Ágnes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10885590232164635281</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/TARoTWuP1vI/AAAAAAAAAV0/Dom_ATG9E-U/S220/6833_1208463205361_1042133391_30648561_4918663_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_XkYkJwf1M3A/SL3aYZdU4FI/AAAAAAAAABg/K9ad_NL8-Wk/s72-c/019_l.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
